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O Diário Liberdade entrevistou o companheiro Joqui

27-06-2010

Link permanente 12:20:32, por Fundaçom ARTÁBRIA Email , 1041 palavras, 228 visualizaçons   Português (GZ)
Categorias: Festival da Terra e da Língua, Actividades mês a mês

O Diário Liberdade entrevistou o companheiro Joqui

Reproduzimos a seguir a entrevista que o site soberanista e anticapitalista galego Diário Liberdade realizou ao nosso companheiro Joqui, com motivo do X aniversário do Festival da Terra e da Língua.

Continua:

Fonte da entrevista aqui.

Joaquim Bouça, da Fundaçom Artábria: "O Festival é umha pequena heroicidade colectiva"

Neste fim de semana decorre a X ediçom do Festival da Terra e da Língua, no Moinho de Pedroso, em Narom.

A ocasiom merece umha conversa com o companheiro Joaquim Bouça Leirachá, recente incorporaçom à Junta Directiva da Fundaçom Artábria e um dos responsáveis pola organizaçom deste evento de referência do Verao festivo galego.

Com efeito, a Fundaçom Artábria é o Centro Social decano do reintegracionismo galego, aberto em 1998 com o objectivo de socializar a consciência lingüística e a defesa da unidade do ámbito lingüístico galego-luso-brasileiro. O Festival converteu-se, dous anos mais tarde, no evento mais importante da entidade ao longo do ano, servindo para levar fora do Centro Social todo o que a Artábria defende.

Dez anos depois, o Festival continua em pé e, como cada Verao, traz à Terra de Trasancos música, jogos e outras actividades culturais e desportivas, sempre com o compromisso social e lingüístico como pano de fundo.

Eis a conversa que mantivemos com o companheiro Joaquim Bouça.

DL - Como avaliades estes 10 anos de Festival da Terra e da Língua?

Talvez nom seja eu a pessoa mais adequada para responder a isso, pois se bem tenho desfrutado assistindo outros anos, este é o meu primeiro festival como organizador. Em todo o caso, com a perspectiva que dá vê-lo primeiro de fora e agora de dentro, diria que este é um espaço onde confluem os diferentes ámbitos de actuaçom da Fundaçom Artábria ao longo do ano.

No Centro Social organizamos concertos, palestras, teatro... aderimos a dinámicas reivindicativas e mobilizadoras da nossa comarca. Agora, no Festival, todo isso fica concentrado num fim de semana, devidamente enchoupado de festa e lazer. Isso tem sido este Festival nestes dez anos e isso vai ser também desta vez, com mais motivo.

DL. Qual é o atractivo da oferta deste ano?

Bom, para além do décimo aniversário, gostava de destacar que nom vai chover, o que é importante para garantir a diversom. Por outra parte, o programa é muito variado e cada qual vai encontrar um ou mais conteúdos de interesse: desde os jogos tradicionais até o festivalzinho, pensado para as crianças. Também espectáculo de clown, para crianças e pessoas adultas.

Como cada ano, temos um debate central, nesta ocasiom protagonizado pola situaçom do nosso idioma. Aí contaremos com a participaçom de várias pessoas que fam trabalho nesse ámbito e, como sempre, a reflexom e o debate incluirám a intervençom do público.

Com motivo dos dez anos de Festival, nom podia faltar a exposiçom fotográfica desta década de Festival da Terra e da Língua, montada a partir de contributos de sócios e sócias assistentes durante estes anos, sobretodo do companheiro Ernesto, 'fotógrafo oficial' da Artábria e do Festival.

Também na música temos umha boa oferta: folc, blus, grindcore, hip-hpo e ska riggy. Nada mal, nom é? Os grupos som Boj, Maghúa, Estimava que vinheras, Wisdom, Kave GZ e Lamatumbá.

Enfim, já vedes que temos para todos os gostos.

DL. Como financiades a iniciativa?

Pois, sobretodo, com muitas dificuldades (risos). Nom temos fins lucrativos e conformamo-nos com nom perder muito dinheiro, mas cada ano é um desafio consegui-lo, porque se movimenta bastante dinheiro e as ajudas com que contamos som pequenas. Sim há que dizer que a Cámara de Narom nos tem apoiado durante todos estes anos, ao que se acrescenta o trabalho da nossa base social, que vende rifas, contrata publicidades e paga quotas de maneira muito militante.

A isso soma-se o trabalho físico que supom montar e desmontar todo o Festival, assim como preparar e vender comida e bebida durante os dias que dura. É umha pequena heroicidade colectiva.

DL. Porque o dedicades mais um ano à língua?

Nom podia ser doutra forma, dadas as circunstáncias. Os últimos meses estám cheios de exemplos de agessons institucionais ao nosso idioma, tais com a supressom da obrigatoriedade do seu conhecimento das provas de acesso à funçom pública, o novo decreto de ensino, a reduçom do investimento em matéria de política lingüística e a espanholizaçom da sanidade, dos meios de comunicaçom, da justiça, da administraçom, etc.

O actual governo está indo mais longe que ninguém no incumprimento da obrigaçom que tem de assumir políticas em favor do galego, como língua secularmente submetida. O nosso povo tem muitos séculos de língua às costas e nom podemos admitir que no-la queiram exterminar.

Em definitivo, é imprescindível tornarmos explícito, mais umha vez, o nosso compromisso total com o galego.

DL. Pertences a umha nova geraçom de sócios e sócias da Artábria, que abriu o seu centro social há mais de umha década. Qual é o presente e, sobretodo, qual crês que será o futuro da Fundaçom Artábria?

O presente é o de um grupo de pessoas com uns valores, umhas inquietaçons comuns, que trabalhamos dia a dia com o único reconhecimento de sentirmos que com a nossa dedicaçom contribuímos para manter e reivindicar umha história, umha língua, um estilo de vida saudável para a cultura do nosso povo.

Estou convencido de que, se este jeito de trabalharmos for mantido, a Fundaçom Artábria tem o futuro assegurado, independentemente de que poda haver recámbios de pessoas concretas, o que é normal num projecto colectivo com tantos anos já de trabalho.

O próprio Festival é umha boa síntese desse trabalho colectivo, que apresentamos cada Verao a quem nos visita no Moinho de Pedroso.

DL. Di algo para animar quem nos lê a passar polo Moinho de Pedroso neste fim de semana.

Já dixem muita cousa! Só quero encorajar as pessoas a virem e desfrutarem, sobretodo quem ainda nom conhece o Festival. Para elém do que já dixem, o aspecto gastronómico tem a sua importáncia e também é umha escusa para celebrar connosco estes 10 anos de Terra e de Língua.

Só nos resta agradecer ao companheiro Joaquim a sua amabilidade ao receber-nos e convidar as nossas leitoras e leitores a visitar a zona natural do Moinho de Pedroso, onde nos dias 25 e 26 de Junho decorre esta X ediçom do Festival da Terra e da Língua.

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Em Abril de 1998 nasce a Fundaçom Artábria, em Setembro do mesmo ano inaugura o seu Centro Social. A Fundaçom Artábria está declarada de Interesse Galego e classificada de interesse cultural, com o número de inscriçom 54. O Código de Identificaçom Fiscal (CIF) é G15645518. A morada está na Travessa de Batalhons nº 7 rés-do-chao Esteiro-Ferrol (Galiza. Para saberes mais, lê a definiçom da Artábria na wikipédia + info

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