12-05-2012

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Categorias: Sobre a Baiuca Vermelha

17 de maio no bloco laranja

No passado dia 28 de abril diversas entidades que trabalhamos pola defesa da nossa língua decidiamos numha junta aberta, e convocada em regime de autoconvocatória, que o reintegracionismo de base tinha que visibilizar-se na manifestaçom nacional que decorrerá no dia 17 de maio, Dia das Letras, nas ruas de Compostela.

A maneira que achamos para fazer mais efetiva essa visibilizaçom é participar no Bloco Laranja que sairá da Estátua das Marias, na Alameda.

Pola nossa parte, da Associaçom Cultural Obreira Baiuca Vermelha, chamamos a base social reintegracionista a participar no Bloco Laranja, utilizando maciçamente essa cor nesse dia, e animamos outras entidades a se somarem a esta convocatória e difundirem o manifesto da mesma.

A língua por bandeira: Na Galiza, só em galego!
Pola Oficialidade Única do Galego

A defesa do galego por parte de todos e todas as habitantes do nosso país é a melhor e a mais efetiva maneira de afirmarmos o direito coletivo a sermos o que sempre fomos: galegos e galegas.

A perseguiçom do direito fundamental a vivermos na nossa língua, protagonizada por todas e cada umha das instáncias oficiais da institucionalidade espanhola, é a melhor prova de até que ponto existe umha planificaçom por parte do Estado espanhol para a desapariçom da Galiza como realidade diferenciada e com direito à existência.

O anterior é certo e visível no dia a dia de todos e todas nós. Os mecanismos de poder lingüístico mantenhem-se em maos do espanholismo de maneira inegociável para eles. A açom desgaleguizadora nom se reduz às etapas de governos do PP, por mais que essa força política represente a expressom mais crua da barbárie espanhola.

Esses mesmos mecanismos lingüicidas estám presentes nas instituiçons governadas por todas as forças do espanholismo, “duro” e “brando”, e atuam de maneira decidida, favorecendo e favorecendo-se, em simultáneo, da desarticulaçom da comunidade lingüística galega.

Concelhos, deputaçons, governo autónomo, organismos de justiça, ensino público e privado, meios de comunicaçom, poderes económicos... todos eles som expressons dos interesses oligarquia espanhola dominante e contam com a vergonhosa colaboraçom da classe dirigente galega, vendida e renegada.

Hoje é bem visível o resultado da cooficialidade “outorgada” pola Constituiçom espanhola de 1978, que só marcou umha nova fase do histórico processo de assimilaçom. Desta vez em nome do bilingüismo, preparou o terreno para a liquidaçom definitiva do galego, que hoje está mais próxima do que nunca estivo.

A resistência que no plano lingüístico sempre nos caraterizou, e que nos permitiu mantermos esse património milenar que é a língua, corre hoje mais risco que nunca de ser varrido polos poderosos meios de propaganda e restantes ferramentas com que conta o projeto nacional espanhol para conseguir o seu objetivo final: deixar a Galiza sem fala, convertê-la em mais umha regiom espanhola rendida e desarmada.

A resposta tem que estar à altura da agressom. Devemos promover e articular a unidade de todos os setores conscientes e defensores da nossa identidade lingüística; devemos praticar e exercer dia a dia, em cada cidade e em cada vila, o direito a viver e organizar-nos em galego; mobilizar-nos e denunciar cada nova agressom, mantendo sempre em alto a bandeira que melhor representa o que ainda somos: galegos e galegas.

- Querem converter o galego em língua marginal e estrangeira na própria pátria: defendamos a sua centralidade em toda atividade social, sem concessons.

- Querem que o galego seja umha fala regional, “autonómica” e dependente do todo-poderoso espanhol: afirmemos e pratiquemos a unidade lingüística galego-luso-brasileira, pois o galego fai parte de um amplo espaço lingüístico internacional e nom podemos desperdiçar o que isso supom.

- Querem converter o conflito lingüístico num assunto institucional, decidido polas maiorias e minorias parlamentares: levemos o conflito às ruas e situemos o galego por cima de qualquer fracionalismo partidista e eleitoreiro. O galego é o primeiro!

- Querem que assumamos o bilingüismo oficial e desequilibrado como inevitável, sabendo que o tempo joga a favor do espanhol: exerçamos a nossa soberania lingüística, reivindicando a Oficialidade Única do galego numha Galiza soberana.

- Querem que assumamos o espanhol e, através dele, que assumamos Espanha. Respondamos promovendo e galeguizando todo o tipo de projetos sociais, públicos e comunitários: escolas, centros sociais, produçom cultural, música, luita social, política e sindical... todo ao serviço do nosso principal sinal de identidade coletiva, todo ao serviço de umha Galiza livre e em galego.

Galiza, 17 de maio de 2012

31-12-2011

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Crianças "acossam" apalpador em Ponte Areias

Mais um ano o apalpador visitou este Concelho da comarca do Condado. A
sua visita nom passou desapercebida para as crianças que aguardavam a
sua chegada desde antes das 17h. A sua chegada, derom mostras do enorme carinho que a figura galega do natal provoca entre crianças, jovens e maiores.

Felizes todas e todos, e sabendo do esforço que supôm ao velho carvoeiro e ao burrinho Faustino* chegar até estas terras do sul da Galiza, transmitimos o desejo de que nunca deixe já de visitar-nos.

Aguardamos-te em 2012 apalpador!

*Dim de Faustino que é um burro que aparesce e desaparesce e que por
isso nom está com o apalpador em todas as suas visitas, e dim que até
muda de nome quando ele quer e dependendo de onde se atope.

Vídeos:
http://youtu.be/8WUMd0qavLw
http://youtu.be/bNY4GpKO9Xo
http://youtu.be/RbgHWs0w39c

22-12-2011

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Categorias: Assembleia Aberta

Alguns brinquedos do Apalpador

Aqui estam alguns dos brinquedos que repartirá este ano entre as crianças do Condado.

Será o 30 de dezembro que por volta das 17h chegará à Praça Maior repartindo presentes de fabricaçom artesanal, castanhas e caramelos.

Lá vos aguarda para comprovar como passastes o 2011 que remata e para desejar um melhor novo ano a todas e todos.

21-12-2011

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Categorias: Assembleia Aberta

Apalpador voltará a Ponte Areias

Será o 30 de dezembro que por volta das 17h chegará à Praça Maior repartindo presentes de fabricaçom artesanal, castanhas e caramelos.

Lá vos aguarda para comprovar como passastes o 2011 que remata e para desejar um melhor novo ano a todas e todos.

02-06-2010

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Categorias: Assembleia Aberta

Alarde Misto

O derradeiro poema dos três lidos pola companheira Belém o dia 16 de Maio.

Alarde Misto

É a nuvagem a causante da tua doença
e longiquo o rasto espalhado no ceu
Eu, ainda continuo a padecer-te...
Na tua mao agitas meu universo
dançando ao ritmo dos teus desejos
Mas os soldadinhos de chumbo
ficarom tudos deitados no chao
Mentres agardo imóvel ao seu rente
achava impossível de te aperceberes
da minha presença.

Entre todos os combatentes inertes
procurava misturar-me com os
engalanados uniformes do batalhom masculino
portadores de sabres e estandartes
Enquanto olhavas a desfeita
do último combate, tornava-se o estrépito
em silêncio após a luita atroz
sem bandeiras de rendiçom a ondear
aniquiladas pelo teu jogo egoista
e pela tua prepotência genérica.

Exigias a cessom absoluta da minha
soberania para ocupar meu espaço
e apoderar-te nom só das fronteiras
mesmo também do território, com seus
recursos e bens imanentes.
Assim mesmo ofereces-me os braços
abertos, diligentes e protectores
com a debilidade extrema que padeço
pelas provocaçons constantes
que impidem um pacto entre iguais.

Ansiavas a assimilaçom ao inimigo
a destrucçom de qualquer resquício
de consciência autóctone e identitária
Mas amar e querer som incomensuráveis
O desfrute e e gozo sumo compartilhado
Sem pressons, nem obrigas impostas
Sem subjugar, nem dominar
sem anular a capacidade de ser eu mesma,
Um compromisso livre e igual
afastado de tudo egoismo.

Ham-se despejar os ceus da nuvagem
os rastos esvairam-se e o sol quentará
o dia com raios de esperança
que fundam os coraçons sem vida dos
soldadinhos de chumbo na construiçom
de alardes mistos para a lembrança
da luta contra qualquer tipo de opressom.

30-05-2010

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A ROSALIA

Mais um poema recitado no 16 de Maio por Belém Grandal.

A ROSALIA
Levo teu rosto sereno no meu peito de mulher
nas maos pensamentos de folhas brancas e azuis
nos beiços teus versos com brilhante carmim
com os que recebo cada dia quando alvorecer.

Rosalia, mulher culta, orgulhosa e valente
decidiste converter as palavras em punhais
para cravarem nos gélidos e inanes coraçons
como afiadas estacas que destruiram semente.

A podrémia semente da Coroa de Castela
que deu filhos espúrios nos terreos ermos
guerreiros atroces de insaciáveis conquistas
que arrincaram sem piedade nossa arela.

Foram tempos obscuros para a nossa naçom
as miradas na procura de horizontes distantes
lugares remotos onde a esperança medrava
ficando nossa pátria sob alheia dominaçom.

Homens que nosso género tornastes invisível
malia serem farturentas na dureza dos trabalhos
falaste da ausência por aqueles que emigravam
da soidade da mulher e da sua força visível.

Denunciaste as humilhaçoms da nossa gente
as penúrias e misérias que andavam a padecer
foste por isso, escritora ocultada e silenciada
desprezada na corte da “Espanha” indecente.

No jardim das palavras plantaste pensamentos
e foram da primavera ao inverno florescendo
em versos que exalavam irredentas fragráncias
que ainda impregnam nosso ser nestes momentos.

E foste murchando, esmorecendo devagarinho
no tempo da quentura ficou teu corpo bem frio
eternos som teus versos que vam sempre comigo
candeias que alumeiam meus passos neste caminho.

27-05-2010

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Poemas recitados 16 de Maio

Apresentamos um dos três poemas recitados por Belém Grandal, companheira da Associaçom Cultural Obreira Baiuca Vermelha o dia 16 de Maio.

POEMA EM HOMENAGEM A UGIO NOVONEYRA

Face a meseta castelam esgrévia, adusta e monótona
ergue-se magnífica e sobérbia nossa Serra do Courel
onde os rios serpenteam ocultos entre os rochedos
e a chuva cai com doçura em pingas de auga-mel.

Entre solitários cumios, chairas claras e rebulidoras
entre lobos, vaca-loiras, cervos, aziveiros e uzeiras
entre piçarras pretas, augas ocres, e frescos verdores
Nasceu um pintor de palavras, um poeta de bandeiras

Os versos eram o morno arume que devagar recolhia
a saiva que alimentava as fervenças nas montanhas
poemas de amor e sonhos, de luita, tristura e silêncio
de força para umha pátria espoliada nas entranhas.

Os nevoeiros despejavam e os mouchos taciturnos
ajejavam enquanto soava a voz que encolhia a alma
encolhia o peito, encolhia os coraçons já sem latejos
assim, espalhava ecos desesperados de tensa calma.

Com seus dedos tecia enfeitadas linhas de cores naturais
linhas abertas e fechadas dispostas todas num quadro
Imagens de terra velha enchida de ancestros e lamentos
Que arrasta o vento ladeira abaixo até chegarem o adro

Já o outono repoussava plácido entre soutos e devesas
O fume rasteiro das chemineas escorregava pelas eiras
anunciando umha época decadente, gris e borralhenta
e as faiscas choutavam no ar dançando acima das lareiras.

Entom o lobo ventou na noite um tempo que há de vir
sentiu um rumor pousar na ramagem, e él, a ouvear
rugia, rastejava, agitava-se pelos angustos carreiros
ulindo o luto da morte que já estava pronta por chegar.

O gélido zéfiro zoava empurrando o espirito do Samaim
na véspera as ánimas arrincarom-lhe a Ugio sua existência
O Courel e Galiza ainda lembram a este extraordinário poeta
Mas é imortal sua obra de amor, sonhos, luita e resistência.

24-05-2010

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Maios pola língua decorrérom em Ponte Areias

Ao longo do dia 16 de Maio a ACO Baiuca Vermelha levava a cabo os tradicionais Maios na Praça Maior de Ponte Areias. Este ano elaborárom-se por umha banda um Maio de forma piramidal que é o que se acostuma fazer quase sempre, mas também um “Maio” específico adicado a nossa língua. Fórom umhas estruturas metálicas que constituiam a legenda “na galiza em galego”. Crianças e maiores forom dando forma aos maios de 2010.

A jornada contou também com a poesia de Kiko Neves e Belém Grandal que pugérom letra e voz na língua da Galiza à actividade tradicional e lúdica mas também reivindicativa. Foi um prazer contar com os seus versos na Praça Maior a só umhas horas da histórica manifestaçom que percorreria Compostela ao dia seguinte em contra das agressons ao nosso idioma.

11-02-2010

21-01-2010

Link permanente 20:51:31, por baiuca Email , 98 palavras   Português (GZ)
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Fechamos temporáriamente

O Local Social Baica Vermelha fechou as suas portas temporáriamente para poder acondicionar o local do novo projecto que bota a andar.

A finalidade é melhorar a ferramenta que foi o Local Social todos estes anos, fazer dela um espaço com melhores infraestruturas, melhor acondicionado, melhor equipado e em definitiva mais atractivo para continuar a aglutinar pessoas à volta da defesa da cultura galega e de todos os direitos que como Povo Trabalhador Galego temos.

Aguardamos que a nova Baiuca abra as suas portas o antes possível. Manteremos-vos informadas e informados e ao igual que antes... contamos contigo!!!

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O Baiuca Vermelha nasce com o firme propósito de ofertar ao conjunto da rede associativa e popular do Condado um espaço autogerido no que poder realizar todo tipo de actividades culturais, reivindicativas e de lezer, ao margem das raquíticas e, na maioria das ocasions, inacesíveis infraestuturas municipais e autonómicas. [+...]

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