Arquivos para: Abril 2008

Fco. Fernández del Riego - Facho de Ouro

29-04-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Entrega d’O Facho de Ouro a D. Francisco Fernández del Riego


Comunicamos que o vindoira segunda-feira (luns), dia 5 de Maio, a Agrupaçom Cultural O Facho fará entrega a D. Francisco Fernández del Riego do “FACHO DE OURO”, segundo foi acordado em Juntança da Directiva da Associaçom. O acto terá lugar no local da Fundaçom Penzol, sita na Praça da Princesa n.º 2, Vigo, às 1 ½. Para logo, ir jantar ao “Restaurante Mosquito” e compartilhar com o homenageado uns momentos de companha.
Francisco Fernández del Riego foi um dos principais artífices da restauraçom cultural galega na post-guerra. Foi director da Real Academia Galega, entidade em que ingressara em 1960 com discurso intitulado Um país e unha cultura. A Idea de Galicia nos nosos escritores, e da Biblioteca da Fundaçom Penzol.
Autor dumha extensa obra, cultivou o ensaio sobre a cultura e a literatura galegas. Polo seu importante contributo á nossa cultura, Fernández del Riego foi reconhecido com numerosos galardons (Prémio Trasalba, Prémio Pedrom de Ouro, Medalha de Ouro da Cidade de Vigo, Prémio de criaçom Cultural da Junta de Galiza, etc.). Assim mesmo, foi nomeado Doutor Honoris Causa pola Universidade de Vigo e Galego Egrégio pola Fundaçom dos Prémios da Crítica.

José Alberte Corral Iglesias
Secretário d’O Facho

O Rexurdimento e António Fernandes Morales

26-04-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

Sol González Maside/ J. A. Corral Iglesias

O escritor e professor da U. de V. Anxo Angueira Viturro entreviu o passado dia 8 de Abril dentro do ciclo «Língua e Naçom» organizado polo O Facho, a sua conferencia intitulada: O Rexurdimento e António Fernández Morales (Poeta berciano do século XIX).
A intervençom do conferencista espertou grande interesse entre o numeroso publico como demonstrou o prolongado e participado colóquio que seguiu á exposiçom do professor vigués.
O palestrista encetou a sua exposiçom afirmando a importância da obra de António Fernández Morales,“Ensaios poéticos em dialecto berciano”, no ámbito da nossa cultura. Esta genial obra poética foi publicada em 1861, dous antes que Rosália de Castro publicará “Cantares Galegos”. Sublinhou da sua relevância, e ainda que Murguia nom o considera como um precursor, bem podemos considera-lo tal pois a sua obra nom desmerece a escrevida por Joam Manuel Pintos ou Francisco Anhom senom que é de maior transcendência, em opiniom do professor Anxo Angueira profundo conhecedor e divulgador da obra do poeta berciano.
O professor Angueira desbulhou a historia da cultura galega em três grandes ciclos: um primeiro de forte personalidade desde o seu xurdimento como entidade própria, até fins da Idade Media, um segundo período que vai desde fins da Idade Media hasta o século XIX (os séculos escuros), e um terceiro que se inicia co Rexurdimento e no que ainda estamos. No percorrer deste desenho histórico também fijo mençom a forte personalidade de Galiza como entidade colectiva diferenciada até o extremo que é a única Naçom que mantém o seu nome desde a sua origem romana, feito que nom acontece em nengum outra Naçom europeia.
Sublinhou a importância histórica do Rexurdimento, já que foi nesse período quando se forjárom os grande eixos nos que ainda hoje se pousa o quefazer político e social. A Defessa da identidade galega (língua, costumes, paisagens, etc..) , a construçom de um projecto político com fundas características de transformador social e nunca essêncialista; tendo como piares, o pensamento crítico, a democracia nom só jurídico política senom em forte urdime com o económico e social.
Ainda que coetáneo da geraçom dos Precursores, Fernández Morales comparte os ideais mais de vanguarda do Rexurdimento tanto na sua obra literária como na sua vida como cidadam é militar, sendo deputado em Cortes (1887) polo Partido Radical da época, que traduzido as coordenadas de hoje veria a ser como um deputado das concepçons mais avançadas no eido social como no político.

Para compreender a obra de António Fdez. Morales, temos que ter presente e nom esquecer que a actual raia administrativa amputadora do Berço do País Galego marcou-se no ano 1833 quando Madrid cria as provinciais actuais em funçom dos interesses da Corte e nunca em funçom da cidadania; e que este poeta da Galiza irredenta estivo residindo em Tui no primeiro terço do século XIX polo de certo conheceria a obra e o projecto dos escritores do País. A sua poesia reflecte muitas das características da obra rosaliana, a grande mestra. Como ela defende e dignifica a paisagem fronte a afrenta e vexame dos autores castelans e da Corte (Góngora, Quevedo, entre outros); o conferencista leio versos de Góngora confrontando os mesmos com os do poeta berciano mostrando como este último ao igual que Rosália utiliza a paisagem para louvar a Galiza em geral e o Berço em particular.
Na leitura dos poemas do autor do Berço: “ O Fiandom”, “ A Romaria”, “O Entroido”, “Caça Maior”, Angueira, destacou como o poeta baixa ao profundo do povo, a vez que descreve maravilhosamente os labores da vendima, a sega em Castela, todo mundo que contem a cultura de e baseada na castanha, etc. Na poética do vate de Cacabelos canta os costumes, as festas, os trabalhos... e sempre mantendo um pensamento crítico sobre a realidade que observa, a vez tem um tom retranqueiro com a doutrina e as cousas da Monarquia Sacerdotal com que a Eireja Católica sustenta o seu discurso ideológico para sujeitar ao seu critério às classes populares.
A obra de Fernández Morales é irónica, satírica, humana, próxima, tensa, desenfada, ágil no dialogo. Aportando sempre umha grande riqueza tanto léxica como etnográfica. É umha mostra da cultura galega mais lá dos lindes marcados pola a Vila e Corte; exibe como o Berço tira pola sua reintegraçom a Galiza mas Castela nom solta.

Ao findar a conferencia houvo um interessante debate entre os presentes.

Manuel Lourenzo, conversou sobre: O teatro galego hoje, perspectivas

15-04-2008

Agrupaçom Cultural O Facho
Rua: Federico Tapia 12-1º
15005 A Corunha

J. Alberte Corral Iglesias


Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado “Língua e Naçom”, o dia 26 de Março 2008, o escritor, actor, e dramaturgo, Manuel Lourenzo, conversou sobre: O teatro galego hoje, perspectivas.
O conferenciante encetou a sua palestra lembrando ter ganhado todos os prémios de teatro d’O Facho, a vez que ilustrou como junto como o seu companheiro de fatigas e angueiras, Pancho Pillado. Dos seus começos na andaina polo mundo do teatro no ano 1965. Do seu desconhecimento da existência de um teatro em galego e galego anterior a eles, tal era o silêncio de chumbo na que mergulhara o franquismo à cultura galega. No ano 1965, com o grupo de teatro O Facho encena a obra “O cabalo do cabaleiro” de Carlos Múñiz na sociedade A Gaiteira d’A Corunha, ao findar a representaçom Leandro Carré Alvarellos acercou-se a eles e na conversa dos parabéns dá-lhes a conhecer o teatro que existira antes da longa noite de pedra franquista. “Entom ouvirmos por vez primeira do movimento teatral da Escola da Corunha, das Irmandades da Fala, de como as mesmas propunham o teatro para espelho da sociedade e da fala”. Entom soubermos das obras de Cabanillas, Vilar Ponte, em outros muitos, da montagem de “A man da santinha” no Teatro Lino d’A Corunha, de como nesta cidade a intensa actividade do movimento cultural fai agromar o primeiro teatro galego. O grupo teatral O Facho começa a ler traduçons e obras de Beiras, de X. Torres, etc.., assim como represetaçons, “Orestes” de Arcádio Casanova, “ O senhor Bom homem e os incêndarios, de Max Frisch, “As moscas” de Sartre, ainda que esta nom publicamente representada por proibiçom expressa do Governo. Nesta jeira estivérom implicados pessoas como actores, tradutores, directores, hoje longamente reconhecidas, Joam Maria Castro, Francisco Pillado Mayor, Manuel Lourenzo, Henrique Harguidey, etc.. A língua foi determinante no ressurgimento do teatro na Galiza, a sua utilizaçom é presente e consciente é o seu fundamento, o seu piar, é umha linguagem de volta e volta, obra e público.
Seguindo a sua exposiçom, o conferencista contrapôs aqueles inícios onde todo era umha luita pola dignidade de Nós, como povo e cultura, contra actual mentira dos médios mostrando uns retalhos da actual cultura subvencionada, onde em estúdios de dublagem de fitas para a televisom, nom é desacostumado atopar directores que exigem, me habláis en gallego de Valladolid
Os anos sessenta, som os anos da convulsom e da revoluçom no teatro galego e no espanhol, nascem os Grupos Teatrais de Teatro Independente, eram itinerantes, escapavam depois de findar a representaçom e o seu colóquio; daquelas sempre este último ia com e exibiçom das obras. Os Goliardos de Madrid, Les joglars de Catalunya, etc.. Este teatro chegou acabar com o teatro comercial da época.
Do Facho, Manuel Lourenzo passa a criar sobre o ano 1967 o Teatro-Circo no Sociedade Recreativa de Artesans d’A Corunha. Nessa época surgem novos também novos grupos de teatro independente galego: Entroido com García Bolaño, Troula, Artello. Mostras de teatro em Rivadavia, na Corunha.
A finais da década dos setenta, (1978), aparece a profissionalizaçom dos Grupos Teatrais. Hoje também é tempos de mudança, os câmbios familiares, dos jeitos de viver, a precarizaçom permanente, e também o andaço no que vivem desde séculos os galegos, a emigraçom para poder subsistir nom é alheia ao mundo do teatro. A barbárie neo-con também assolaga ao teatro galego hoje, o poderes públicos dam-lhe ao teatro um tratamento mercantil e nom cultural como um dos piares necessários para construçom de umha cultura e de um País.
Ao findar a sua palestra o conferencista manteve um interessante colóquio com a gente assistente a mesma.

O neoliberalismo, inferno de Dante

03-04-2008

Por José Alberte Corral Iglesias

No passado dia 5 de Março, o catedrático de Economia Aplicada da U.S.C., Xavier Vence Deza, interveu dentro do Ciclo, Economia e Historia da Galiza, organizado pola Agrupaçom Cultural O Facho. Compartilhou com os assistentes umha didáctica e amena exposiçom das suas reflexões sobre o fracasso do neoliberalismo, em particular no nosso País, Galiza.
No começo da sua exposiçom sublinhou como o termo neoliberalismo está desenhado para trabucar ideias; ao tentar identificar com a palavra “liberalismo” de funda raizame progressista com a barbárie e despotismo do Grande Capital, negador este último de toda liberdade real. A deconstruçom deste discurso mostrara-nos abertamente que entre os seus piares se acham o de empobrecer ao conjunto dos trabalhadores, o saqueio dos bens sociais comuns em beneficio das oligarquias, entre muitos outros.
O neoliberalismo é um projecto planetário que a travesso de a mudança sistémica invólucra a totalidade económica e social do planeta. Caracteriza-se por um feixe de políticas que se poderia definir como “Círculos de Dante”. Um primeiro circulo que contem em si as macro decisons de política económica que atinge ao conjunto dos Estados, criando um modelo de articulaçom do sistema mundial e das relaçons entre os países:
a) Globalizaçom informacional, b) Mercado global, c) Liberalizaçom comercial d) Liberalizaçom de serviços, e) Liberalizaçom financeira f) Imperialismo g) Ataques as identidades colectivas h) Negaçom da soberania.
No desenvolvimento deste círculo, o professor Vence mostrou como esta nova versom de capitalismo globalizado leva em si um neo-conservadurismo lindando com o fascismo que de novo nos conduz a situaçons do século XIX, ao rachar com todas as conquistas laborais conqueridas trás longas e dolorosas luitas obreiras. Só é preciso lembrar a situaçom mundial, com o abandono de toda legalidade internacional por parte da grande potência militar do planeta apoiada a sua vez com as grandes mentiras de constante difusom polos grandes “mass media” em perfeita simbioses com as decisons políticas tomadas polas grandes oligarquias mundiais. Com umha grande precisom perfilou como a consolidaçom deste quase fascismo planetário está acompanhado com decisons dentro dos Estados satélites com políticas sistematizadas de ataque e desmantelamento do sector público, saqueando na pratica as rendas nom monetárias que eram percebidas polas classes populares.
Estas políticas domestico-estatais constituem o segundo grande Círculo infernal de Dante que se caracteriza pola intensidade e rapidez da interconexom a nível planetário fam que cada impulso do projecto neoliberal, cada confrotaçom, adquiram umha dimensom directamente global:
a) Contraposiçom do mercado económico com a sociedade, b) Regularizaçom, c) Privatizaçons, d) Ataques aos bens públicos, e) Reduçom, quando nom, a liquidaçom do Estado de bem-estar, f) Imperialismo do capital no eido económico, g) Democracia limitada ou sociedades eleitorais-referendais.
Só é preciso reflexionar sobre a inexistência da estabilidade laboral dentro do Estado Espanhol, estando os trabalhadores sujeitos à arbitrariedade dos patronos para ter ou nom ter rendas monetárias que lhes permitam viver. Com vem reparar como esta precariedade no emprego está junguida ao incremento da mortalidade laboral, de como a jornada laboral ampliou-se ao incrementar as horas extras que na sua maioria nom som retribuídas e aumentam a fadiga psíquica e física dos operários. Desde outra perspectiva podemos observar como nestes últimos trinta anos, graças as políticas favorecedoras da especulaçom urbanística constituírom-se as mais grandes fortunas do Estado, destruindo paisagens únicos e desaparecendo chao público; todo esto numha perfeita simbioses política-negocios. Esta é a outra cara do espelho da frase do ex-ministro Solchaga, que Espanha era o lugar na Europa onde se fazer rico em menos tempo.
Já findado a sua palestra, o doutor Vence Deza, perfilou o terceiro Círculo infernal de Dante; de como o mesmo nasce da vocaçom do neoliberalismo de artelhar todos os territórios, ainda que a sua concreçom nom seja uniforme e homogénea senom polo contrario se tenha que se adaptar às condiçons concretas de cada Estado. Poderíamos caracterizar este círculo como a urdime Neo-Con necessária para levar a cabo este modelo de sociedade precisa da construçom do universo ideológico que justifique a sua razom de ser diante mesmo dos sofredores da actual barbárie capitalista. Alguns dos elementos desta rede ideológica som:
a) Fundamentalismo, b) Irracionalismo, c) Militarismo, d) Imperialismo territorial, e) Autoritarismo, f) Mentira sistematizada, g) Controlo dos “mass media”
No nosso caso concreto, na Galiza, estas políticas reflectem-se tanto nas taxas de paro como de ocupaçom; alcançando esta última o nível mais baixo da história no ano 1997, o 39,2%, em pleno esplendor “fraghiano” o que é mostra do magro da nossa estrutura económica, o que nos obriga a pensar moi seriamente no enorme estrago de recursos humanos, nos problemas de exclusom social que estám implícitos, e na dificuldade que isto supom para se converter a Galiza num país competitivo. Galiza, graças as políticas neoliberais está em quebra, perde de continuo povoaçom activa, emprego; é dizer é um País em desfeita. No último quarto de século perdêrom-se 250.000 empregos, um 20% dos existentes, mentres que no resto do Estado se criarom 2 milhons de empregos netos. Cabe maior inépcia!.
O período “Fragha”, dezasseis anos no governo da Comunidade, é a etapa mais negativa para o emprego em todo o século XX , agás a Guerra Civil. A economia galega praticamente nom cresceu e só nessa quinzena destruírom-se mais de 160.000 postos de trabalho, mentres que no resto do Estado houvo um incremento constante dos mesmos nesse ciclo. A desgraça da emigraçom constante e continuada nom é um castigo dos deuses senom consequência das decisons políticas tomadas, tanto polo Governo Central como polo Autonômico, construindo um País desestruturado, com autênticas subclasses que se reproduzem dentro da marginaçom, a vez que pom em perigo a maioria das conquistas sociais e mesmo as conquistas da civilizaçom.
Esta realidade mostra a incapacidade das classes dominantes galegas para dirigir a nossa sociedade.

O tempo fizo-se cativo para tam interessante exposiçom assim como para o posterior debate.

Agrupaçom Cultural O Facho

Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963 . Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d’A Corunha.
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