Arquivos para: Dezembro 2007

O FACHO: Naçom, Coesom social e Língua

20-12-2007

07-12-19 – O Facho – Literatura e Naçom
Corral Iglesias, J. Alberte

“Naçom, Coesom social e Língua”

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado Língua e Naçom” e com a finalidade de conversar em dialogo aberto com os assistentes, Elias Torres Feijóo, Professor titular das Filologias Galego e Portuguesa da USC, compartilhou as suas reflexões. Nesta ocasiom o tema tratado foi “Naçom, Coeson social e Língua” .

No inicio da sua exposiçom, Elias Torres, afirma com rotundidade que toda acçom social deve incrementar a qualidade de vida tanto do colectivo como dos indivíduos. Entendendo a qualidade de vida nom só no aspecto económico, pois isto seria nom compreender ao homem como umha totalidade complexa e aberta, senom em todos os eidos que o estruturam.

A partires desta premissa desenvolve umha diatribe contra a leitura essencialista da categoria Naçom, ao definir que” Naçom é o que um grupo é capaz de impor à comunidade”. O caso do espanhol é um episódios mais rigoroso de imposiçom, caia quem caia. Um dos feitos mais paradigmático desta concepçom é, segundo Torres, a fabricaçom e imposiçom da ideia de naçom espanhola a partires do século XIX com a criaçom de mecanismos de memória colectiva, ilustrando esta asseveraçom com a interiorizaçom no îmago colectivo dos espanhóis que cada um tem em si, um pouco de Quixote e um pouco Sancho, algo que em particular esta bem renhido com o carácter colectivo dos galegos.

Continuando com a sua exposiçom, o conferencista, arrazoou que é na coesom social onde se joga a partida do Ser ou nom Ser galego. E ao seu entender existem mecanismo de maior relevância que a Língua para nos construir, entre os que salientou a Terra, a geografia, a paisagem, até a gastronomia. Pois é preciso possuir umha boa despensa de recursos para fazer possível a coesom social. A Língua tem-se que perceber como útil, como precisa, para que cumpra a sua funçom de coesom, esta utilidade tem que ser parte da urdime da conformaçom da própria identidade como cidadão e nom deve ser identificada só no espaço económico ou financeiro. Um discurso essencialista nom é um que-fazer para a vitoria senom para a derrota. Todo pensamento libertador tem que ser nutrido com elementos de contraste com a realidade, deve ser dialéctico. Sem abandonar nem esquecer que o referente colectivo nom pode ser outro que o galego, mas tem que ser vencelho para ligar nom para desactivar. Mas algo nom vai bem quando nom se discute, quando todo é aceitado “per se”, sem medir a eficácia dos instrumentos e recursos financeiros postos a dispor em acadar nom só a normalizaçom da Língua e senom também a coesom social torno a nossa construçom como Naçom.

Ao findar a exposiçom, houve um longo e interessante debate de concepções entre o conferencista e a cidadania assistente.

Elias Torres n'O Facho

17-12-2007

Agrupaçom Cultural O Facho
A Corunha

A Agrupaçom Cultural “O Facho” d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.

Palestra:

O dia 19 de Dezembro, o Vice-reitor da USC e Professor da U.S.C., Elias Torres Feijóo falará dentro do Ciclo, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Naçom, Coesom social e Língua
Elias Torres Feijóo, é Doutor em Filologia, Professor titular das Filologia Galega e Portuguesa da U.S.C. Prémio Extraordinário de Doutorado USC 1996. Investigador convidado nas Universidades; Paris III, U. do Minho, U. Nova de Lisboa. Vice-presidente da Associação Internacional de Lusitanistas. Investigador convidado a vários congressos internacionais. Publicaçons na esfera da teoria e metodologia da literatura e da cultura; relaçons culturais galego-portuguesas, literatura portuguesa, literatura galega, etc. Investigador Principal de vários Projectos de Investigaçom; Director do Grupo de Investigaçom GALABRA (nos sistemas Culturais Galego, Luso, Africanos de Língua Portuguesa e Brasileiro. Ex-vicepresidente da Mesa (1989-1993)

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

Dia: 19 de Dezembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24
A Corunha

Literatura e Naçom: literatura e ensino”

14-12-2007

07-12-12 – O Facho

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado “Língua e Naçom”, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom do imaginário colectivo dos galegos. Nesta ocasiom o tema tratado foi “Literatura e Ensino” sendo o relator convidado o professor de E. Secundário e coordenador do Arquivo Documental de Burela, Bernardo Penabade Rei.

O conferenciante encetou a sua palestra com duas anedotas. A primeira foi sobre a descoberta de um “recordatorio” de primeira comunhão em galego nos anos setenta e do autor do seu texto. A grande surpresa obtida quando as indagações o conduz a um antigo Guarda Civil como o criador do mesmo. Na segunda mostrou ao auditório a experiência vivida junto a um dos seus alunos em Viveiro com a leitura dos “Caminhos da vida” de O. Pedrayo. Como este rapaz que refugava da novela como o gato da auga, com umha leitura compartida, professor e aluno, das dez primeiras páginas levou a este último a engolir o resto com olhada ambiciosa.

Na sua exposiçom, o conferencista, defendeu que os Projectos de Leitura nos centros de Educaçom infantil e de ensino secundário deveram ser, “realistas; flexíveis; progressivos; e ham de resultar operativos e deveram primar a qualidade na selecçom e tratamento das leituras”.

Aludindo aos critérios de flexibilidade e progressividade, diferenciou diversos tipos de obras de leitura: as “de saída” ou “iniciáticas”, as “de tránsito” e as “de chegada”. Entre as primeiras, as obras que estimulam o gosto pola leitura mencionou “Un home xaceu aquí”, novela negra de Aníbal Malvar; e “Fumareu”, de Xurxo Souto. Referindo-se ao actual Chefe de Programaçom da Radio Galega, Penabade referiu-se á importância da aproximaçom entre escritores e público e puxo como exemplo o dinamismo de Souto nos actos de lançamento dos livros: “em Viveiro tocou o acordeom Manolo Maseda e cantou umhas repichocas; depois falou do libro e dedicou um a um os exemplares. A concorrência toda acabou cantando e batendo palmas. Foi um acto intenso, emotivo, desses que nem professores nem alunos esquecem”.

Trás citar numerosas obras “de tránsito”, entre as que situou O Sol do verán, Carlos Casares, Scórpio, Carvalho Calero, e O lapis do Carpinteiro, Manuel Rivas; o relator centrou-se nas obras “de chegada” –aquelas que necessitam um maior reforço educativo durante o processo de leitura e que, umha vez superadas, já marcam a finalizaçom do processo de aprendizagem regrada. Entre estas citou Os Caminhos da Vida, Otero Pedraio e Por tras dos meus olhos, Nacho Taibo.

Para o relator, a literatura ademais de servir como fonte de conhecimento transversal, a literatura é um maravilhoso instrumento para reforçar as capacidades de compreensom e expressom; e, asseverou, a literatura e a leitura som magníficos instrumentos de integraçom de alunado com determinadas atitudes problemáticas.

Como conclusons finais, o relator mostrou a sua esperança en que o Projecto de Leitura sirva para levar a todas as aulas os obradoiros de animaçom à leitura: “É o momento de que se assentem as estratégias de leitura compreensiva, dentro dos centros de ensino; de que se recupere a leitura en voz alta e a declamaçom. É absolutamente necessário que se recuperem as actividades orais e escritas de compressom e expressom, tomando como base as obras literárias”. A modo de desejo, seguindo o critério aplicado na matéria de Língua e Literatura Castelá, indicou que na matéria de Língua e Literatura Galegas se ofreza ao alumnado umha panorámica da dimensom internacional da Língua: “O mesmo que en castelám existe atençom á literatura do continente americano, as aulas de Língua e Literatura som o lugar idóneo para introduzir no país, en ediçom original, obras do mundo da “Galeguía” como: O Evangelho segundo Jesus Cristo, Saramago, A manhã submersa, Vergilio Ferreira, Emigrantes (Ferreira de Castro); Mayombe (Pepetela); O Alquimista (Paulo Coelho).

Por último, Bernardo Penabade mostrou-se favorável a um dobre reconhecimento entre escritores galegos. Segundo a sua opiniom, os foros literários deben aglutinar o património reintegracionista; a literatura feita por escritoras e escritores galegos, com idênticos dereitos e deveres; os reintegracionistas, pola sua parte, deben assumir a Literatura Galega como un produto genuíno do povo; como um tesouro colectivo. Neste sentido, destacou o bô labor realizado pola Associaçom de Escritores en Língua Galega (AELG) e pola Fundaçom Via Galego, que “–além de retoricismos protocolares- sabem aglutinar no seu seio representaçom plural de todas as tendências”.

Ao findar a palestra, houve um longo e interessante debate, ilustrado com múltiplas experiências vividas polas pessoas presentes no acto.

Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963 . Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha.
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