Alfredo Jalife-Rahme - La Jornada, México
Tanto o estadunidense Paul Krugman (de The New York Times) como o alemám Wolfgang Munchau (de The Financial Times) coincidírom correctamente em que a bomba de tempo do euro se encontra em Espanha, mais que no resto dos PIIGS.
Pudemos dizer: mais que em Espanha, o epicentro da crise do euro se localiza no Banco Santander: banco de palha de suposta propriedade da família real britânica e baixo hipotético controle do insolvente Royal Bank of Scotland (RBS), que se consagrou de jeito tolo à especulaçom de bens raízes.
Banco Santander serviu de cavalo troiano dos interesses financeiros da Gram-Bretanha para penetrar nas entranhas de Latinoamérica, em particular no Brasil, onde capturou o jugoso negócio da dívida governamental que paga os interesses mais elevados do planeta entre as economias respeitáveis.
Grupo Santander foi atrapado no suposto branqueio de dinheiro nas suas transacçons delictivas com o defraudador universal Bernie Madoff, um instrumento do sionismo financeiro global quando o banco espanhol "perdeu" em forma estranha quase 4 mil milhons de dólares.
Nos anos 2007 e 2008 Grupo Santander recebeu umha em massa injecçom de fundos polo Banco Central Europeu (BCE), que representou um resgate encoberto da banca espanhola e que beneficiou em última instância a Gram-Bretanha (G
.O BCE nom sabe para quem trabalha. Cabe recordar que GB nom adoptou o euro e hoje os seus principais palafreneiros multimediáticos festejam a sua acertada decisom.
Grupo Santander governa e controla Espanha como Goldman Sachs a EU?
Santos González, "capo" da Associaçom Hipotecaria Espanhola, admitiu que a dívida das imobiliárias de bens raízes, por quase 500 mil milhons de dólares constitui o principal problema da banca espanhola: bem mais que as impagáveis hipotecas delinquênciais
Santos solicitou que se permitisse aos credores ser compensados com os activos das hipotecarias praticamente avariadas com o fim de nom danara " qualificaçom (sic) creditaria" de Espanha nem prejudicar aos bancos. Santos, que parece um aldeao ígnaro da globalizaçom financeira anglosajona, nom entende que o problema som os bancos "globais" do G-7 que urge domar dantes que aniquilem o género humano.
Santander, com pretensons de converter-se no maior banco da euro zona, perdeu na semana passada 16 por cento do seu valor e ostenta a maior exposiçom dos créditos imobiliários em Espanha. Em datas recentes foi degradado pola qualificadora Fitch em dous dos seus fundos,"assegurados" polos empréstimos dos insolventes consumidores e por compra-a de automóveis impagáveis... ¡Demencial!
A ministra de Finanças (estivemos a ponto de escrever "Fianças") Helena Salgado, viajou a Londres, acompanhada do seu segundo da bordo, o "secretário de Estado de Economia", José Manuel Campa, para suplicar aos portadores de dívida espanhola continuar o seu martírio de seguir comprando mais dívida.
O mais interessante radicou em que Salgado, duplamente seqüestrada pola banca londinense e por Grupo Santander (a final de contas o verdugo bicéfalo é o mesmo), se reuniu com os editores de The Financial Times (rotativo que também tem estado hiperactivo para desquartizar ao euro), quiçá para implorar benevolência e/ou tranqüilizar aos "mercados" teledirigidos.
Dous do que denominamos a banca negra, Santander e Citigroup, além do britânico Barclay, organizaram um encontro de Campa desalmado neoliberal, "professor" (¡supersic!) do Grupo Santander, e com fortes laços com Goldman Sachs, JP Morgan e Citigroup com 150 especuladores, perdom, "inversionistas", onde se humilhou a grau tal de prometer medidas draconianas de austeridade (mais) para defender ao euro e que vam desde o selvagem recorte orçamentário passando polo seqüestro dos fundos de pensons até em massa despedimentos trabalhistas com diminuiçom de salários quando proliferam 4 milhons de desempregados em Espanha . ¡Puro etnocídio financeiro!
Campa, quem nom se imuta dos seus obscenos conflitos de interesses actua e, mais que salvar a Espanha, procura a redençom de Grupo Santander.
A verdadeira pandemia global nom é a influenza H1N1 montada polo charlatanismo da OMS (financiada pola Fundaçom Rockefeller: membro conspícuo do sionismo financeiro global), senom o tóxico vírus financeiro anglosajom de carácter quádruplemente especulativo, depredador, parasitário e antihumhano.
Iarnoticias
Finalmente os bilhonarios fundos públicos utilizados para salvar aos mega-consórcios bancários e industriais terminaram gerando umha dívida impagável e um vermelho crónico nas contas fiscais das naçom capitalistas centrais (principalmente EEUU e a UE). A nova crise, como o assinala The Financial Times, já está a ser exportada desde EEUU mediante o endividamento sem respaldo que explode o dólar como "refúgio seguro" para os especuladores internacionais
Chegou o impacto que faltava: O custo (económico e social) que demandará aos Estados capitalistas (começando por EEUU e as economias centrais) o salvataje (com dinheiro público de todos os contribuintes) dos grandes conglomerados bancários e empresariais que figeram estalar a "borbulha" do colapso financeiro a escala global. Segundo o emblemático vozeiro do mundo financeiro imperial europeu, The Financial Times, a crise grega traspusso as barreiras da euro zona e já chegou a EEUU, de onde partiram originalmente as suas causas.
A crise fiscal, assinala o Financial, "Começou em Atenas e estendeu-se a Lisboa e Madrid, mas seria um grave erro achar que a crise de dívida soberana afectará somente às economias mais débeis da euro zona. O problema nom se limita ao Mediterráneo. Estamos ante umha crise fiscal do mundo ocidental. As suas ramificaçons bem mais profundas do que a maior parte dos investidores crêem".
Chamemo-lhe geometria fractal da dívida, sublinha o Financial: o problema é basicamente o mesmo em Islândia, Irlanda, Reino Unido ou EEUU; o único que varia é o tamanho
O Fundo Monetário Internacional publicou recentemente um relatório sobre os ajustes fiscais que as economias desenvolvidas precisariam acometer. Os pior localizados, segundo o FMI, resultaram ser Japom e Reino Unido, com um ajuste fiscal de 13% do PIB, seguidos de Irlanda, Espanha e Grécia, com um 9%. Em sexto lugar aparecia EEUU, que, segundo os critérios do FMI, precisaria ajustar a sua política fiscal um 8% do PIB
Ossiam/Insurgente
Vostede terá que pagar 35 (TRINTA E CINCO)anos para cobrar umha pensom; os quenta-cadeiras (parlamentares), apenas 7 (SETE).
Se tem menos de 51 anos, vostede aposentar-se-á aos 67. Isso desde que tenha cotado durante 35 anos. Os espanhóis nascidos entre mediados dos 50 e os 70 serám os “paganinis” pois terám que pagarr mais anos para poder cobrar o 100% de suas pensons. A casta política tê-lo-á bem mais fácil: basta-lhes com jurar o cargo e acumular sete anos de exercício para poder obter a pensom máxima por jubilaçom. Os “curros”, a pagar toda a vida. Os quenta-cadeiras (parlamentares), só 7 anos, chanchulhos e negocietes, aparte.
As pensons perigam, porém os políticos nom estám dispostos a se desprender das suas prebendas. Nom contemplam outra medida de austeridade que nom seja lhes exigir aos espanhóis trabalhar dous anos mais para cobrar menos nas suas pensons.
Estes som os escandalosos privilégios dos que goza a casta política enquanto os espanhóis pagam do seu peto os pratos rachados da política de dilapidaçom, corrupçom e saqueio dos governos e parlamentares da monarquia bourbonica.
Somar até três pensons
Para os altos cargos institucionais (ministros, deputados, secretários de Estado, etc) existe a possibilidade de compatibilizar duas e até três tipos de pensons como recompensa polo árduo trabalho realizado.
O cidadao da pé nunca poderá perceber dous salários do erário público, o ministro, o senador, deputado, secretário, etc., poderám perceber dous e três salários.
Todos os contribuintes devem tributar por seus rendimentos, mas um terço do salário dos deputados ou senadores nom está sujeito a IRPF porque se considera como indemnizaçom para gastos de seu cargo.
Pensom parlamentar
Todos nós devemos pagar durante 35 anos para cobrar a totalidade da base reguladora da pensom à que tenhamos direito, no entanto aos membros do Governo lhes basta com jurar o cargo e acumular sete anos de exercício para poder obter a pensom máxima de jubilaçom.
Indemnizaçom por cesse
Quando o ministro cessa em seu cargo, tem direito a umha indemnizaçom de 80% de seu salário até dous anos como máximo e tal perceçom de quantidades podê-la-á compartilhar com a remuneraçom por deputado ou senador e quando cesse no cargo de deputado ou senador também terá direito a umha indemnizaçom por cesse que será umha mensalidade por ano de cargo e ademais terá assegurada a base máxima da pensom de jubilaçom se tem estado no cargo parlamentar ao menos sete anos.
Insurgente
Num mundo onde um meninho menor de dez anos morre a cada cinco segundos por fame; mais de 60 milhons de mulheres dam a luz sem assistência médica; 2,400 milhons de pessoas carecem do acesso a serviços sanitários básicos; umha terceira parte do planeta, segundo a OMS, nom tem acesso aos medicamentos essenciais e mais de 10 milhons de meninos morrem anualmente por doenças para as que existem tratamentos; a poderosa indústria farmacêutica, concentrada num punhado de empresas de países altamente desenvolvidos e que monopolizam mais de 85% do valor da produçom mundial de fármacos, em boa parte protegidos por um sistema de patentes totalmente injusto, arbitrário e fora de controle, gera utilidades superiores aos 446 mil milhons de dólares anuais.