O FACHO : O Galego dese a perspectiva HISTÓRICA E NO MOMENTO ACTUAL por J. R. Freixeiro Mato

O FACHO : O Galego dese a perspectiva HISTÓRICA E NO MOMENTO ACTUAL por J. R. Freixeiro Mato

16-12-2009

Ontem, terça feira 15 de Dezembro, a asistência do público à palestra organizada pola nossa associaçom constatou o que já é umha feliz realidade: os ciclos de conferências do Facho tenhem-se consolidado como um foro crítico estável e de grande qualidade, onde Galiza e a cultura galega som as principais protagonistas.

Assim, a ateigada sala de imprensa da Fundaçom CaixaGaliza acolheu o discurso que o professor doutor da Universidade da Corunha, José Ramom Freixeiro Mato, deu sobre a língua galega de umha perspectiva histórica e actual.

Encetou o relatório assinalando como a história das línguas é a história dos povos que as falam e sublinhou o facto de o galego ter perdido na Galiza o grande prestígio de que gozava na Idade Média. "O prestígio é fundamental para as línguas. Em inglês di-se, paradoxicamente, prestige, e pensai que é para o povo galego o prestige" ironizou.

Freixeiro recordou que o galego perdeu o seu prestígio muito devagar, do início dos Séculos Escuros à ditadura franquista, e que hoje continua a nom ser umha língua prestigiada nem normal, "umha língua normal é a que está nos comércios, nos restaurantes, nos sinais... e hoje apenas com sairmos à rua podemos comprovar se o galego é umha língua normal" sentenciou.

Porém, também recordou como outras línguas como o inglês, o finês ou mesmo o galego em Portugal, estivérom numha situaçom de perda de prestígio e normalidade, prestígio e normalidade que recuperárom graças a se tornarem independentes ou nom subsidiários. "Finlándia atingiu a independência em 1917 depois de ter estado colonizada pola Suécia e a Rússia. Hoje o finês é a língua principal da Finlándia mas até o século XIX a língua de prestígio fora o sueco".

A seguir analisou os factos históricos que levárom à língua galega a perder a hegemonia social após vários séculos sendo a língua de cultura peninsular. Explicou como o galego foi a língua cortesá até o deslocamento e centralizaçom dos reinos peninsulares em território castelám e resgatou dados como o facto de o rei Afonso VI chorar a morte de seu filho em galego-português "porque essa era a língua da corte, a sua língua". Aliás, salientou o facto de os dous reis considerados mais sábios da península serem galego-falantes "D. Dinis, rei de Portugal e Afonso X o sábio de Castela eram galego-falantes e há que dizer que o segundo foi enviado pola corte de Castela estudar o território que era considerado de mais cultura, o galego".

Freixeiro resgatou do esquecimento de muitos galegos e galegas como na Galiza estudava a corte castelá e puxo como exemplo à vila de Caldas de Reis. Também esclareceu que a situaçom que sofremos hoje é fruto da colonizaçom castelá pois "metade dos nobres galegos fôrom pendurados de carvalhos e outra metade desterrados e despossuídos, sendo todos eles substituídos por umha elite estrangeira, por umha elite castelá".

Por último encerrou a sua intervençom criticando duramente a política da Junta da Galiza em matéria lingüística e lembrando que estám a incumprir as leis que obrigam o governo autónomo a promover e promocionar a lingua galega e enfatizando a unidade lingüística galego-portuguesa, "o galego e o português som a mesma língua e, portanto, podemos afirmar sem complexos que em Portugal e no Brasil se fala galego" dixo orgulhoso.

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