Os mísseis impõem o ritmo da economia mundial

10-02-2006

  21:13:37, por Corral   , 458 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

Os mísseis impõem o ritmo da economia mundial

Raisa Pagés

Na parte ocidental da Nova Guiné, uma multinacional explora o maior depósito de ouro do planeta, avaliado em mais de US$ 80 bilhões. Contudo, nesse mesmo lugar, milhares de nativos morreram de fome, pois a seca acabou com os culturas, deixando seqüelas de inanição e malária.
«Contrastes e contradições cada vez maiores são possíveis neste mundo. Três homens multimilionários possuem mais fortuna que 45 países juntos, segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)».
Com estas realidades, o presidente da Associação de Economistas da América Latina, Roberto Verrier, inaugurou a 7ª Conferência do Fórum Internacional de Financiamento à Pequena e Média Empresa, efetuada em Havana, com representantes de 18 países.
«Este ano trouxe inúmeros sinais de que as contradições, assimetrias e desigualdades da aldeia global neoliberal se agravam, com caracteres dramáticos e manipulações da mídia», expressou.

«Jamais temos estado tão longe de poder dizer adeus às armas. Os mísseis são hoje os que impõem o ritmo da economia mundial. A cruenta agressão ao Iraque, com o falso pretexto de que essa nação tinha armas de destruição em massa, vai na contramão do direito internacional, demonstra-nos até onde os mercadores da guerra, esses que de seus escritórios decidem o destino de milhões de pessoas, querem levar o planeta», manifestou.
O terror em nome da luta contra o terrorismo, está tornando o gênero humano num sofisticado laboratório de sobrevivência que ressuscita as teorias de Malthus.
«Após 60 anos do Bretton Woods, milhões de seres humanos, nações inteiras, pagam com sua inanição as apostas do grande ?cassino? em que se tem convertido a economia mundial», disse.
O presidente da Associação Latino-Americana de Economistas afirmou que não há nenhum sinal de que o alarme deixe de soar, quando a assistência ao desenvolvimento em vez de crescer diminui, quando a dívida é uma arma de pressão para impor políticas que acirram os desequilíbrios. Quando o mercado continua guiando o rumo, às cegas.
«Nesta época de crise, os especialistas da economia no mundo coincidem em que se precisa de uma total revisão dos modelos econômicos tradicionais. «Faltam propostas alternativas para dogmas que ainda ficam vigentes, com custos impagáveis pela humanidade».
Roberto Verrier foi um dos expositores do painel dedicado à globalização dos serviços financeiros, à microempresa e seu impacto na superação da pobreza, convocado pela Associação Cubana de Produção Animal, o Fundo Latino-Americano de Desenvolvimento, a Rede Alternativa Internacional de Instituições Financeiras da região e outras organizações.

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