Carta aberta à cámara municipal de Ordes: nom à homenagem a El Soldado Lois

Carta aberta à cámara municipal de Ordes: nom à homenagem a El Soldado Lois

01-10-2009

Da Associaçom Cultural Foucelhas expomos, acerca da homenagem a “El Soldado Lois” que cada ano tem lugar no cemitério municipal do Laranjal, com a participaçom da Infantaria de Marinha da Armada Espanhola e com a colaboraçom da corporaçom municipal, que:

1)É umha vergonha que a cámara municipal de Ordes siga participando numha homenagem franquista que instrumentalizou a morte de um jovem de Ordes recrutado à força, e obrigado a abandonar a sua noiva, família e trabalho, Manuel Lois Garcia, convertendo-o num involuntário símbolo da vitória do Golpe de Estado fascista de 1936.

Continua:

2)É umha autêntica barbaridade que a citada homenagem a “El Soldado Lois” seja realizada na parede Norte do cemitério do Laranjal, onde se erigiu o mausoléu a “El Soldado Lois”, justo acima do lugar onde pessoas de várias localidades galegas foram fusiladas e sepultadas em fossas comuns polos falangistas. [Ver http://agal-gz.org/blogues/index.php/foucelhas/2009/10/01/ordes-a-vila-que-mais-passeados-suportou]

3)O governo municipal de Ordes leva anos a ser cúmplice passivo do franquismo, tolerando numerosos símbolos franquistas nas suas ruas e mesmo na céntrica Alameda. Nom realizou tampouco o mínimo gesto de reparaçom moral das vítimas da ditadura franquista em Ordes, a excepçom de algumha discreta cerimónia em Boisaca, bem longe da vila, e negando o carácter político dos ali fusilados. Inclusive em publicaçons do concelho, como é a Guía turística cultural. Ordes. El espejo de una tierra, editada em espanhol no ano 1999, fai-se gala de umha prosa pró-franquista, em frases em referência a “El Soldado Lois” como a que segue: “...la Providencia le había elegido para realizar un acto sublime en defensa de su Patria”, que, aliás, de ser um plágio descarado ao historiador Carlos Fernández Santander, demonstra bem às claras o que se segue a entender nesta cámara municipal por “Pátria” setenta anos depois de que as nossas cunetas se encheram de mortos. Outro exemplo é o da página web oficial do concelho, www.concellodeordes.com., onde na resenha histórica se fala do “Heroe da nosa Guerra Civil Española” (num parágrafo, aliás, cheio de gralhas ortográficas).

4)Nom se apartou tampouco demasiado na prática do espírito franquista e dos seus valores militares, a) premiando à Guarda Civil com um terreno grátis, numha zona qualificada como nom urbanizável, para a construçom de umha casa-quartel, quando nem sequer é competência municipal senom do Estado espanhol e o governo municipal está a solicitar empréstimos para pagar as dívidas que tem com empresas do concelho que, em plena crise, nom podem cobrar o que o município lhes deve; b) colaborando anualmente com o exército espanhol em exibiçons às que som levadas as crianças do concelho inculcando uns valores belicistas de duvidosa moralidade.

Por todo isto solicitamos-lhes ao governo municipal de Ordes que:

1)Deixem de participar nessa selvagem cerimónia, que mostra umha total falta de respeito tanto a familiares e amigos das vítimas da repressom fascista em Ordes, que tenhem que ver, ano após ano, como a tumba de democratas fusilados serve de altar a umha celebraçom franquista, como a toda a sociedade ordense e galega que acredita na democracia. Aliás, nom é justo para o próprio Manuel Lois Garcia que a sua morte honrada seja empregada como um instrumento da direita espanholista; ocupando um comprometido posto de humilhaçom face os seus vizinhos assassinados.

2)Eliminem os restos de simbologia franquista que ainda ficam no concelho, começando polo monolito a “El Soldado Lois” e o nome da Alameda.

3)Publiquem o censo de pessoas retaliadas durante o golpe militar fascista de 1936 e posteriormente a conseqüência do mesmo, com o fim de repará-las moralmente e dar-lhes a homenagem que merecem como mortos por defender a democracia.

4)Sejam exumados os cadáveres enterrados polos falangistas em todo o concelho e, especialmente, no cemitério municipal onde se fai a ignominiosa homenagem a “El Soldado Lois”.

Em Ordes, Setembro de 2009, a Associaçom Cultural Foucelhas.

Para baixar a carta em PDF junto com o anexo documental: http://galiza.indymedia.org/media/2009/10//21076.pdf

Escrito às 12:28:44 nas castegorias: MEMÓRIA
por foucelhas Email , 708 palavras, 519 visualizaçons   Português (GZ)   Chuza!

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1 comentário

Comentário de: A.C.Foucelhas [Visitante] · http://foucelhas.agal-gz.com
A única resposta recebida da cámara municipal até o momento é esta (através do Xornal de Galicia):

Ordes “non apoia o franquismo”

Xornal.com

A corporación municipal de Ordes (A Coruña) apoiará os actos de homenaxe ao soldado Lois –un heroe franquista– malia ás críticas da Asociación Cultural Foucelhas. O pasado mércores, a entidade reclamou ao Concello que deixen de apoiar os actos na honra deste rapaz da vila que celebra a Armada en novembro. Dende Foucelhas comentaron que se trata “dunha falta de respecto aos familiares das vítimas da represión franquista en Ordes” xa que, supostamente, o monolito en recordo do soldado erixiuse no lugar onde foron fusilados moitos paseados. No entanto, o alcalde, Manuel Regos, defende que a súa corporación “non apoia o franquismo” pero este soldado, á marxe do seu bando, é “fillo predilecto de Ordes por salvar aos seus compañeiros” dunha explosión no buque Baleares en 1937.

http://www.xornal.com/artigo/2009/10/02/galicia/ordes-non-apoia-franquismo/2009100222382832931.html

04-10-2009 @ 17:19

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