resistir.info
A óptica de classe dos governantes da União Europeia ficou bem caracterizada pelas últimas medidas adoptadas.
Primeiro emprestaram a mão-cheias – à taxa de 1% – aos banqueiros que provocaram a crise. A seguir emprestam – à taxa de 5% – às vítimas gregas dessa mesma crise.
Por outro lado, esta Europa pretende controlar os orçamentos dos Estados membros antes mesmo de estes serem aprovados pelos respectivos parlamentos. E ao mesmo tempo, recusa-se a aplicar um imposto aos bancos que provocaram a crise e que receberam centenas de milhares de milhões de euros de ajudas públicas para sanar os seus balanços apodrecidos — eles continuarão a obter lucros milionários.
Paul Krugman
The New York Times
Saqueio: o mundo económico das quebras com fins de lucro.
A maior parte da discussom sobre o papel da fraude na crise centrou-se em duas formas de engano: os empréstimos abusivos e a distorçom respeito dos riscos. Nom cabe dúvida de que alguns tomadores de empréstimos foram seduzidos para tomar créditos caros e complexos que nom compreendiam -processo facilitado polos reguladores federais da era Bush-. Ademais, os emissores de empréstimos subprime nom conservavam os créditos que faziam. Vendiam-nos a investidores, sabendo que era grande o potencial de perdas futuras.
De novo o saqueio. Nestes dias a Comissom de Valores de Estados Unidos acusa a Goldman de ter criado e vendido títulos que estavam destinados a fracassar, de forma tal de que um cliente importante fizesse dinheiro com esse falhanço. Isto é o que chamo saqueio.
Grande parte da indústria financeira converteu-se numha tramóia, num jogo no que a um punhado de pessoas se lhe pagam enormes somas para enganar e explodir aos consumidores e investidores. E se nom pomos coto a estas práticas, a tramóia seguirá.