CENTRO SOCIAL REVOLTA
    Rua Real 12, rés-do-chão.
    Zona Velha. Vigo. Galiza.
    csrevolta@gmail.com

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    SOBERANIA ALIMENTAR

    24-11-10

    Sob a legenda "Alternativas reais de consumo consciente" no próximo domingo dia 28 às 18h30 terá lugar umha palestra no nosso centro social. O acto conta como convidados com a presença do Grupo de consumo de Moanha e da Cooperativa Árvore.
    Desde o Centro Social Revolta tentamos comprometer-nos e trabalhar activamente pola soberania alimentar e o consumo consciente e responsável. Com este objectivo organizamos esta actividade como primeiro passo para a criaçom dum grupo de consumo em Vigo segundo os seguintes princípios:

    1.Consumo de produtos ecológicos.
    2.Eliminaçom de intermediários que elevam o custo do preço dos alimentos de forma inecessária. Deste jeito as pessoas que produzem recebem um preço justo, e as pessoas que consumimos pagamos um preço justo.
    3.Possibilidade de conhecer directamente à gente que nos alimenta: o jeito no que trabalham, as problemáticas que lhes afectam, as diferentes possibilidades de colaboraçom entre as duas partes,...
    4.Conhecimento de outra gente do nosso bairro, fortalecendo os laços entre vizinhas e vizinhos e desfrutando de realizar actividades saudáveis em companhia.
    5.Procura por manter formas de vida dignas e sustentáveis: mantendo um meio rural vivo, mesmo perto dos núcleos de maior tamanho.
    6.Rachar com a dependência na importaçom de produtos de outros países consumindo alimentos produzidos na Galiza.

    Escrito às 23:11:57 nas castegorias: ACTIVIDADES
    por csrevolta Email , 205 palavras, 556 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
    FALECE O COMBATENTE GALEGO JOSÉ MANUEL SANMARTIM BOUÇA "MARTINHO"

    11-11-10

    Na manhá do dia 10 acaba de deixar-nos o companheiro José Manuel Sanmartim Bouça conhecido por todos e todas nós como “Martinho”. Home bom e generoso onde os houver. Combatente a vida ou morte pola independência nacional deste País.

    Nascido em Fene, milita no nacionalismo galego desde jovem e concentra na sua pessoa um abano de virtudes que é pouco comum encontrar reunidas numha mesma pessoa: singelo, generoso, inteligente, entregado absolutamente aos demais, franco, humilde, combativo...

    Será essa profunda humanidade a que leve este trabalhador da Bazán de olhada cristalina e sorriso doce a incorporar-se desde jovem à luita nacionalista na AN-PG e a INTG e, com o tempo, assumir os compromissos mais altos no combate ilegal contra a opressom nacional. Correm tempos de reconversom industrial e evidenciam-se os efeitos da integraçom da Galiza na CEE. As convulsons no País refletirám-se também no campo nacionalista.

    Martinho incorpora-se ao Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC) desde os seus começos. Detido numha tentativa de expropriaçom bancária para o financiamento da luita ilegal independentista, ingressa na cadeia sob a condiçom aparente “delinquente comum”. Será em 5 de Fevereiro de 1987 quando no processo que se celebra na Audiência Provincial da Crunha contra ele, Manuel Chao do Barro e Jaime Castro Leal que anuncie publicamente a sua militáncia no EG e seja expulso da sala entre berros de Viva Galiza ceive! Umha recente “reportagem” da TVE destinada à intoxicaçom anti-independentista imortaliza esse momento em que o nosso companheiro, punho em alto, é desalojado por vários polícias.

    Tempo depois, sae em liberdade para incorporar-se à clandestinidade num compromisso independentista em que assume todas as consequências. Em Maio de 1988 é capturado de novo no Canhom do Sil junto a outros militantes do EG que se refugiaram na Ribeira Sacra para fugirem da vigiláncia policial. Torturado, ingressa de novo em prisom onde permanece durante 8 anos nos centros de extermínio de Pereiro de Aguiar, Herrera de la Mancha e Alcalá-Meco. Ali Martinho é activo militante no combate da repressom carcerária, participando em chapeios, greves de fame, etc.

    De volta ao País, participa nas Juntas Galegas pola Amnistia (JUGA), colabora com a Fundaçom Artábria e alenta o desenvolvimento dumha nova geraçom de independentistas que se incorpora à luita através da AMI. A sua naturalidade e humildade converterám-no rapidamente em referência para toda essa geraçom que tivo o privilégio de compartilhar a sua presença e ouvir o seu conselho sempre humilde.

    Ciente da necessidade de unidades independentistas amplas, participa inicialmente no Processo Espiral (2001), mas, com um significativo contingente de militantes, abandona 4 anos depois a organizaçom resultante do processo desde posiçons críticas com a sua linha política e prática social. Incorpora-se assim nesse ano ao colectivo independentista Espaço Irmandinho. Desde 2007 participa e colabora com a iniciativa popular autodeterminista Causa Galiza desde as comarcas da Marinha e Trasancos entre as que repartia o seu tempo.

    Praticante da solidariedade na sua dimensom mais ampla, Martinho contribue também com o organismo popular anti-repressivo Ceivar, participa nas Marcha pola Liberdade para reivindicar a repatriaçom e a excarceraçom d@s pres@s independentistas e fai parte nos últimos anos das listagens de visitas carcerárias dumha nova geraçom de presos e presas independentistas que, como ele no seu dia, conhecem hoje o cárcere e a dispersom.
    A sua perda deixa-nos um vazio e umha ausência impossíveis de encher. Umha ausência ainda impossível de acreditar quando pensamos a luita e o país sem a sua presença. Martinho foi, é e será para todos e todas nós um exemplo luminoso desses homes e mulheres nos que cristaliza a decisom de ser de todo um povo.

    Alguém dixo um dia de chuva, quando despediamos a Ramom Muntxaraz, que o ceu da Galiza chorava polo Moncho. Hoje, esse mesmo ceu, e muitas e muitos de nós, choramos porque nos deixa um dos melhores.
    A nossa melhor homenagem, reproduzir o seu exemplo.

    Até sempre, companheiro!

    Escrito às 00:59:40 nas castegorias: NOVAS
    por csrevolta Email , 639 palavras, 543 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

      PRESOS INDEPENDENTISTAS

      Santiago Vigo Domingues

      José Manuel Sánches Gorgas

      Telmo Varela Fernández

      Roberto Rodriguez Fialhega

      (Teto)

      Eduardo Vigo Dominguez

      Maria Osório Lopes

      Antom Santos Peres

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