Aznar enviou a Guantánamo polícias espanhóis para interrogar a detenidos

13-02-2007

  11:41:14, por Corral   , 466 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

Aznar enviou a Guantánamo polícias espanhóis para interrogar a detenidos

Animal número 64

Prensa latina/ inSurGente.- A Governação do ex presidente José María Aznar enviou polícias a Guantánamo a interrogar a prisioneiros quando Federico Trillo era ministro de Defesa e Angel Acebes de Interior. Os servidores públicos do Corpo Nacional de Polícia foram a Guantánamo entre o 21 e o 26 de julho de 2002 a interrogar, sem autorização de nenhum juiz espanhol, a uma veintena de presos. Os servidores públicos espanhóis viajaram desde Madri em companhia de agentes da CIA para pesquisar a marroquinas. Era a segunda viagem a Guantánamo. No primeiro pessoal da embaixada em Washington viajou para identificar a possíveis detentos hispanos.

Entre estes últimos encontrava-se Hamed Abderramán (Hmido), ceutí detento em Afeganistão, e outros cidadãos marroquinos, segundo fontes oficiais não reveladas.

A operação foi coordenada por Rafael Gómez Menor, um chefe da Unidade Central de Informação Exterior, a qual pesquisava à célula do sírio Abu Dahdah, suposto chefe da o Qaeda em Espanha.

Interrogaram a 20 pessoas, entre elas ao ceutí Hamed Abderramán, e a Lahcen Ikassrien, marroquino residente em Espanha, detido em 2001 em Afeganistão e enviado a Guantánamo com uma pulsera com a inscrição "animal número 64".

Ikassrien revelou que lhe pediram permissão "para gravar o interrogatório e lhes disse que fizessem o que quisessem. Contei-lhes minha verdade, mas eles queriam que lhes dissesse que era um terrorista e que me treinei em Afeganistão, algo que não era verdade". Ikassrien assegura que lhes disse aos polícias espanhóis que ele era marroquino e não lhe podiam interrogar.

"Eles respondiam que queriam me ajudar e eu lhes disse: Cada vez que vindes me torturam os americanos?. O então preso em Guantánamo -agora vive livre em Madrid- sustenta que os polícias espanhóis lhe ofereceram dinheiro e lhe prometeram que dar-lhe-iam a condição de testemunha protegida se colaborava com eles.

Teve uma terceira viagem, que se produziu do 20 ao 24 de janeiro de 2003, quando servidores públicos da embaixada hispana em Washington visitaram ao cidadão espanhol Hamed Abderrahaman Ahmed para gestionar seu translado a Madrid.

Em fevereiro de 2004, Estados Unidos entregou a Hamed às autoridades espanholas, que o puseram a disposição judicial. O Tribunal Supremo declarou que os interrogatórios dos hispanos a Hamed se fizeram sem informação prévia de direitos, sem assistência letrada e sem autorização nem mandato da autoridade judicial espanhola competente.

A detenção em Guantánamo de pessoas sem cargos, garantias, controle nem limites custodiados pelo exército norte-americano, é um fato de impossível explicação e menos justificativa desde a realidade jurídica e política na que está enclavada, expressou o tribunal.

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