CANTA O MELRO: Líbia, o novo Iraque-Mentiras e Patranhas

25-02-2011

  21:41:07, por Corral   , 1766 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MELRO: Líbia, o novo Iraque-Mentiras e Patranhas

A estratégia de "preparaçom de terreno"

O novo Iraque? EEUU e a OTAN baralham umha invasom militar a Líbia

Todos os sinais indicam que depois do falhanço da operaçom lôstrego da CIA para derrocar a Muamar Kadafi em Líbia, agora Washington e os seus aliados da OTAN desenham um "Plano B" para "o isolar" internacionalmente e o estrangular economicamente em umha primeira fase, enquanto criam simultaneamente (com o aparelho da imprensa internacional) as condiçons e a argumentaçom para lançar umha intervençom armada para o derrocar como a Saddam Hussein no Iraque.

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com
IAR Notícias/

Para EEUU e a UE, depois do abortado golpe da CIA, o "pior dos cenários" é que o regime de Kadafi sobreviva à manobra de estrangulamento económico e de isolamento internacional lançado no seu contra.

Para a inteligência USA-europeia-israelita um Kadafi surgindo das suas cinzas com todo o poder é um precedente perigoso e um potencial imám de atracçom e bandeira de luta para os inimigos islâmicos do "eixo do mau".
Fracassaram estrondosamente com a operaçom lôstrego de derrocamento interno do líder líbio, e agora baralham um "Plano B" para "o isolar" internacionalmente em umha primeira fase, enquanto criam as condiçons e a argumentaçom para lançar umha intervençom e o derrocar militarmente como a Saddam Hussein no Iraque.
Como o dixéssemos noutro relatório, salvando distância e cenário internacional, o caso de Kadafi em Líbia reúne semelhanças no económico e no geopolítico com o Iraque de Saddam Hussein. Em Líbia (como no Iraque) o petróleo e a "nova guerra fria" intercapitalista por áreas de influência e de conquista de mercados e recursos estratégicos estám no centro da cena.
A decisom de invadir militarmente a Iraque, foi tomada após inumeráveis falhanços de golpes internos da CIA (utilizando a curdos e chiíes treinados pola CIA) para derrocá-lo ou assassiná-lo.
Na parte geopolítica e económica, Líbia (ao igual que Iraque) em Médio Oriente, é a quarta reserva petroleira da África, e um enclave militar estratégico de primeira ordem para o controlo do tráfico europeu (incluído o energético) no Mar Mediterráneo.
Em resumem, nom exageramos se dizemos que Líbia reviste na África similares características estratégicas que Afeganistám e Paquistám na Ásia Central, Iraque e Síria em Médio Oriente, Irám no Golfo Pérsico, Iemen no Indico, e Sudám no Mar Vermelho, para a aliança sionista EEUU-UE-Israel.
Três blocos dominantes (e de desvincule conflictivo) definem e priorizam as linhas matrizes da ordem capitalista internacional em crise e em guerra (por agora frite) polos mercados e os recursos estratégicos do planeta.

A) EEUU, Uniom Européia e o "eixo ocidental" (Bloco dominante do capitalismo que estende os seus tentáculos para apoderar dos recursos energéticos, rotas e mercados de Eurasia, Africa e Médio Oriente).

B) Rússia, China e o "eixo asiático" (Bloco do capitalismo emergente que disputa umha (por agora) guerra comercial por áreas de influência com o eixo USA-UE que gera roces e conflitos militares como o de Georgia, no Cáucaso).

C) Irám e o "eixo árabe islâmico" (Bloco de países do "eixo do mau" assentados envelope mais de 80% das reservas mundiais do petróleo e dos recursos estratégicos em disputa).

O elemento fundamental que define e dá sustento à contradiçom fundamental (que vai precipitar o desvincule de umha terceira guerra intercapitalista) é o petróleo junto dos recursos estratégicos, como é o caso da água e a biodiversidade, chaves essenciais para o funcionamento global do sistema capitalista, cujas reservas energéticas se esgotam sem que ainda se tenham conseguido alternativas para as substituir.

Todos os conflitos que hoje se desenvolvem no planeta (sejam de ordem político, militar ou social) abrevam em forma subsidiaria nessa guerra subterrânea intercapitalista polo controlo dos recursos estratégicos chaves para a sobrevivência futura das potências capitalistas.

Em general, todo o que EEUU e a UE apresentam como "guerra contra o terrorismo" ou "luta contra os tiranos" nos cenários da Ásia, África ou Médio Oriente, som conflitos fabricados (pola CIA e os serviços ocidentais) como estratégia de posicionamento sobre determinadas fontes de recursos ou zonas de controlo geopolítico militar.

Em cenário inscreve-se o caso de Líbia, que resultou a fruta da torta, o objectivo encoberto, no enquadramento operativo das "revoltas populares" lançadas pola CIA e a inteligência sionista-européia em Médio Oriente e na África dentro de umha estratégia "democratizadora" do domínio imperial

?A estratégia de "preparaçom de terreno"

A instalaçom de um bunker cívico-militar rebelde controlado pola CIA no este líbio, reforça e potencia as possibilidades de futuras operaçons internas para desgastar e desestabilizar a Kadafi desde adentro, preparando as condiçons para umha invasom militar.
Em umha primeira fase, dentro deste tabuleiro projectado em curto prazo, esta estratégia já está a funcionar com umha operaçom de isolamento internacional do regime de Kadafi e os planos de impor sançons económicas a Líbia no Conselho de Segurança da ONU controlado polo eixo USA-UE.
Paralelamente (e como parte complementar da estratégia) começa a se desenvolver umha campanha mediática a nível global para "demonizar" a Kadafi como um criminoso de lesa humanidade contra o seu próprio povo, e que tem como objectivoo central instalar a Kadafi como um "ditador genocida". O parecido com Saddam é pura casualidade.
Todo o desenvolvimento dos acontecimentos, desde o abortado golpe interno da CIA, até as reacçonssssss da "comunidade internacional" (se leia o eixo sionista EEUU-UE) e a gigantesca campanha mediática para "demonizar" ao relíbioooooo, assinala claramente que Kadafi já é o mais sério sucessor de Saddam Hussein na agenda de invason Pentágono e da OTAN.
E já há quatro eslóganes mediático-terroristas de "preparaçom de terreno" e de gestaçom de consenso internacional para umha potencial invasom militar a Líbia que circulam em forma de "informaçom objectiva" polo aparelho manipulador da imprensa internacional:
A) "Líbia está dividida e no caos".
B) Kadafi esta produzindo um "banho de sangue" contra o seu povo.
C) Europa pode ser invadida por milhons de líbios que fogem do "banho de sangue".
D) O petróleo pode disparar-se e os mercados entrar no caos se nom se detém a Kadafi e ao seu regime.
Quem observe atentamente intitulares das grandes correntes mediáticas (e as suas repetidoras locais nos cinco continentes) comprovará que estes quatro eslóganes terroristas som recorrentes e repetidos as 24 horas em diários, agências, rádios e noticiários televisivos.

Com um agregado: O eslogam mais nivelado, repetido e esmagado no cérebro das maiorias a escala global é consigna-a terrorista com o "banho de sangue" que ninguém pode deter em Líbia.

Como as casualidades nom existem, este é o argumento central da manipulaçom mediática internacional para "demonizar" a Kadafi e ao seu regime que já está a funcionar durante as 24 horas em todos os televisores, rádios, diários e agências de notícias do mundo.

O terror (manejado como acçom psicológica na mente das maiorias) sempre tem a funçom de gerar umha situaçom de medo colectivo, e depois sacar da manga umha "soluçom" favorável política e economicamente para quem emprega a aço psicológica terrorista, neste caso a CIA USA e o Mossad israelita.

E no caso do actual "Plano B", que funciona depois do falhanço do golpe da CIA em Líbia, a soluçom (final) é terminar militarmente com Kadafi e o seu regime. Isto é, gerar as condiçons internacionais para invadir militarmente a Líbia. Tal como o fizeram com Saddam Hussein no Iraque há oito anos.

A tese do "banho de sangue"

A partir do fracassado golpe lôstrego da CIA, desenvolve-se umha gigantesca campanha da imprensa sionista internacional para apresentar a Líbia "dividida e no caos".

E embora nom há mais registos de mortos ou de combates relevantes (desde as fontes golpistas) bombardeiam os cérebros em massa com o "banho de sangue" produzido polo (agora) "ditador genocida" que permanece ao comando após esmagar a sangue e fogo a rebeliom.

Em outro ponto da acçom psicológica, o aparelho mediático sionista (com a sua corrente de repetidoras locais em todos os continentes) lança eslóganes terroristas com a possível "invasom em massa" de líbios a Europa fugindo do "banho de sangue" no seu país.

A pressom mediática supera qualquer imaginaçom. Os consórcios comunicacionais do sionismo, que calam (e calaram) sistematicamente os massacres provados e filmadas de Israel em Gaza e em Líbano, que silenciam a diário os extermínios militares em massa de EEUU e a OTAN nos territórios ocupados na Ásia e em África, estám em umha ofensiva gigantesca, quase demencial, para "parar o banho de sangue" de Kadafi em Líbia.

É tanto o surrealismo paranoico, a impunidade "informativa, a carência de contra-informaçomm (nem sequer a imprensa alternativa de "esquerda" difunde informaçom ou análises objectivas sobre Líbia) que a estratégia imperial nivela sem nengumha barreira os cérebros em umha mesma direcçom: A condenaçom internacional ao "banho de sangue de Kadafi".

A partir deste princípio de máxima, em Washington e nas metrópoles imperiais européias chovem, cozinham-se a fogo lento todo o tipo de versons e rumores sobre umha intervençom militar de EEUU e a OTAN no país petroleiro.
O eslogam do "banho de sangue", esmagado noite e dia na psicologia colectiva, é o argumento central que alimenta as teses e avaliaçons de umha intervençom (se leia invasom) militar a Líbia.
Dentro deste cenário manipulador e surrealista, o gerente negro do Estado imperial mais criminoso da história da humanidade Barack Obama, saiu ontem a anunciar, quase abertamente, umha possível intervençom em Líbia para "parar o banho de sangue de Kadafi".
O "banho de sangue" e o "sofrimento" em Líbia constituem "um escândalo" e som "inaceitáveis", afirmou ontem o presidente de EEUU, Barack Obama, quem indicou que o seu Governo prepara "toda umha gama de opçons" contra o regime de Kadafi".
Obama sublinhou que deu instruçons aos seus assessores para que "preparem toda a gama de opçons com que contamos para responder a esta crise", e assinalou tanto medidas unilaterais como outras que se podam tomar em coordenaçom com outros sócios internacionais.
A esta expressom quase aberta de intervençom por parte do gerente da primeira potência imperial, somou-se o governo da França, cujo presidente, Nicolás Sarkozi, é a replica feijom de "sócio estratégico" de EEUU que representava Tony Blair em Grã-Bretanha.

França, por boca do seu ministro de Defesa, advogou por umha intervençom internacional a Líbia para deter o "banho de sangue" regime de Kadafi.

Em declaraçons à emissora France Inter, o ministro francês de Defesa, Alain Juppé, estimou nesta quinta-feira que a comunidade internacional "deve intervir" em Líbia e expressou o seu desejo de que o líder deste país, Muamar Kadafi esteja a viver "os seus últimos momentos".

Som os primeiros sinais claros, expressadas em voz alta, de que em EEUU e a Uniom Européia já consideram a Líbia em "lista de espera" na agenda invasora da OTAN e o Pentágono.

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