Arquivos para: Novembro 2009

O FACHO - Palestra de Vidám Torreira: A ortografia actual deixa-nos órfos de Mae Certa e dos próprios irmáns

25-11-2009

O professor Vidám Torreira partilhou connosco umha profunda reflexom sobre o processo de normativizaçom do galego e a normativa em vigor.
O histórico galeguista denunciou o caminho escolhido pola RAG e o ILGA para o nosso idioma: o isolacionismo. Facto que supom nom só o isolamento em relaçom ao português senom mesmo a sua marginaçom a respeito das línguas romances e, o que talvez seja mais grave, a separaçom violenta da sua mae, o latim.
Catedrático de latim e grego na USC hoje reformado, utilizou a sua viçosa sabedoria para explicar a indignaçom que lhe provocava que alguns malintencionados tenham castigado a nossa língua deixando-a orfa de mae (o latim) e sem irmaos (as língua romances), crime que nom deveríamos permitir, sublinhou.
Qualificou a renúncia à ortografia histórica de “desfeita” e de suicídio. “Nom escrever a nasal palatal com o dígrafo “nh” por ter escolhido meia dúzia palavras para representar outro som (unha(s), algunha(s), ningunha(s)) nom fai sentido nengum” opinou.
Valendo-se de um projector comparou as diferentes soluçons das línguas romances para demostrar em que consiste o isolacionismo. “Havia quatro filólogos que pensavam que @s galeg@s éramos parvos e nom podíamos aprender a pronunciar o “j” e o “g” à galega” e entom inventárom essa perversidade do xis “x” para todo. “Como se pode escrever “gente” com “x”? nengumha língua romance o fai e todos pronunciam de forma diferente”, afirmou.
Porém, Vidám Torreira, a pesar de zangado também deu mostras de optimismo e seguro da vitória do reintegracionismo: temos todos argumentos a favor e isso é a arma mais poderosa.

O FACHO: A ortografia actual deixa-nos orfos de Nai Certa e dos próprios irmáns por Vidám Torreira

22-11-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Frederico Taipa 12-1º-C
15005 Corunha


A Agrupaçom Cultural O Facho da Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2009-10

Palestra

O vindouro dia 24 de Novembro, terça-feira (martes), a Catedrático de Latim, Manuel Vidám Torreira falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla intitula-se: A ortografia actual deixa-nos orfos de Nai Certa e dos próprios irmáns.
A professor Manuel Vidám Torreira é Licenciado em Direito e em Filologia Românica. Actualmente é directivo da Asociación de Estudos Históricos de Galiza. Vidám Torreira é um dos melhores traductores da literatura sagra e filosófica, com o demostram “Os Cantar dos Cantares” de Salomom, “O mito da Espenuca” de Platom, “O missal galego”, etc.
Entre os seus trabalhos de investigaçom cabe sublinhar, “Pambre e o enigma da ara romana de Eiras”, “Nova interpretación esotérica do Pórtico da Gloria”, “A raiz galega do pensamento filosófico de Amor Ruibal”, etc.

Dia: 24 de Novembro o 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha

O FACHO - Palestra de Anselmo López Carreira: A DESAPARIÇOM DO REINO DA GALIZA na histografia espanhola.

11-11-2009

Mais umha vez, a sala de conferências da fundaçom Caixagaliza encheu-se de pessoal com vontade por aprender e reflectir sobre a nossa cultura. Por volta de quarenta pessoas assistiam na passada terça-feira à conferência A desapariçom do Reino da Galiza na historiografia espanhola ministrada polo catedrático Anselmo Lopes Carreira.
O professor começou o seu relatório sublinhando o desconhecimento existente até há bem pouco da história do reino dos galegos e das galegas, tema que era considerado um autêntico tabu.
Porém, as enormes contradiçons entre os factos e a história oficial leccionada nas escolas dá nas vistas de qualquer mente minimamente crítica.
Assim, o erudito historiador denunciou que, a pesar dos avanços nas pesquisas historiográficas, no ensino se continua a falsear a história pois os conteúdos som estabelecidos por ministros e nom por historiadores. Daí que o reino da Galiza, primeiro reino da Europa ocidental após a queda do império romano seja hoje ignorado, apagado dos currículos, sem nengum pudor.
Lopes Carreira explicou que o que agora nengum historiador sério nega –a existência do Reino da Galiza- já estava presente na historiografia galega decimonónica. “Murguia, Viceto ou Lopes Ferreiro tenhem clara a sua existência”, contodo, o ermo nas pesquisas historiográficas que seguiu a estes estudiosos fijo com que tivéssemos que aguardar ao século XXI para reafirmar o que era umha evidência.
Segundo o doutor Lopes Carreira era impossível, “algo realmente único na história da humanidade”, que o território galego, a vanguarda cultural da Europa ocidental na Idade Média, carecesse de umha estrutura jurídico-política. A Galiza foi o primeiro reino que cunhou moeda após o esfarelamento de Roma –moedas que felizmente ainda se conservam-, tivo a edificaçom mais impressionante da Europa ocidental -a catedral de Santiago- e a sua língua era utilizada para a poesia e a música por toda Europa como hoje se utiliza o inglês.
O especialista em história medieval também dedicou uns minutos a explicar a tam distorcida imagem que nos chegou da Idade Média devido à necessidade que tivo a burguesia para justificar a nova ordem de cousas. “A inquisiçom nom é da Idade Média se nom mais bem da Idade Moderna, o direito de “pernada” nunca existiu e as condiçons de vida do campesinado galego eram, com certeza, muito melhores no século XII do que no XIX” afirmou. “Todos estes tópicos deformadores nascêrom com a Revoluçom francesa“ acrescentou.
Por último, o catedrático e doutor viguês sintetizou as razons polas que historiadores como Lafuente, Menéndez Pidal ou Sánchez Albornoz quigérom banir a Galiza e tentar substituí-la de forma fraudulenta por um suposto Reino de Astúrias ou de Leom que nunca existírom. “Oviedo e Leom eram cidades de Gallaecia, do Reino da Galiza, pois as fronteiras deste nom se correspondem com a actual Galiza e menos com a Comunidade Autónoma Galega” explicou. “Galiza apenas deixou de ser considerada Reino sobre o papel a partir de 1833, quando Javier de Burgos, ministro de Isabel II, impom a divisom provincial do Estado espanhol” assinalou.

O FACHO - Palestra: Ramón Piñeiro, umha leitura revisionista do Nacionalismo por Miguel Barros

06-11-2009

Miguel Barros Puente dissertou dentro do ciclo “Economia, História, e Realidade Social”. A sua exposiçom intitulada “Umha leitura revisionista do Nacionalismo” versou sobre a figura de Ramón Piñeiro.

Depois da guerra civil, Piñeiro trata de recuperar um instrumento de acçom e de reflexom sobre o País, a co-relaçom de forças existentes e também a sua própria releitura sobre os postulados da modernidade. Essa reflexom leva a Piñeiro à revisom do nacionalismo, posto que este tivo muito que ver com a modernidade e muda a ideia de Naçom pola de Povo. Os postulados da construçom de umha Naçom obriga a um território e a um Estado, mentres o Povo existe quando um colectivo de homens e mulheres tenhem umha construçom “espiritual” colectiva, tenhem consciência de ser colectivo e capacidade para demandar os seus direitos.
A pretensom política de Pinheiro nom era construir um novo partido galeguista senom influir nas correntes políticas dominantes na Europa capitalista depois da II Guerra Mundial, na social-democracia e na democracia-cristiám

O FACHO: A DESAPARIÇOM DO REINO DA GALIZA na Hª Espanhola, por Anselmo López Carreira

04-11-2009

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Frederico Tápia 12-1º-C
15005 A Corunha


A Agrupaçom Cultural O Facho de A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2009-10

Palestra

O dia 10 do mês que corre, o Doutor e Historiador, Anselmo López Carreira falará dentro do ciclo, Economia e História da Galiza. A sua charla versará sobre: A desapariçom do Reino da Galiza na Hª Espanhola.

Anselmo López Carreira é Doutor em História pola USC, professor no IES Maria Solinho de Cangas, Professor-Titor da UNED de Ourense e Doutor Vinculado do CSIC. O professor L. Carreira é hoje um dos mais salientáveis historiadores do medievo galego, as suas investigaçons encetárom novos caminhos que a história oficial espanhola fechava para nos manter a nós, os galegos, ignorantes da nossa própria história e identidade.

Da sua obra podemos salientar alguns dos seus livros: O reino medieval da Galiza, A Revoluçom Irmandinha; Os reis da Galiza; Martinho de Dumio, a criaçom dum Reino, etc..

Dia: 10 de Novembro 2009
Hora: 8 do serám - Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande - A Corunha

J. Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

O FACHO: O idioma em crise: Alternativas, por Pilar García Negro

01-11-2009

Dentro do ciclo “Língua, Literatura e Naçom” organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho, a Professora da Universidade d’A Corunha, Pilar Garcia Negro pronunciou umha interessante conferência o passado dia 27 de Outubro de 2009 sobre : O idioma em crise: Alternativas.

Encetou a palestra a partires de três anedotas vividas por ela mesma. Ilustrou no começo como num cartaz acarom dumha fervença no rio Gieira na bisbarra do Barbanza estava escrevido “Mirador” sobre o mesmo gravaram Miradoiro, Esta reivindicaçom do galego foi contestada com a pintada: This’s Spain. O resto das anedotas expressavam tam nídio como esta primeira a situaçom colonial assumida por gentes do País constructora da miséria no senso de auto-repressom, que o indicador mais salientável do êxito da política achandora da nossa cultura e da nossa identidade.

A conferencista continuou a sua análise mostrando como esses poderes excludentes que desde o século XIX afondárom na política de extermínio da nossa Língua

Ao findar a conferencia houve um interessante colóquio entre os assistentes.

Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963 . Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha.
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