Jenaro Marinhas: unmha testemunha por Galiza

Jenaro Marinhas: unmha testemunha por Galiza

15-01-2009

O dia 14 de Janeiro o político e professor da U.S.C. Pablo González Mariñas falou dentro do ciclo Literatura e Naçom. A sua charla versou sobre: Jenaro Marinhas: Umha testemunha por Galiza.

O político e professor Pablo González Mariñas pronunciou umha interessante conferência o passado dia 14 de Janeiro de 2009 sobre sobre : Jenaro Marinhas, intitulada "Umha testemunha por Galiza" dentro do ciclo ?Literatura e Naçom? organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho
González Marinhas, encetou a sua exposiçom sublinhando que a vida de Jenaro Marinhas, foi complexa e fértil. A sua infância na Corunha, onde nasceu no 1908, desenvolveu-se dentro de uns eidos profundamente nacionalista, o seu pai era membro das Irmandades da Fala, Tettamancy os irmaos Vilar Ponte eram cotians na sua casa. Esta realidade junto a influencia da sua mae na conformaçom de seu caracter, marcou para sempre a Jenaro Marinhas. Nom devemos esquecer que foi aluno de Viqueira, e foi grande amigo de Seoane, E. Pita, Lugrís, Dieste. A consideraçom por este último era tal que o nomeava ? O mestre?
Na escrita de Jenaro Marinhas observa-se umha grande semelhança tanto com Cessaré Pavese como com Albert Camus, sendo a vez um grande leitor de Husserl. A percepçom existencial do sobrevir do homem é fulcral na concepçom da sua literatura, até ao extremo de chegar afirmar na sua poesia:
A verdade nom me obriga,
Quem mais me obriga é amizade.

Falar de poesia em Jenaro Marinhas pode parecer surpreendente para quem nom o conhecera, e muito mais quando ele afirma que Galiza tem poetas dabondo; já que a sua presencia no universo literário galego é como dramaturgo. Pois foi o teatro a escritura na que verte e desenvolve a sua compreensom do homem, entendendo que é a principal ferramenta para ajudar a recuperar a consciência e a dignidade dum povo. Chegando afirmar: "nengúm povo vive sem teatro, é como auga necessária para ensamblar a nossa dispersom nacional". Em toda a sua obra a rebeldia como cerne para desintumescer ao povo galego. Há que lhe devolver a esperança. Na sua obra ?O Bosque? umha das personagens pronuncia: "tudo o que se inventa acaba por chegar". O teatro é para o nosso dramaturgo o médio mais eficaz para concientizar da necessidade da luita do povo galego para a defessa dos seus interesses.
No ano 1978 ingressou como académico na R.A.G. da que demite trala morte de Carvalho Calero. Ao lhe perguntar o porquê desta última decisom, sempre dava como resposta: "Porque nom imos para a mesma romaria". Pois por todos é bem conhecido a sua pertença a corrente linguistica que hoje se conhece como reintegracionismo.
Podemos asseverar que Jenaro Marinhas foi e é umha testemunha por Galiza.

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Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d?A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Henrique Harguindey, André Salgueiro, e Xosé Luis Carneiro; respondendo ao seu chamamento posteriormente somárom-se entre outros: Eduardo Martínez, Henrique Iglesias, X. Alberte Corral, Xosé L. Rodríguez, etc... É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadaos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade. O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defesa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussons políticas que se podia fazer. A defesa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d?O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura. Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua com apoio de alguns exemplares da ?Gramática do idioma galego? de Manuel Lugrís Freire. Estes cursos tivérom umha importância mui grande na Corunha;. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade ?bem pensante?, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarellos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários. O seu grupo de teatro criado nas primeira datas de existência da Agrupaçom do quem eram responsáveis Manuel Lourenzo, e Francisco Pillado, foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...). Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste. d’A Corunha.
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