A Agrupaçom Cultural “O Facho” d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.
Palestra:
O dia 28 de novembro, o Economista e Historiador, Dionisio Pereira González falará dentro do Ciclo, Economia e Historia. A sua charla versará sobre: A repressom franquista no mar: A Corunha
Dioniso Pereira González é historiador especializado na investigaçom dos movimentos sociais na Galiza Contemporánea. Nos últimos anos tem trabalhado assim mesmo no eido da historia e a cultura marítima de Galiza.
Exerceu entre 2002 e 2007 como assessor do Centro Tecnológico do Mar, Fundaçom CETMAR (Bouças-Vigo), na realizaçom do “Museu do Mar de Galiza” (Vigo) e no projecto “Carpintaria de ribeira: estratégias inovadoras”. Actualmente é membro do Conselho Assessor do devandito “Museu do Mar de Galiza”, do Conselho da Memória”, organismo assessor da Conselheria de Cultura no apartado da memória histórica. É membro fundador do Grupo Etnográfico “Mascato” de Cambados e da Federaçom Galega Pola Cultura Marítima e Fluvial.
Como historiador tem publicado junto outros historiadores ou em solitários, entre outros livros salientamos:
Com Eliseo Fernández:
O Anarquismo na Galiza. Apontes para unha enciclopédia (1870-1970)”, Edições Positivas, Santiago, 2004. O Movimento Libertário em Galiza (1936-1976), Ed. A Nosa Terra, Vigo, 2006.
Galeões de Arousa, Caderno de a bordo: Cultura Marítima e Medio Ambiente, Edición do Grupo Mascato
Em solitário:
A CNT na Galiza (1922-1936), Edições Laiovento, Santiago, 1994. Sindicalistas e Rebeldes: Anacos da historia do Movimento Obreiro na Galiza, Edições A Nosa Terra, Vigo,1998. Imagens da fatiga: Crónica gráfica do trabalho na Galiza, Edições A Nosa Terra, Vigo,1999. A Sociedade La Protección Obrera de Porto do Son, Colección Cartafol da Memoria nº1, Concello de Porto do Som, 2003.
Como estudioso da Historia e a Cultura Marítima de Galiza tem innumeraveis ensaios em revistas, entre outras: A Trabe de Ouro, Ardentía, Le Chasse-Marée de Dournenez (França), ),Itxas Memoria do Museo Naval de Donostia.
Dia: 28 de novembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24
A Corunha
A Agrupaçom Cultural “O Facho” d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.
Palestra:
O dia 28 de novembro, o Economista e Historiador, Dionisio Pereira González falará dentro do Ciclo, Economia e Historia. A sua charla versará sobre: A repressom franquista no mar: A Corunha
Dioniso Pereira González é historiador especializado na investigaçom dos movimentos sociais na Galiza Contemporánea. Nos últimos anos tem trabalhado assim mesmo no eido da historia e a cultura marítima de Galiza.
Exerceu entre 2002 e 2007 como assessor do Centro Tecnológico do Mar, Fundaçom CETMAR (Bouças-Vigo), na realizaçom do “Museu do Mar de Galiza” (Vigo) e no projecto “Carpintaria de ribeira: estratégias inovadoras”. Actualmente é membro do Conselho Assessor do devandito “Museu do Mar de Galiza”, do Conselho da Memória”, organismo assessor da Conselheria de Cultura no apartado da memória histórica. É membro fundador do Grupo Etnográfico “Mascato” de Cambados e da Federaçom Galega Pola Cultura Marítima e Fluvial.
Como historiador tem publicado junto outros historiadores ou em solitários, entre outros livros salientamos:
Com Eliseo Fernández:
O Anarquismo na Galiza. Apontes para unha enciclopédia (1870-1970)”, Edições Positivas, Santiago, 2004. O Movimento Libertário em Galiza (1936-1976), Ed. A Nosa Terra, Vigo, 2006.
Galeões de Arousa, Caderno de a bordo: Cultura Marítima e Medio Ambiente, Edición do Grupo Mascato
Em solitário:
A CNT na Galiza (1922-1936), Edições Laiovento, Santiago, 1994. Sindicalistas e Rebeldes: Anacos da historia do Movimento Obreiro na Galiza, Edições A Nosa Terra, Vigo,1998. Imagens da fatiga: Crónica gráfica do trabalho na Galiza, Edições A Nosa Terra, Vigo,1999. A Sociedade La Protección Obrera de Porto do Son, Colección Cartafol da Memoria nº1, Concello de Porto do Som, 2003.
Como estudioso da Historia e a Cultura Marítima de Galiza tem innumeraveis ensaios em revistas, entre outras: A Trabe de Ouro, Ardentía, Le Chasse-Marée de Dournenez (França), ),Itxas Memoria do Museo Naval de Donostia.
J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho
Dia: 28 de novembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24
A Corunha
07-11-21– O Facho – Literatura e Naçom
Corral Iglesias, J. Alberte
Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado “Língua e Naçom”, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom da consciência nacional galega; a catedrática Manuela Álvarez Lozano, professora do I.E.S. Maria Solinho de Cangas do Morraço, partilhou ontem, dia 21 do mês que corre, com um interessado auditório a sua palestra A novela histórica galega. Salientou a importância da ideologia neste género literário e da relevância da novela histórica na conformaçom da consciência nacional dos distintos Estados europeus.
No inicio da sua exposiçom, Manuela Álvarez Lozano mostra ao público assistente como o modelo de novela histórica nasce com Walter Scott com a sua obra “Ivanhoo” a começos do século XIX, fixando em certa medida os cânones deste género literário. Podendo-se considerar ao coengo António López Ferreiro o primeiro autor da novela histórica galega; ainda que em castelám já tinham escrevido tanto Vicetto, Murguia, e outros intelectuais do Ressurgimento. A. López Ferreiro pode-se considerar como o melhor novelista galego do século XIX.
Foi catedrático de Arqueologia Sagrada no Seminário de Compostela. A pesares da sua ideologia carlista e clerical, s suas inquedanças históricas leváro-no a manter umha funda amizade com Martínez Salazar e outros pessoeiros da intelectualidade galega naqueles anos.
O seu deveço pola historia está reflectida na sua obra literária (composta polos romances A tecedeira de Bonaval (1894), O castelo de Pambre (1895) e O ninho de pombas (1905), ambientadas nos séculos XVI, XIX e XII respectivamente Toda a sua novelista teme como finalidade a construçom de umha consciência histórica do ser galego, seguindo as pautas ideológicas da literatura histórica em todo o século XIX em Europa.
Entre os escritores da Generaçom Nós, podemos destacar a Otero Pedrayo com o seu romance, Os camiños da vida e Carvalho Calero com Xente da Barreira. Actualmente entre outros muitos escritores temos que salientar a Dario X. Cabana com a sua novela, Galván de Saor. companheiro de Artur nos reinos da Bretanha, viaja mais alá da geografia e do tempo Também Xosé Miranda com a sua obra, História de um paraguas azul. Com este romance o autor racha em certa medida o jeito de escrever novela histórica, ao fazer continuamente um jogo com os distintos tempos históricos; a segunda guerra irmandinha com o pressente. Até o mesmo título da obra é um chiscar de olhos ao leitor que segue com as crónicas da cidade murada de Liunamore (Lugo), nome tomado prestado de umha das obra de Cunqueiro.
Ao findar a exposiçom, houve um longo e interessante debate entre a conferencista e os assistentes.
A Agrupaçom Cultural “O Facho” d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras publicas e abertas do período 2007-08.
Palestra:
O dia 21 de Novembro, Manuela Álvarez Lozano falará dentro do Ciclo, Língua e Naçom. A sua charla versará sobre: A novela histórica na literatura galega.
Manuela Álvarez Lozano é Licenciada em Filologia Hispânica e Catedrática de Língua Galega e Literatura não IES M.ª Solinho de Cangas do Morraço. Colaborou na História dá Literatura Galega, publicada pola AS-PG d’A Nossa Terra, sendo autora do fascículo 16, que leva por título: A crise finisécular. A narrativa de López Ferreiro. À par que encarregada dá ediçom de O castelo de Pambre, do mesmo autor.
J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho
Dia: 21 Novembro do 2.007
Hora: 8 do serão
Local: Fundaçom Paideia
Praça de Maria Pita
A Corunha
07-10-02 – O Facho
Corral Iglesias, J. Alberte
Contacto português e consciência galeguista no século XX ( O caso Manuel Maria)
Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado “Língua e Naçom”, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom da consciência nacional galega; o escritor e professor Carlos Quiroga partilhou ontem, dia 2 do mês que corre, sobre a presencia na consciência galeguista do século XX, em particular a influencia na obra e no pensamento do poeta Manuel Maria. A sua palestra “Contacto português e consciência galeguista no século XX”, assim como debate posterior com o público assistente aconteceu num dos locais da Fundaçom Caixa Galiza d’ A Corunha.
No inicio da sua exposiçom, Carlos Quiroga, de soslaio comenta a confusom, fomentada polo pensamento politicamente correcto, entre sistema linguistico e variedades do mesmo, para aginha encetar a conferência em si, mostrando como na conformaçom da consciência galeguista tem muito a ver com o contacto com Portugal. Sendo a experiência literária do poeta Manuel Maria um dos eixos da reflexom.
O poeta da Terra Chá junto com outros autores galegos começou o seus contactos com Portugal na década dos 60, com as suas colaborações na Revista Céltiga editada por Oliveira Guerra em Porto, elo de ligaçom galego-portuguesa. Esta publicaçom nom tivo longa existência devido aos receios salazaristas. Mas nom foi até o ano 1969 quando Manuel Maria se achega fisicamente a Portugal, entrando em contacto com escritores e intelectuais portugueses o que fai possível a publicaçom no ano 1972 em português do livro, “99 poemas de Manuel Maria”. É de salientar o seu encontro com o Professor Rodrigues Lapa em Coimbra, depois do regresso deste último do seu exílio. Na altura daqueles anos Manuel Maria é o escritor galego mais conhecido, o que lhe serve para publicar em português dous livros mais e dar recitais poéticos por todo Portugal.
O conferenciante sublinha o grande o interesse do intelectual Rodrigues Lapa pola questom galega ao longo do século XX e a sua influencia intelectual nas mocidades galeguistas na década dos 30 e posteriormente no grupo fundacional de Galáxia, até o extremo de conceder-lhe a esta editora a publicaçom da sua máxima obra, Cantigas de escarno e maldizer, investigaçom cobiçada por todas as Universidades do planeta; sendo importante salientar que naqueles momentos o investigador nom estava sobrado de dinheiro. Generosidade tal vez hoje incompreensível dada a avidez na que se desenvolve muito do chamado mundo cultural e intelectual galego, mostra do mesmo é a deserçom do reintegracionismo de escritores com o desejo de ter um posto no sol das subvenções.
Ao nascer A.G.A.L., Manuel Maria fai-se sócio da mesma e defende nom só o reintegracionismo senom que também publica dous livros baixo a norma Agal.
Escrever em galego significa algo mais que o singelo acto de escrever: é optar. Em Galiza hoje existe é umha opçom dupla, umha primeira que nos afasta do sistema linguistico ao que de origem e conformaçom pertence o galego que é o espaço conhecido internacionalmente como português e outra segunda que nos reintegra e nos veicula a grande extensom linguistica que é o galego-português, com as nossas diferenciações ou sub-sistema. Esta última escrita é proscrita quando nom vilipendiada polas instituições públicas galegas.
A existência de duas normativas; umha com a presencia, nom só simbólica do tardo-franquismo, ao fazer a escolha do alfabeto castelám para a escrita da nossa Língua. Ao ser a realidade editorial galega umha realidade cativa, pois é o ensino o maior consumidor, a necessidade de publicar para poder receber a subvençom fai de muitas destas pequenas editoriais umha pequena máquina de imprimir qualquer cousa.
Ao findar a palestra, houve um longo e interessante debate sobre a pertinência ou nom de escrever em galego, hoje, ilustrado com múltiplas experiências vividas polas pessoas presentes no acto.
07-11-07 – O Facho Corral Iglesias, J. Alberte
A literatura e a construçom nacional galega
Seguindo com o ciclo de conferencias organizado pola O Facho intitulado “Língua e Naçom”, interveu ontem, dia 7 de novembro, o sociólogo e actual presidente de Agal, Alexandre Banhos, com a palestra “A literatura e a construçom nacional galega”.
O conferencista começou ilustrando como o termo “naçom” era utilizado já na Alta Idade Media para descrever por parte dos autóctones de umha comunidade aos que nom a conformavam originariamente; ou também como Maquiavelo se vale do termo para definir aos nom florentinos que moravam em Florência, acontecendo o mesmo na Universidade da Soborne de Paris onde a expressom era empregada para agrupar aos diversos estudantes pola sua origem de nascença. Banhos seguiu desenvolvendo a evoluçom do termo “naçom” no pensamento social e político até hoje Fai notar que como tanto os indepêntistas americanos como os revolucionários franceses dam a categoria de “nacional” aos ilustrados, aos cidadãos, e nom a maioria da povoaçom, concebendo a escola como o mecanismo nacionalizador das maiorias. Além disso, sublinha o êxito da definiçom de Stálin, dando-se o paradoxo de nom ser esta umha concepçom dialéctica senom organicista, chega ser assumida no “Sempre em Galiza” por Castelao, e até o mesmo Salazar, o ditador feixista português, fai própria à mesma concepçom estática e organicista da categoria “naçom”.
Seguindo com a sua exposiçom destaca a importância do movimento de recuperaçom cultural e nacional da Galiza que se produz na Corunha durante os séculos XIX e XX, podendo considerar a esta cidade como o principal motor da concepçom laica e republicana do que naquela altura se denominava galeguismo em contra da concepçom conservadora e clerical de outro centro da recuperaçom cultural que era Ourense. Nesse contexto menciona o nascimento em 1.894 da “Cova Céltica” em A Corunha, como eixo do pensamento libertador do País, na mesma participavam mais de um cento e vinte mulheres. Esta tertúlia e núcleo cultural e político nascem na livraria que Eugênio Carré Aldao mercara a Andrés Martínez Salazar. A esta associaçom, aparte dos intelectuais anteriormente mencionados, pertencem homes claves na recuperaçom da consciência nacional galega: Manuel M. Murguía, Eladio Rodríguez González, Manuel Lugrís Freire, Eduardo Pondal, Francisco Tettamancy, Banet Fontela, Evaristo Martelo Paumán, entre outros. A maioria dos seus membros defensores da concordância do galego com o português. Ao ano seguinte publicara-se na mesma a “Revista Gallega” e nela lançara-se a ideia de formar a “Liga Regionalista Gallega”.
Em maio de1916, também na Corunha, fundam-se as primeiras “Irmandades dos amigos da Fala”. Entre os seus organizadores aparecem os dirigentes da “Liga Regional Gallega”: Murguía, Carré Aldao, Lugris Freire, e os irmãos Vilar Ponte entre outros muitos activistas pola reconstruçom do País. Este exemplo foi seguido em outras vilas e cidades galegas, constituindo nas mesmas as suas respectivas “Irmandades da Fala”. Também é nesta cidade onde nasce o semanário “A nosa Terra”, como publicaçom ideológica desta corrente emancipadora. Em 1918, as “Irmandades“ acadaram tal extensom polo País adiante, que obrigarom a celebrar na cidade de Lugo a sua primeira Assembléia.
No transcurso da sua palestra, o conferencista expõe como Castelao é o veiculo que fai achegar as duas concepções que se estavam a construir no País. Nom esqueçamos que um dos ideólogos da corrente ourensana, Vicente M. Risco, na sua obra Mittleleuropa (1934), expressa claramente a sua empatia com o nazismo; sendo a sua vez, o outro grande pessoeiro desta tendência, A. Losada Dieguez, homem de ferrenho pensamento vaticanista.
Para findar a sua exposiçom, Banhos arrazoa sobre a obra de distintos escritores para mostrar o seu compromisso como construtores da consciência nacional de Galiza. Logo estabeleceu-se um interessante debate.
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07-10-02 – O Facho – Literatura e Naçom
Contacto português e consciência galeguista no século XX ( O caso Manuel Maria)
Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado “Língua e Naçom”, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom da consciência nacional galega; o escritor e professor Carlos Quiroga partilhou ontem, dia 2 do mês que corre, sobre a presencia na consciência galeguista do século XX, em particular a influencia na obra e no pensamento do poeta Manuel Maria. A sua palestra “Contacto português e consciência galeguista no século XX”, assim como debate posterior com o público assistente aconteceu num dos locais da Fundaçom Caixa Galiza d’ A Corunha.
No inicio da sua exposiçom, Carlos Quiroga, de soslaio comenta a confusom, fomentada polo pensamento politicamente correcto, entre sistema linguistico e variedades do mesmo, para aginha encetar a conferência em si, mostrando como na conformaçom da consciência galeguista tem muito a ver com o contacto com Portugal. Sendo a experiência literária do poeta Manuel Maria um dos eixos da reflexom.
O poeta da Terra Chá junto com outros autores galegos começou o seus contactos com Portugal na década dos 60, com as suas colaborações na Revista Céltiga editada por Oliveira Guerra em Porto, elo de ligaçom galego-portuguesa. Esta publicaçom nom tivo longa existência devido aos receios salazaristas. Mas nom foi até o ano 1969 quando Manuel Maria se achega fisicamente a Portugal, entrando em contacto com escritores e intelectuais portugueses o que fai possível a publicaçom no ano 1972 em português do livro, “99 poemas de Manuel Maria”. É de salientar o seu encontro com o Professor Rodrigues Lapa em Coimbra, depois do regresso deste último do seu exílio. Na altura daqueles anos Manuel Maria é o escritor galego mais conhecido, o que lhe serve para publicar em português dous livros mais e dar recitais poéticos por todo Portugal.
O conferenciante sublinha o grande o interesse do intelectual Rodrigues Lapa pola questom galega ao longo do século XX e a sua influencia intelectual nas mocidades galeguistas na década dos 30 e posteriormente no grupo fundacional de Galáxia, até o extremo de conceder-lhe a esta editora a publicaçom da sua máxima obra, Cantigas de escarno e maldizer, investigaçom cobiçada por todas as Universidades do planeta; sendo importante salientar que naqueles momentos o investigador nom estava sobrado de dinheiro. Generosidade tal vez hoje incompreensível dada a avidez na que se desenvolve muito do chamado mundo cultural e intelectual galego, mostra do mesmo é a deserçom do reintegracionismo de escritores com o desejo de ter um posto no sol das subvenções.
Ao nascer A.G.A.L., Manuel Maria fai-se sócio da mesma e defende nom só o reintegracionismo senom que também publica dous livros baixo a norma Agal.
Escrever em galego significa algo mais que o singelo acto de escrever: é optar. Em Galiza hoje existe é umha opçom dupla, umha primeira que nos afasta do sistema linguistico ao que de origem e conformaçom pertence o galego que é o espaço conhecido internacionalmente como português e outra segunda que nos reintegra e nos veicula a grande extensom linguistica que é o galego-português, com as nossas diferenciações ou sub-sistema. Esta última escrita é proscrita quando nom vilipendiada polas instituições públicas galegas.
A existência de duas normativas; umha com a presencia, nom só simbólica do tardo-franquismo, ao fazer a escolha do alfabeto castelám para a escrita da nossa Língua. Ao ser a realidade editorial galega umha realidade cativa, pois é o ensino o maior consumidor, a necessidade de publicar para poder receber a subvençom fai de muitas destas pequenas editoriais umha pequena máquina de imprimir qualquer cousa.
Ao findar a palestra, houve um longo e interessante debate sobre a pertinência ou nom de escrever em galego, hoje, ilustrado com múltiplas experiências vividas polas pessoas presentes no acto.
Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963 . Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha.
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