Na Fundaçom Penzol de Vigo celebrou-se o passado dia 17 de Junho a entrega do Facho de Ouro a Francisco Fernández del Riego. O acto apresentava-se como reconhecimento a toda umha vida dedicada à emancipaçom da Galiza.
José Luís Rodríguez Pardo, presidente do O Facho, abriu o acto, lembrando no mesmo as vicissitudes da recuperaçom da cultura galega nos tempos escuros do primeiro período do Regime Nacional-Católico, algumhas das mesmas compartilhadas polo apresentador. Com a entrega do Facho de Ouro a Francisco Fernández del Riego salienta-se a ingente laboura levada a cabo polos bons e generosos, dos que D. Paco é proba bem indicativa, que sempre dam á Galiza outras novas mil primaveras.
Fernández del Riego, respondeu agradecendo a consideraçom tida a sua pessoa com a entrega do Facho de Ouro por parte da Agrupaçom Cultural. Posteriormente lembrou o nascimento da Associaçom e a sua pertinência tanto nos primeiros anos da década dos sessenta do século passado, época na que o franquismo fazia estragos, como hoje.
Ao findar o acto de entrega e reconhecimento, o homenageado fizo de anfitriom para nos mostrar aos membros do Facho tanto a biblioteca da Fundaçom Penzol, como o Museu “Francisco Fernández del Riego” onde é possível ver e contemplar telas dos nossos pintores mais senheiros assim como de outros artistas de alta consideraçom mundial.
Posteriormente celebrou-se um jantar no que D. Francisco estivo acompanhado polos seus mais próximos amigos e parte da Junta Directiva do Facho.





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Desde o ano 1963 existe a Agrupaçom Cultural O Facho. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Harguindey, Salgueiro, e Carneiro. É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadãos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade.
O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defessa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussões políticas que se podia fazer. A defessa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d’O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura.
Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua. Estes cursos tivérom umha importáncia moi grande na Corunha. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade “bem pensante”, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarelhos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários, o grupo de teatro foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...)
Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste.