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Crónica do roteiro dos Sete Caminhos

  13:17:14, por da Cultura   , 564 palavras  
Categorias: novas

Crónica do roteiro dos Sete Caminhos

29-11-10

Ontem, e depois de dous intentos, o tempo deixou-nos fazer o anunciado roteiro polo Espaço Natural e Arqueológico dos Sete Caminhos. Acompanhad@s polo arqueólogo e promotor deste projecto, Lukas Santiago, percorrimos os montes onde se unem as paróquias de Louriçám, Salzedo e Sam Juliám e os concelhos de Ponte Vedra e Marim.

Pudemos comprovar a riqueza arqueológica desta zona, onde há petrógligos como os do "Regato dos Buratos", os da "Pedra do Fundamento" ou os de "Cachada do Velho" (este último, que fora recolhido no seu tempo por Manuel Murguia, considerava-se perdido mas foi encontrado de novo recentemente), ou mámoas como a de Louredo ou a do Catadoiro. Muitos destes restos arqueológicos estám ligados também a lendas e histórias transmitidas oralmente ao longo do tempo, polo que ao seu valor histórico engade-se o seu valor etnográfico e antropológico.

Por desgraça alguns destes restos fôrom destruidos ou danados nos últimos anos. Um exemplo é o da "Mámoa de Louredo", destruida na construçom da "aldeia afegá" que o exército espanhol chantou ilegalmente no monte comunal de Salzedo para que os militares treinem antes de participar na missom de saqueio e destruiçom que a OTAN dirige nesse país asiático desde 2001.

O mesmo exército espanhol que se passou a manhá controlando-nos e tirando fotos das pessoas que participávamos no roteiro, facto que achamos muito grave e queremos denunciar publicamente, posto que o assédio dos militares às pessoas que percorrem o monte é já um facto habitual desde que começou a luita vizinhal pola recuperaçom plena do monte comunal, parte do qual foi roubado polo Estado espanhol durante o franquismo para construir a actual base da BRILAT.

Um outro exemplo é o da "Mámoa do Catadoiro", que nom foi respeitada durante a instalaçom da Linha de Alta Tensom Louriçám-Cangas.

Além da riqueza histórica e patrimonial também pudemos desfrutar das formosas vistas da Ria de Ponte Vedra (com a ilha de Ons ou fundo) que se podem observar desde pontos como o Monte Pornedo (também conhecido como Pituco)

Embora também desde aqui se podam contemplar algumhas das agressons mais terríveis que suporta a ria, como o complexo ENCE-Elnosa ou o porto de Marim, parte do qual foi declarado ilegal em sentença judicial firme do Tribunal Supremo espanhol, sentença que a Autoridade Portuária de Marim-Ponte Vedra nom tem problemas em ignorar. Nom só nom cumpre com a sentença e retira os aterramentos ilegais, senom que começou a construir umha nova ampliaçom desses mesmos aterramentos.

Amig@s da Cultura quer denunciar todas estas agressons ao nosso património histórico e natural, as que já existem e as que ameaçam no futuro esta zona como o polígono industrial que a Cámara Municipal de Marim, dirigida por PSOE e BNG, quer construir no Monte Pornedo (catalogado como Espaço Protegido polas Directrizes de Ordenaçom do Território) e que suporia um novo golpe a todo este entorno em benefício dos de sempre.

Por isso apoiamos a alternativa apresentada pola comissom promotora do Espaço Natural e Arqueológico dos Sete Caminhos, umha alternativa que permitiria a recuperaçom natural e a posta em valor do património arqueológico e etnográfico deste entorno em benefício de toda a vizinhança.

Também queremos denunciar publicamente o desleixo das administraçons no cuidado e limpeza destes montes. Durante o roteiro pudemos encontrar, por exemplo, um vertedeiro ilegal de lixo ou um carro calcinado que leva semanas abandonado sem que o Concelho de Marim se digne a retirá-lo.

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