Ontem, terça feira 15 de Dezembro, a asistência do público à palestra organizada pola nossa associaçom constatou o que já é umha feliz realidade: os ciclos de conferências do Facho tenhem-se consolidado como um foro crítico estável e de grande qualidade, onde Galiza e a cultura galega som as principais protagonistas.
Assim, a ateigada sala de imprensa da Fundaçom CaixaGaliza acolheu o discurso que o professor doutor da Universidade da Corunha, José Ramom Freixeiro Mato, deu sobre a língua galega de umha perspectiva histórica e actual.
Encetou o relatório assinalando como a história das línguas é a história dos povos que as falam e sublinhou o facto de o galego ter perdido na Galiza o grande prestígio de que gozava na Idade Média. "O prestígio é fundamental para as línguas. Em inglês di-se, paradoxicamente, prestige, e pensai que é para o povo galego o prestige" ironizou.
Freixeiro recordou que o galego perdeu o seu prestígio muito devagar, do início dos Séculos Escuros à ditadura franquista, e que hoje continua a nom ser umha língua prestigiada nem normal, "umha língua normal é a que está nos comércios, nos restaurantes, nos sinais... e hoje apenas com sairmos à rua podemos comprovar se o galego é umha língua normal" sentenciou.
Porém, também recordou como outras línguas como o inglês, o finês ou mesmo o galego em Portugal, estivérom numha situaçom de perda de prestígio e normalidade, prestígio e normalidade que recuperárom graças a se tornarem independentes ou nom subsidiários. "Finlándia atingiu a independência em 1917 depois de ter estado colonizada pola Suécia e a Rússia. Hoje o finês é a língua principal da Finlándia mas até o século XIX a língua de prestígio fora o sueco".
A seguir analisou os factos históricos que levárom à língua galega a perder a hegemonia social após vários séculos sendo a língua de cultura peninsular. Explicou como o galego foi a língua cortesá até o deslocamento e centralizaçom dos reinos peninsulares em território castelám e resgatou dados como o facto de o rei Afonso VI chorar a morte de seu filho em galego-português "porque essa era a língua da corte, a sua língua". Aliás, salientou o facto de os dous reis considerados mais sábios da península serem galego-falantes "D. Dinis, rei de Portugal e Afonso X o sábio de Castela eram galego-falantes e há que dizer que o segundo foi enviado pola corte de Castela estudar o território que era considerado de mais cultura, o galego".
Freixeiro resgatou do esquecimento de muitos galegos e galegas como na Galiza estudava a corte castelá e puxo como exemplo à vila de Caldas de Reis. Também esclareceu que a situaçom que sofremos hoje é fruto da colonizaçom castelá pois "metade dos nobres galegos fôrom pendurados de carvalhos e outra metade desterrados e despossuídos, sendo todos eles substituídos por umha elite estrangeira, por umha elite castelá".
Por último encerrou a sua intervençom criticando duramente a política da Junta da Galiza em matéria lingüística e lembrando que estám a incumprir as leis que obrigam o governo autónomo a promover e promocionar a lingua galega e enfatizando a unidade lingüística galego-portuguesa, "o galego e o português som a mesma língua e, portanto, podemos afirmar sem complexos que em Portugal e no Brasil se fala galego" dixo orgulhoso.
Ontem, terça feira 15 de Dezembro, a asistência do público à palestra organizada pola nossa associaçom constatou o que já é umha feliz realidade: os ciclos de conferências do Facho tenhem-se consolidado como um foro crítico estável e de grande qualidade, onde Galiza e a cultura galega som as principais protagonistas.
Assim, a ateigada sala de imprensa da Fundaçom CaixaGaliza acolheu o discurso que o professor doutor da Universidade da Corunha, José Ramom Freixeiro Mato, deu sobre a língua galega de umha perspectiva histórica e actual.
Encetou o relatório assinalando como a história das línguas é a história dos povos que as falam e sublinhou o facto de o galego ter perdido na Galiza o grande prestígio de que gozava na Idade Média. "O prestígio é fundamental para as línguas. Em inglês di-se, paradoxicamente, prestige, e pensai que é para o povo galego o prestige" ironizou.
Freixeiro recordou que o galego perdeu o seu prestígio muito devagar, do início dos Séculos Escuros à ditadura franquista, e que hoje continua a nom ser umha língua prestigiada nem normal, "umha língua normal é a que está nos comércios, nos restaurantes, nos sinais... e hoje apenas com sairmos à rua podemos comprovar se o galego é umha língua normal" sentenciou.
Porém, também recordou como outras línguas como o inglês, o finês ou mesmo o galego em Portugal, estivérom numha situaçom de perda de prestígio e normalidade, prestígio e normalidade que recuperárom graças a se tornarem independentes ou nom subsidiários. "Finlándia atingiu a independência em 1917 depois de ter estado colonizada pola Suécia e a Rússia. Hoje o finês é a língua principal da Finlándia mas até o século XIX a língua de prestígio fora o sueco".
A seguir analisou os factos históricos que levárom à língua galega a perder a hegemonia social após vários séculos sendo a língua de cultura peninsular. Explicou como o galego foi a língua cortesá até o deslocamento e centralizaçom dos reinos peninsulares em território castelám e resgatou dados como o facto de o rei Afonso VI chorar a morte de seu filho em galego-português "porque essa era a língua da corte, a sua língua". Aliás, salientou o facto de os dous reis considerados mais sábios da península serem galego-falantes "D. Dinis, rei de Portugal e Afonso X o sábio de Castela eram galego-falantes e há que dizer que o segundo foi enviado pola corte de Castela estudar o território que era considerado de mais cultura, o galego".
Freixeiro resgatou do esquecimento de muitos galegos e galegas como na Galiza estudava a corte castelá e puxo como exemplo à vila de Caldas de Reis. Também esclareceu que a situaçom que sofremos hoje é fruto da colonizaçom castelá pois "metade dos nobres galegos fôrom pendurados de carvalhos e outra metade desterrados e despossuídos, sendo todos eles substituídos por umha elite estrangeira, por umha elite castelá".
Por último encerrou a sua intervençom criticando duramente a política da Junta da Galiza em matéria lingüística e lembrando que estám a incumprir as leis que obrigam o governo autónomo a promover e promocionar a lingua galega e enfatizando a unidade lingüística galego-portuguesa, "o galego e o português som a mesma língua e, portanto, podemos afirmar sem complexos que em Portugal e no Brasil se fala galego" dixo orgulhoso.
Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Frederico Tápia 12-1º-C
15005 Corunha
Palestra
O vindouro dia 15 de Dezembro, terça-feira (martes), o Professor da Universidade d’A Corunha, José R. Freixeiro Mato falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: O galego desde a perspectiva histórica e no momento actual.
O Professor Freixeiro Mato depois de obter o doutoramento na Universidade da Corunha no ano 1992 com umha tese sobre Noriega Varela e a ediçom crítica da sua obra completa, acedeu no ano seguinte a unha praça docente nessa mesma instituiçom, onde na actualidade é Catedrático na Faculdade de Filologia dessa mesma Universidade na área de Filologia galego-portuguesa.
Possui umha abondosa obra publicada, da que sublinhamos:
• Sebastián Martínez-Risco na cultura galega
• António Noriega Varela. Estudo e ediçom da obra completa
• Rafael Dieste: Vida, personalidade e obra.
• Antologia da prosa literária medieval.
• Os séculos escuros e a Ilustraçom galega. Antologia
• Língua galega: Normalidade e conflicto
• Historia da língua galega, junto com Anjo Gomes Sanches
• Gramática da Língua Galega (Volumes I-II-III e IV,.
• Língua, naçom e identidade
Dia: 15 de Dezembro do 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha
Na tarde de ontem o público corunhês tivo a ocasiom de desfrutar da interessante palestra ministrada por André Pena Granha e que levava por título Caminhos milenários.
Pena Granha, na actualidade arquiveiro da Cámara municipal de Narom, encetou sua intervençom agradecendo o convite do Facho e mais o apoio recebido pola instituiçom local onde trabalha, pois, “eu sou funcionário e todas as minhas pesquisas pudem-nas levar avante graças ao concelho de Narom” sublinhou.
Pena Granha, doutor em arqueologia e história antiga pola USC, jogou numerosos dados sobre o que ele definiu como “irrefutável celtismo galego”. “Hoje há estudos médicos que demostram que etnicamente o povo irlandês e parte do británico descende do galego”. Relembrou ao público a lenda de Breogám e do seu filho Ith e lamentou que a Galiza ficara excluída do circuíto de países celtas que se artelhou na Europa, “milhares de turistas apaixonados polo mundo celta visitam países como Portugal, Astúrias, Escócia ou Irlanda mas nom a Galiza” lamentou.
Aliás, valeu-se dos seus amplos conhecimentos de arqueologia e história para explicar a organizaçom das paróquias e dos castros galegos e as mudanças que sofrêrom com a chegada dos romanos.
Porém, se calhar o aspecto mais novidoso e mais transcendente do relatório de André Pena é a tese que defende a existência do caminho de santiagos como um roteiro pré-cristao que já era percorrido por gregos e romanos antes da suposta chegada do Apóstolo Santiago.
Pena Granha explicou como o cristianismo se valeu desta tradiçom pagá ou pertencente a crenças afastadas do cristianismo para apagar estes costumes alheios ao culto pregoado por Jesus de Nazaré.
Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963 . Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha.
+ info
Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha
o_facho_a_cultural@yahoo.com.br