Agrupaçom Cultural O Facho
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Sol González Maside/ J. A. Corral Iglesias
O escritor e professor da U. de V. Anxo Angueira Viturro entreviu o passado dia 8 de Abril dentro do ciclo «Língua e Naçom» organizado polo O Facho, a sua conferencia intitulada: O Rexurdimento e António Fernández Morales (Poeta berciano do século XIX).
A intervençom do conferencista espertou grande interesse entre o numeroso publico como demonstrou o prolongado e participado colóquio que seguiu á exposiçom do professor vigués.
O palestrista encetou a sua exposiçom afirmando a importância da obra de António Fernández Morales,“Ensaios poéticos em dialecto berciano”, no ámbito da nossa cultura. Esta genial obra poética foi publicada em 1861, dous antes que Rosália de Castro publicará “Cantares Galegos”. Sublinhou da sua relevância, e ainda que Murguia nom o considera como um precursor, bem podemos considera-lo tal pois a sua obra nom desmerece a escrevida por Joam Manuel Pintos ou Francisco Anhom senom que é de maior transcendência, em opiniom do professor Anxo Angueira profundo conhecedor e divulgador da obra do poeta berciano.
O professor Angueira desbulhou a historia da cultura galega em três grandes ciclos: um primeiro de forte personalidade desde o seu xurdimento como entidade própria, até fins da Idade Media, um segundo período que vai desde fins da Idade Media hasta o século XIX (os séculos escuros), e um terceiro que se inicia co Rexurdimento e no que ainda estamos. No percorrer deste desenho histórico também fijo mençom a forte personalidade de Galiza como entidade colectiva diferenciada até o extremo que é a única Naçom que mantém o seu nome desde a sua origem romana, feito que nom acontece em nengum outra Naçom europeia.
Sublinhou a importância histórica do Rexurdimento, já que foi nesse período quando se forjárom os grande eixos nos que ainda hoje se pousa o quefazer político e social. A Defessa da identidade galega (língua, costumes, paisagens, etc..) , a construçom de um projecto político com fundas características de transformador social e nunca essêncialista; tendo como piares, o pensamento crítico, a democracia nom só jurídico política senom em forte urdime com o económico e social.
Ainda que coetáneo da geraçom dos Precursores, Fernández Morales comparte os ideais mais de vanguarda do Rexurdimento tanto na sua obra literária como na sua vida como cidadam é militar, sendo deputado em Cortes (1887) polo Partido Radical da época, que traduzido as coordenadas de hoje veria a ser como um deputado das concepçons mais avançadas no eido social como no político.
Para compreender a obra de António Fdez. Morales, temos que ter presente e nom esquecer que a actual raia administrativa amputadora do Berço do País Galego marcou-se no ano 1833 quando Madrid cria as provinciais actuais em funçom dos interesses da Corte e nunca em funçom da cidadania; e que este poeta da Galiza irredenta estivo residindo em Tui no primeiro terço do século XIX polo de certo conheceria a obra e o projecto dos escritores do País. A sua poesia reflecte muitas das características da obra rosaliana, a grande mestra. Como ela defende e dignifica a paisagem fronte a afrenta e vexame dos autores castelans e da Corte (Góngora, Quevedo, entre outros); o conferencista leio versos de Góngora confrontando os mesmos com os do poeta berciano mostrando como este último ao igual que Rosália utiliza a paisagem para louvar a Galiza em geral e o Berço em particular.
Na leitura dos poemas do autor do Berço: “ O Fiandom”, “ A Romaria”, “O Entroido”, “Caça Maior”, Angueira, destacou como o poeta baixa ao profundo do povo, a vez que descreve maravilhosamente os labores da vendima, a sega em Castela, todo mundo que contem a cultura de e baseada na castanha, etc. Na poética do vate de Cacabelos canta os costumes, as festas, os trabalhos... e sempre mantendo um pensamento crítico sobre a realidade que observa, a vez tem um tom retranqueiro com a doutrina e as cousas da Monarquia Sacerdotal com que a Eireja Católica sustenta o seu discurso ideológico para sujeitar ao seu critério às classes populares.
A obra de Fernández Morales é irónica, satírica, humana, próxima, tensa, desenfada, ágil no dialogo. Aportando sempre umha grande riqueza tanto léxica como etnográfica. É umha mostra da cultura galega mais lá dos lindes marcados pola a Vila e Corte; exibe como o Berço tira pola sua reintegraçom a Galiza mas Castela nom solta.
Ao findar a conferencia houvo um interessante debate entre os presentes.
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