Continuamos à espera de que os amigos de GzVídeos tenham um momentinho para terminar de editar e publicar o esperadíssimo vídeo com as imagens que gravaram no passado 25 de Maio.
Segundo as nossas informações a estreia do mesmo poderia produzir-se nesta vindoura quinta-feira, 25 de Junho, justo um mês depois do Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata e Dia da Toalha. Cruzemos os dedos para que assim seja.
E enquanto esperamos aproveitamos para publicar mais um texto do genial Quico Cadaval. Após Paz por Territórios e Elogio da traiçom, hoje é a vez de Um ká gostá di bo (TURISMO SEXUAL-1), texto publicado polo protagonista do DdoOLeR'09 na contracapa do número 67 do Novas da Galiza (disponível em pdf aqui).
Um ká gostá di bo
(TURISMO SEXUAL-1)
QUICO CADAVALO aumento da capacidade económica da classe meia, a difussom de libelos como El Pais Semanal, o ecologismo, o internacionalismo proletário, series de TV como Love Boat, o desembarque indiscreto do lobby feminista no ámbito do íntimo, a democratizaçom do turismo contribuírom ao aparecimento do turismo sexual na década dos noventa com as suas sequelas sentimentais.
Continua:
No começo foi um acto vergonhento ou discreto, era como ir de putas em aviom, com a vantagem de que os vizinhos nom che viam o carro á porta do puticlube. A cousa melhorou com os charters a Cuba organizados por sindicatos marxistas, nos quais, para além de contribuir com a abalada economia cubana encontravas umha sociedade que tinha feito do amor a maior conquista do socialismo. Algum intelectual galego conseguiu demonstrar que as jineteras habaneras nom eram exactamente o mesmo que as putas de aqui. Era exacto, as putas estam no mercado e dim o preço antes de oferecerem o serviço, quando o retributo é enigmático, as servidoras entram mais na categoria de hetaira ou cortesã ("Umha cortesã na Habana", grande título para um filme) que na de prostituta.
Com a depressom dos ideólogos socialistas perigou a justificaçom da Ong "Puteiros sem fronteiros", viunos salvar um liberal: Hullebecq. O bom do home diz que devemos intercambiar os excedentes, carne e alegria do terceiro mundo por dinheiro e remorsos do primeiro. Aventura, exotismo, romance e miles de kms de mar para fogir. Paga a pena pagar.
Mas é moralmente justificável? Eu penso que nom. O fascínio da revoluçom cubana extingue-se, o representante do passado é de origem galega e as raparigas rim-se do nosso jeito de dançar. É o momento da África. As mulheres europeias, com a sua abençoada intuiçom, hai uns anos que exploram a Senegámbia. Nós os galegos temos a vantagem de ter paises que falam a nossa língua. Para começar Cabo-Verde: Na mesma latitude de Cuba, ventos alísios, bebidas portuguesas, populaçom mestiça(quase nom hai brancos-as!), friendly speak, as danças som faceis de aprender e as raparigas nom se rim de um.
Primeira liçom de conversa: o título do artigo significa: Eu nom gosto de ti.
Escrito às 14:21:29 nas castegorias: Nom categorizado
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