Quase dous meses depois chega a crónica da noite de GAITA ARMADA. Umha noite cheia de magia em que, mais umha vez, contámos com Ana Ribeiro e a gente amiga da Associação José Afonso, Xurxo Lois Varela, Manolo Bacalhau, Xico de Carinho, Maria José Lopes e todas as pessoas que com as suas vozes enchêrom o nosso centro social.
Foi na noite do 25 de Julho, depois de dous dias de celebraçons e luitas em que, apesar do cansaço, as pessoas respondêrom e desfrutárom do canto colectivo:
Continua:
A meio da noite, o nosso amigo português Paulo Esperança, pediu-nos para dizer umhas palavras motivadas polos acontecimentos vividos durante a manifestaçom da manhá (pressom, intimidaçom e repressom policial). Leu um pequeno texto que fora escrito ali mesmo, improvisado, mas com umha força e carga emotiva que justifica a sua publicaçom aqui:
SOU PORTUGUÊS DAQUELE LADO DO MINHO, GALEGO E PORTUGUÊS DE TODOS OS LADOS DO MUNDO.
TENHO 54 ANOS E JÁ VI A VIDA EM TODAS AS CORES.
HOJE, NA PRAÇA DO TOURAL, VI A BESTA ARMADA, O EXÉRCITO DE OCUPAÇÃO, A POLÍCIA DO SISTEMA, A REPRESSÃO COM ROSTO.
EM PORTUGAL, VI ISSO ANTES DO 25 DE ABRIL DE 1974.
POR ISSO, CONVOSCO,
HOJE E AQUI
DIGO-VOS
QUE VALE A PENA RESISTIR,
VALE A PENA DIZER NÃO.
COM JOSÉ AFONSO,
COM O NOSSO ZECA,
CONVOSCO DIGO:
POLÍCIA FASCISTA FORA DESTE PAÍS.
NÃO QUEREMOS QUE A MORTE SAIA À RUA,
MAS IREMOS À LUTA SE FOR PRECISO.
A noite continuou com mais força e mais cançons:
com as palavras de andré, da comissom de memória histórica:
e com o canto do GRÁNDOLA:
Escrito em 18-09-2009,
na categoria: Notícias
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