TURISMO SEXUAL-1

19 Jun 2009
por Diadatoalhagz   , 481 palavras, 1075 visualizaçons

Continuamos à espera de que os amigos de GzVídeos tenham um momentinho para terminar de editar e publicar o esperadíssimo vídeo com as imagens que gravaram no passado 25 de Maio.

Segundo as nossas informações a estreia do mesmo poderia produzir-se nesta vindoura quinta-feira, 25 de Junho, justo um mês depois do Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata e Dia da Toalha. Cruzemos os dedos para que assim seja.

E enquanto esperamos aproveitamos para publicar mais um texto do genial Quico Cadaval. Após Paz por Territórios e Elogio da traiçom, hoje é a vez de Um ká gostá di bo (TURISMO SEXUAL-1), texto publicado polo protagonista do DdoOLeR'09 na contracapa do número 67 do Novas da Galiza (disponível em pdf aqui).

Um ká gostá di bo
(TURISMO SEXUAL-1)
QUICO CADAVAL

O aumento da capacidade económica da classe meia, a difussom de libelos como El Pais Semanal, o ecologismo, o internacionalismo proletário, series de TV como Love Boat, o desembarque indiscreto do lobby feminista no ámbito do íntimo, a democratizaçom do turismo contribuírom ao aparecimento do turismo sexual na década dos noventa com as suas sequelas sentimentais.

No começo foi um acto vergonhento ou discreto, era como ir de putas em aviom, com a vantagem de que os vizinhos nom che viam o carro á porta do puticlube. A cousa melhorou com os charters a Cuba organizados por sindicatos marxistas, nos quais, para além de contribuir com a abalada economia cubana encontravas umha sociedade que tinha feito do amor a maior conquista do socialismo. Algum intelectual galego conseguiu demonstrar que as jineteras habaneras nom eram exactamente o mesmo que as putas de aqui. Era exacto, as putas estam no mercado e dim o preço antes de oferecerem o serviço, quando o retributo é enigmático, as servidoras entram mais na categoria de hetaira ou cortesã ("Umha cortesã na Habana", grande título para um filme) que na de prostituta.

Com a depressom dos ideólogos socialistas perigou a justificaçom da Ong "Puteiros sem fronteiros", viunos salvar um liberal: Hullebecq. O bom do home diz que devemos intercambiar os excedentes, carne e alegria do terceiro mundo por dinheiro e remorsos do primeiro. Aventura, exotismo, romance e miles de kms de mar para fogir. Paga a pena pagar.

Mas é moralmente justificável? Eu penso que nom. O fascínio da revoluçom cubana extingue-se, o representante do passado é de origem galega e as raparigas rim-se do nosso jeito de dançar. É o momento da África. As mulheres europeias, com a sua abençoada intuiçom, hai uns anos que exploram a Senegámbia. Nós os galegos temos a vantagem de ter paises que falam a nossa língua. Para começar Cabo-Verde: Na mesma latitude de Cuba, ventos alísios, bebidas portuguesas, populaçom mestiça(quase nom hai brancos-as!), friendly speak, as danças som faceis de aprender e as raparigas nom se rim de um.

Primeira liçom de conversa: o título do artigo significa: Eu nom gosto de ti.

Escrito ?s 14:21:29 nas castegorias: Nom categorizado
Chuza!

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