«Hino»: Poema musicado por Servando Barreiro

«Hino»: Poema musicado por Servando Barreiro

17-11-07



Canhom do Sil
(Galiza)

Artur Alonso.- O hino foi uma composiçom que surgiu seu eu ter pensado como... a miúdo tenho reparado que ela nasceu do mais profundo do meu coraçom. Nela expressa-se a visom, creio que subconsciente, da minha forma de ver, sentir, pre-sentir este povo chamado Galiza.

Nasceu pois sem nome... e alguém disse um dia... talvez a melhor musica para o acompanhar fosse a dum hino. E assim foi, o amigo Servando musicou o poema que a seguir ofereço... desfrutai da leitura e da música.

Continua:

«Hino»
Artur Alonso Novelhe
Inédito

Somos de vento.
Às vezes de chuva
e deliramos vágoas ardentes
enquanto o outono assobia "Outra Negra Sombra"

dizem
sermos filhos da brêtema
mas brêtema teima:
essência de sonhos
ainda por realizar

e por tanto filhos da nada

Às vezes descalços
alçamos escadas às nuvens
e contornamos travessias
onde a noite cadência estrelas
de prata acesas ao lume
para afáveis entabuar um diálogo com os Deuses

que nunca os foi propício
nem para viver acordados
nem para vingar experiência

assim que
arriscamos até à morte por um canto embelezar
e perdemos na ignorância
alívios de ferro contra um intuito amedrontado

que esvai no tempo
sombras dum falso porvir
ou escreve entre rochas
gotículas carregadas de faltas inseguranças
que

acreditam eles

foram de natural selvagem

como nossa alma
como vossa arrogância

Porque sofremos na diáspora
um silêncio de olhos viçado

assumem com certo rancor
sermos
por eles
filhos da chuva que esvaía

mas a chuva assegura:
foram de pedra
e por tanto carvalhos vigilantes

E tu que nunca quiseste compreender-
nos
Dizer-te-hemos:
somos agora donos duma aberta saudade
tenros como sanfonia
escravos de importadas paisagens

e ruços como a beleza
no cumio do monte a granito encravada

De saudades pois
mas a saudade acha:
vivemos oprimidos às velhas anhoranças
e por conseguinte netos de antigos
                           eternos presságios

que agrandam ouvindo
esquecem dançando
e aprendem a realizar
cabeça em soalho
a funçom de procriarem-se
              no mito da honestidade

De orvalho na rosa
de rosas na auga...
contra umha eterna e aflita
doente e sumida esperança...

... por nós próprios desenhada.

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«Hino» - Versão musicada por Servando Barreiro

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Escrito às 14:09:57 nas castegorias: Poesia do Clube, Artur Alonso, Servando Barreiro

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