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23-06-2017

  15:25:00, por artabria   , 349 palavras  
Categorias: Documentos

Despedimos John e com ele reivindicamos o pessimismo da razom e o otimismo da vontade

Quando umha entidade fai anos, ela vai inevitavelmente perdendo companheiros e companheiras por diversas causas, incluído o incontornável fim da nossa existência como pessoas individuais.

A ausência de alguns deles, que dedicárom boa parte do melhor das suas vidas a todo aquilo que nos une, magoa-nos especialmente. Esse é o caso do Joám Paz: o nosso John.

Membro fundador da Associaçom Reintegracionista Artábria, a inícios dos anos 90, e da Fundaçom Artábria, a finais dessa década, ocupou postos de responsabilidade durante anos, até se ver forçado à emigraçom em Espanha. Nunca abandonou a sua participaçom na Artábria, reincorporando-se nos últimos anos, já de regresso ao nosso país.

Reintegracionista convencido desde a juventude, foi também sócio da AGAL e da AEG até o seu derradeiro dia de vida.

Politicamente, era comunista, ateu e independentista. Como tal, foi militante de NÓS-Unidade Popular durante os anos de existência dessa organizaçom da esquerda independentista galega.

Amante da cultura e da Galiza, o John foi um ativista permenente em defesa da língua e dos direitos nacionais do nosso país. Era também um firme defensor da ciência desmercantilizada e ao serviço da humanidade, inimigo de toda forma de pensamento mágico.

A Fundaçom Artábria quer, nestes momentos de profunda tristeza, render pública homenagem ao nosso companheiro de tantos anos de luita, de entrega militante e de alegria de viver polo bem coletivo do povo galego, com umha posiçom inequivocamente de classe.

Para além do dito, o John era umha boa pessoa, um ser humano excecional. Um de tantos que trabalham sem mais interesse que servir ao seu povo, sem que a maioria dele chegue nem sequer a saber que existírom. Por isso achamos tam necessário este reconhecimento público.

Nom exageramos ao afirmarmos que a de hoje foi umha grande perda nom só para a Fundaçom Artábria, mas também para a Galiza.

O amigo, o companheiro John fica para sempre na nossa lembrança e despedimo-lo com umha sentença de António Gramsci de que ele tanto gostava e que tam bem difine a sua trajetória vital: "O pessimismo da razom, o otimismo da vontade".

Ferrol, Galiza, 23 de junho de 2017

07-06-2017

02-06-2017

  17:17:00, por artabria   , 320 palavras  
Categorias: Documentos

Os Centros Sociais galegos em Solidariedade com o CSOA Escárnio e Maldizer e contra a repressom policial

Os coletivos abaixo-assinados, integrantes do movimento popular galego e empenhados na construçom de espaços para a cultura contra-hegemónica e ao serviço do povo galego, declaramos:

1. A nossa solidariedade incondicional com o CSOA Escárnio e Maldizer, centro social ocupado com o qual trabalhamos em diversas iniciativas conjuntas, mostrando-se sempre como um coletivo comprometido com a construçom de alternativas ao embrutecimento e mercantilizaçom cultural dominantes.

2. O nosso apoio a um coletivo que foi vítima das forças repressivas por recuperar um espaço privado abandonado polos proprietários e que foi reconvertido num bem público. A defesa de tam elementar direito custou nom só um despejo violento do edifício, mas também ferimentos a várias pessoas e a detençom e acusaçom arbitrária de um vizinho.

3. A nossa condena à política de perseguiçom policial e mediática contra iniciativas nom controladas pola institucionalidade burguesa. A burda criminalizaçom e desprestígio induzidos polos principais meios de comunicaçom privados e mesmo públicos contra o CSOA Escárnio e Maldizer confirmam a necessidade permanente de auto-organizaçom popular em cada ámbito de luita social e de construçom nacional.

4. O nosso compromisso no fortalecimento e na criaçom de espaços que permitam avançar na galeguizaçom e desmercantilizaçom da nossa cultura, em coordenaçom permanente com outras entidades comprometidas com idênticos objetivos nos mais diversos ámbitos: laboral, político, feminista, comunicativo, ambiental, etc.

5. Apelamos ao movimento popular galego à unidade e à autodefesa, construindo novas ferramentas ao serviço dos interesses do nosso povo, combatendo a manipulaçom informativa e a repressom judicial-policial.

Galiza, 1 de junho de 2017

Ateneo Libertário A Engranaxe (Lugo)

Centro Social A Comuna (Corunha)

Centro Social A Galleira (Ourense)

Centro Social A Gentalha do Pichel (Compostela)

Centro Social A Revolta (Vigo)

Centro Social Fuscalho (A Guarda)

Centro Social Gomes Gaioso (Corunha)

Centro Social Madia Leva (Lugo)

Centro Social O Fresco (Ponte Areias)

Centro Social Xebra (Burela)

Centro Social Autoxestionado do Sar (Compostela)

Centro Social Ocupado A Insumisa (Corunha)

Coletivo Terra (Pontedeume)

Fundaçom Artábria (Ferrol)

Local Social Faisca (Vigo)

17-05-2017

  01:32:00, por artabria   , 454 palavras  
Categorias: Concertos

Nom chega trocar desprezo por desleixo: queremos Ferrol todo o ano em Galego

Cada vez que nos achegamos a um novo Dia das Letras, as instituiçons públicas vestem as roupas da normalizaçom lingüística, com iniciativas amáveis para a língua, julgando que, com isso, já cumprírom o seu compromisso com o principal sinal de identidade do nosso povo.

Nom seremos nós, a Fundaçom Artábria, que lamentemos que se desenvolvam inciativas de todo o tipo, unidas polo simbolismo da exibiçom social do galego. Entre outras cousas, porque também a nossa entidade participa do importante número de atos culturais protagonizados polo nosso idioma nestes dias, em torno do 17 de Maio.

Porém, queremos também sublinhar a anormalidade que em si mesma representa essa sobre-exposiçom repentina do nosso idioma, ao nom ter correspondência com o que o resto do ano acontece: o galego malvive à sombra do espanhol, principal favorecido polas políticas institucionais deste País.

Seria fácil culpabilizar tal ou qual governo pola grave situaçom que o nosso idioma sofre, mas o certo é que som centenas as instituiçons públicas (municipais, provinciais, autonómicas...) e escassíssimas as que contam com qualquer cousa parecida com um planeamento anual com objetivos claros orientados à recuperaçom social do galego.

O Governo local de Ferrol, em maos do grupo Ferrol em Comum (FeC) nom é umha exceçom. Por mais que o atual governo se tenha apresentado às últimas eleiçons como representante da "nova política", estamos já em condiçons de avaliar negativamente o continuísmo da sua política lingüística.

Nisso, o atual governo é tam "velha política" como os anteriores. Nom porque assuma as posiçons de desprezo que caracterizárom o governo anterior, mas si porque nengum deles, até hoje, tem aplicado umha política lingüística que vaia mais longe da galeguizaçom administrativa, no melhor dos casos. Bem pouco para as necessidades que como ferrolanos e ferrolanas conscientes detetamos na hora de exercermos a nossa galeguidade coletiva no nosso concelho.

Olhando para o passado, outros governos municipais chegárom a realizar diagnósticos e a propor medidas para Ferrol, mas poucas fôrom efetivadas e muitas delas abandonadas. Umha pobre bagagem que o atual governo nom está a superar.

Devemos, portanto, como entidade popular ferrolana, exercer a nossa responsabilidade social, denunciando a falta de apoio para a nossa língua ao longo do ano, também por parte do atual Governo ferrolano. Nom chega com trocar o desprezo polo desleixo: é imprescindível que as instituiçons públicas, neste caso o Governo e a Corporaçom municipal de Ferrol, assumam umha verdadeira e efetiva responsabilidade institucional na recuperaçom social do galego.

Como parte do tecido associativo ferrolano, a nossa entidade continuará a exercer um firme ativismo orientado a forçar umha mudança de fundo na política lingüística deste e de qualquer governo, como vimos fazendo há mais de duas décadas.

Fundaçom Artábria
Ferrol, 17 de maio de 2017
Dia das Letras Galegas

16-05-2017

  02:11:00, por artabria   , 443 palavras  
Categorias: Concertos

Intervençom do nosso companheiro Vitor Santalha na homenagem a Carvalho Calero no XXVII Aniversário do seu passamento

Hoje completam-se 27 anos do passamento de Carvalho Calero, e mais um ano, reservamos um pedaço das nossas vidas para mostrarmos os nossos respeitos pola figura deste notável ferrolano, insubornável loitador a prol da cultura, a língua ou dos direitos soberanos do nosso País.

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06-04-2017

  00:27:00, por artabria   , 611 palavras  
Categorias: Concertos

Disponibilizamos o programa de atividades para o mês de abril

Música, palestras, gastronomia, atividades para crianças... enchem o programa do mês da Revoluçom dos Cravos na Fundaçom Artábria. Este mês servirá também para comemorar o centenário da criaçom das Irmandades da Fala em Ferrol, com várias atividades programadas.

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Horário de Abertura
- Segundas a sextas 10.00h-13.30h // 17.30h-feche
- Sextas e Sábados 18.00h-feche

A Associaçom Reintegracionista Artábria, nascida em 1992 em Narom, transformou-se em abril de 1998 em Fundaçom, inaugurando em setembro desse mesmo ano o seu Centro Social.

A Fundaçom Artábria está declarada de Interesse Galego e classificada de interesse cultural, com o número de inscriçom 54 e CIF:G15645518.


Para saberes mais, lê a definiçom da Artábria na wikipédia + info

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