Arquivos para: Março 2009

A PERSECUÇOM DA LINGUA E CULTURA GALEGA NAS TERRAS EU-NAVIA por Carlos Varela Aenlle

28-03-2009



Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado “Língua, Literatura e Naçom”, o dia 25 de Março, quarta-feira (mércores), o membro da Real Academia Galega (RAG) e Presidente da Associaçom Cultural Abertal, Carlos X. Varela Aenlle falou sobre a situaçom da Língua e Cultura galega nas Terras Eu-Navia.

A bisbarra Eu-Navia abarca as terras entre os rios Eu e Navia, tendo o seu linde oriental na Serra do Ranhadoiro, de dezaoito concelhos. Na época pre-romana este território estava habitado polos “albions”, povo de cultura celta e constructor dos castros dessa regiom para posteriormente na época romana formar parte do Conventus Lucense e na baixa idade media a Diocese de Britonia. El rei Alfonso VII repartiu esta terra entregando-a ao bispado de Ouviu.
Actualmente a economia das Terras Eu-Navia gira torno a Ribadeu, A pesares da política chauvinista dictada desde as instituiçons, antropólogicamente a cultura mantém todos os rasgos que a definem como galega: dos nabos comem a nabiça em caldo e nom a raiz – o nabo – como mais lá do Ranhadoiro, jantam-se filhoas de sangue, bebe-se de sempre vinho e nom sidra, ainda que actualmente por política de colonizaçom chauvinista dictada polo Principado estám introduzindo as sidrerias, assim com estám eliminando a gaita galega, pois todos os professores de música envia-os das Astúrias de Ovieu.

O estudioso geógrafo, Varela Aenlle, mostrou umha grande documentaçom ilustrando sobre a persecuçom da Língua e Cultura galega que no dia de hoje as instituiçons Públicas asturianas fam nas Terras Eu-Navia, e acusa às instituiçons galegas de fazer ouvidos xordos diante de tal etnócido. A sua denuncia vai desde Junta de Galiza até outros organismos.

CONCURSO LITERÁRIO “CARLOS CASARES” CONVOCADO POLA ASSOCIAÇOM CULTURAL “O FACHO” (XLII CONCURSO CONTOS DE NENOS)

28-03-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
CIF G-15037021
Federico Tapia 12-1º

15011 A Corunha

Recuperados em 2008 os prémios literários que desde os anos sessenta convocou O FACHO e nos que participárom ou ganhárom muitos dos escritores e escritoras que hoje fam possível com a sua obra umha literatura galega de qualidade, de grande importância nas letras universais, faz-se a convocaçom para 2009 do Concurso Literário Carlos Casares e em afectuosa homenagem ao primeiro ganhador do Certame de Literatura Infantil no ano 1968 com a sua formosa obra “A galinha azul” que atingiria a honra de ter sido o fito fundacional da bem viçosa Literatura Infantil e Juvenil Galega contemporânea.

BASES DO CONCURSO:

1.- Poderám participar nenos e nenas, rapazes e raparigas, que apresentem as suas obras em língua galega. Os trabalhos propostos deveram serem originais e inéditos em toda a sua extensom.

2.- O prazo de admissom de originais finaliza o dia 31 de Março de 2009 às doce da noite.

3.- A apresentaçom de originais para o Concurso fará-se-á por correio postal dirigido a sé da Associaçom Cultural “O Facho” R/ Frederico Tapia,12-1º 15005 - A Corunha. Podendo fazer-se individualmente ou por meio do centro onde curse os seus estudos.

4.- No caso em que sejam os centros escolares os que pressentem os originais ao Concurso, deveram fazer umha prévia selecçom de um máximo de dous trabalhos por categoria, qualquer outro terá que ser apresentado individualmente.

5.- As obras terám de ser relatos originais e nom estarem editados por nenhum procedimento impresso ou electrónico nem terem sido premiados em qualquer outro concurso ou certame literário e em condiçons para que os seus direitos de publicaçom possam ser cedidos a Associaçom Cultural “O Facho” por um período de três anos contados a partir do dia do veredicto do júri.

6.- Estabelecem-se duas categorias:
Categoria A: Nenos e nenas de 6 a 12 anos.
Categoria B: Rapazes e raparigas de 13 a 16 anos.

7.- As quantias dos prémios serám as que seguem:
Categoria A: 1º - 200 € em efectivo.
2º - 200 € em efectivo.
Categoria B: 1º - 300 € em efectivo.
2º - 200 € em efectivo.

8.- Cada autor só poderá apresentar umha obra atendo-se aos seguintes limites de extensom:
Categoria A: Um máximo de cinco fólios.
Categoria B: Um máximo de dez fólios

9.- As obras haverám de se apresentar manuscritas ou mecanografadas, encadernadas ou grampeadas e levaram por detrás do último fólio os seguintes dados:
Nome e apelidos do autor/a
Endereço postal e telefone.
Correio electrónico ( se o tem).
Centro onde cursa os seus estudos.
Categoria na que participa.

10.- Os prémios serám elegidos por um júri nomeado pola Associaçom Cultural “O Facho” em veredicto que se fará público no mês de Maio.

11.- O júri poderá declarar deserto um ou vários dos prémios do concurso e será o que deverá resolver aquelas situaçons que se pressentem e que nom estejam contempladas nestas bases, assim como as dúvidas na sua interpretaçom.

12.- A participaçom neste Concurso implica a aceitaçom das presentes bases.

A Corunha, 8 de Janeiro do 2009

O Facho - O GALEGO NAS TERRAS EU.NAVIA por Carlos Varela Aenlle

26-03-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Frederico Tapia 12-1º
15011 A Corunha

A Agrupaçom Cultural O Facho d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9


Palestra

O vindouro dia 25 de Março, quarta-feira (mércores), o membro da Real Academia Galega (RAG) e Presidente da Associaçom Cultural Abertal, Carlos X. Varela Aenlle falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: O galego nas Terras Eu-Navia.

Carlos Xesús Varela Aenlle é geógrafo, experto em desenvolvimento local e com estudos de filologia. Pessoa comprometida já desde mui jovem com o movimento de defesa do galego eu-naviego, participa na elaboraçom de muitos projectos relacionados com Astúrias, a Galiza e o Eu-Návia. Tem escrito várias publicaçons relativas a diferentes temáticas destes territórios, destacando as relacionadas com a etnografia e a toponímia eu-naviegas, como da etnografia galega e asturiana.

A bisbarra Eu-Navia consta de dezoito concelhos de fala galega ainda que três deles compartem território com a língua asturiana (Navia, Villallón e Allande). O número de falantes é difícil de precisar, mas estaria entre os 40.000 e 50.000, tendo em conta ademais de que parte da povoaçom eu-naviega emigrou á área central asturiana, porém conservou a sua fala.

Dia: 25 de Março do 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande - A Corunha



J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

O Facho - O NACIONALISMO ESPANHOL por Carlos Taibo

26-03-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Frederico Tapia 12-1º
15011 A Corunha

A Agrupaçom Cultural O Facho d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9


Palestra

O vindouro dia 2 de Abril, quinta-feira (joves), o Professor e investigador, Carlos Taibo, falará dentro do ciclo: Economia, História, e Realidade Social. A sua palestra versará sobre: O nacionalismo espanhol.

Carlos Taibo é Professor de Ciência Política e da Administraçom na Universidade Autónoma de Madrid, onde também tem dirigido o programa de estudos russos do Instituto de Sociologia das Novas Tecnologias. É membro do Conselho Editorial da revista de pensamento critico “Sin Permiso” desde sua fundaçom. É um firme activista do movimento antiglobalizaçom.

A sua obra investigadora é recolhida em diversos livros tanto em galego como em castelám.
Em galego cabe sublinhar:
O castelo de fogos. Nove ensaios sobre ou porvir da Europa do Leste, Europa sen folgos, Un novo Terceiro Mundo, A desintegración de Jugoslávia, Império norte-americano e capitalismo global, Misérias da globalización capitalista, Fendas abertas: Seis ensaios sobre a cuestión nacional.
Entre a sua obra publicada em castelám salientamos:
La desintegración de Yugoslavia, Guerra en Kosova: Un estudio sobre la ingeniería del odio, El conflicto de Chechenia, Las fuerzas armadas en la crisis del sistema soviético, Crisis y cambio en la Europa del Este, Rapiña global, y Sobre política, mercado y convivencia; en colaboración con el economista e escritor José Luis Sampedro.

Dia: 2 de Abril do 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande - A Corunha



J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

TESTEMUNHAS FRANCESAS SOBRE GALIZA por Henrique Harguindey Banet

19-03-2009


O passado dia 18 de Março, quarta-feira (mércores), o Professor, traductor e escritor, Henrique Harguindey Banet falou dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom organizado pola nossa Agrupaçom. A sua exposiçom tratou sobre: Testemunhas francesas sobre Galiza.

O professor Harguindey encetou a sua palestra lembrando o inicio d’O Facho e as primeiras juntanças para estudar e conhecer Galiza realizadas nos começos dos anos sessenta do século passado, época bárbara e tenebrosa da tirania franquista. Já desenvolvendo a sua conferência, pediu aos assistentes que nos situássemos na França do século XII quando o Loira divide os territórios de fala Oc no sul e de fala Oi no Norte junto ao anglo-normando, os gaélicos da Bretanha, o germânico da Alsácia e Lorena. Essa divergência lingüística é testemunha o texto que se tem como fundacional da literatura francesa, “A Cançom de Roland”, nom está escrito em francês senom em anglo-normando.É neste poema épico do século XI onde achamos por vez primeira a mençom de Galiza, e por duas vezes. Umha é em boca de um chefe sarraceno das tropas que se enfrentam às de Carlo Magno e a outra é para mencionar a Raimundo de Borgonha como galego, chefe das tropas galegas afins a Carlo Magno.

Na história medieval galega Raimundo de Borgonha e o seu curmám Henrique cassam com duas filhas do rei galego Afonso VI; sendo logo, os dous pais de reis, Raimundo de Afonso VII rei da Galiza e Henrique do primeiro rei de Portugal, Henrique I. Nestas datas nasce o destino da imagem de Galiza na França...

Henrique Harguindey Banet :Testemunhas francesas sobre Galiza.

16-03-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Frederico Tapia 12-1º
15011 A Corunha

A Agrupaçom Cultural O Facho d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9


Palestra

O vindouro dia 18 de Março, quarta-feira (mércores), o Professor, traductor e escritor, Henrique Harguindey Banet falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Testemunhas francesas sobre Galiza.

Henrique Harguindey Banet sendo ainda estudante na Corunha foi um dos fundadores da Agrupaçom Cultural O Facho. Durante a Tirania franquista mantivo umha intensa vida política em contra da mesma que prolongou posteriormente perante muitos anos.
No seu quefazer cultural tem traduzido a autores como: Paul Keineg, Jacques Prévert, Michel de Ghelderode, Víctor Hugo, Rabelais, Max Jacob, B. M. Koltès, Raymond Queneau, Boris Vian, e Ionesco entre muitos outros e também do francês medieval. Entre as obras traduzidas para o galego podemos sublinhar:
Tres pezas cómicas medievais, Historia de rei Kabul, O reiciño de Galicia, Gargantúa e Pantagruel, A escuma dos días, A cantante calva, etc...
Como autor tem publicado individualmente assim como em parceria, só imos mencionar algumhas das mesmas:
A saquetiña da lengua, Lerias e enredos para os máis pequenos, Antoloxía do conto popular galego (estas duas últimas junto a Maruja Barrio)
Proximamente aparecerá, publicado pola Universidade de Santiago, “La Galice, dez séculos de olladas francesas” que recolhe testemunhas e alusons a Galiza em textos franceses dende o século XII aos nossos dias.

Dia: 18 de Março do 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande - A Corunha



J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

"Imagem dos galegos na Baixa Idade Media" por Alfredo Erias Martínez

05-03-2009

O arquivista e arqueólogo Alfredo Erias Martínez pronunciou umha mui interessante conferência o passado dia 4 de Março de 2009 sobre: A imagem dos galegos na Baixa Idade Média, dentro do ciclo “Economia, História, e Realidade Social“ organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho
Alfredo Erias, principiou a sua palestra lembrando ao seu mestre e tutor o Doutor Luís Monteagudo García, de quem aprendeu a técnica do desenho arqueológico, arte traído ao País por Monteagudo García de Alemanha, a vez indicou que a temática a tratar na sua exposiçom está publicada no Anuário Brigantino e na página electrónica correspondente a mesma publicaçom. Muitos dos desenhos mostrados fôrom obtidos da laudas do cemitério de S. Francisco da Crunha. O cemitério medieval mais importante do País junto ao de Noia.
A sociedade galega medieval estava estratificada em três classes sociais; o que trabalhavam e geravam a riqueza, labregos, marinheiros, artesans; e os outros dous parasitários, a clerezia e a nobreza.
Encetou a exposiçom de desenhos em cor das laudas onde estám talhados os senhores medievais, começando com reis galegos Fernando II e Afonso IX e reina galega, Beringela, o sepulcro de Joana de Castro, enterrados na catedral de Compostela. Na Corunha está também soterrado o rei Enrique II Trastamara com quem Fernám Peres de Andrade tivo muita relaçom. Esta mençom deu-lhe pé para falar da história dessa poderosa família medieval galega, os Andrade. Mostrando desenhos das suas furnas, únicas na história medieval europeia junto com os portugueses, ao ter talhadas cenas de caça nos laterais dos sepulcros. Umha mostra do poder e da importância de Fernám Peres de Andrade nom é só o seu sepulcro senom que em vida mandou traduzir ao galego, a Crónica Troiana.
Os desenhos das lápidas da gente do comúm, do povo, case todas elas fôrom obtidas do cemitério de S. Francisco da Crunha, ao ser esta umha cidade de homens livres sem estar obrigados a vassalagem nem a Eireja nem a senhor feudal e também mostrou a única existênte dum dirigente irmandinho e a sua dona que estám em Betanços.
Ao findar a sua palestra, o conferencista mantivo um gostoso debate com o público assistente.

Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963 . Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha.
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Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha
o_facho_a_cultural@yahoo.com.br

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