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Roteiro Xoán Manuel Pintos no sábado 29 de OutubroRoteiro Xoán Manuel Pintos no sábado 29 de Outubro
![]() O Sábado 29 de Outubro, às 18:00h, a Associaçom Cultural Revira organizará o Roteiro Xoán Manuel Pintos em colaboraçom com o Serviço de Normalizaçom Lingüística do Concelho de Ponte Vedra enquadrado dentro da celebraçom do "Ano Pintos" que se lhe adica a este ilustre pontevedrês. Depois da grande acolhida que tivo o Roteiro Castelao vemo-nos na obriga de celebrar mais um novo a oferecer à cidadanía e aos/às sócios/as, além de mostrar o nosso compromisso com um dos autores comprometidos com a nossa língua nados em Ponte Vedra. Xoán Manuel Pintos é a figura mais importante da primeira metade do século XIX. Nasceu em Pontevedra em 1811 e sendo mui novo mudou-se à Crunha para estudar Humanidades no Colégio dos Padres Dominicos. Posteriormente estabeleceu-se em Compostela com o intuito de cursar Direito. Com o tempo chegaria a exercer como juiz em Cambados e como fiscal no seu lugar natal, ficando cessante por causa das transformaçons políticas da altura até a sua nomeaçom como Registrador da Propriedade de Vigo, cargo em que se manteria até a sua morte. O pontevedrês é autor de um único livro trilingüe, A Gaita gallega tocada pol-o Gaiteiro, ou sea Carta de Cristus para ir deprendendo a ler,escribir e falar ben a lengua gallega e ainda mais (1853), que tem como finalidade achegar o idioma da Galiza ao público leitor. Inclui nela um Breve diccionario gallego escrito por ele tamborilero, para facilitar la inteligencia de la Gaita Gallega tocada por ele Gaiteiro, que tencionaba servir de ajuda para a sua compreensom. Aliás, no momento da sua morte estava a confeccionar outro dicionário, para o qual tinha anotados por volta de catorze mil vocábulos.
Para além da Gaita gallega, Pintos deixou-nos um amplo conjunto de poemas, entre os que cabe salientar três églogas e os Contos da aldeia que parecem histórias da vila ou histórias da vila que parecem contos da aldeia (1858). Pintos destaca na época pela sua faceta de gramático e latinista. Também colaborou na imprensa do momento com um grande número de composiçons soltas e folhetos, entre os que podemos citar "Rechamo", onde faz umha chamada aos autores galegos para utilizarem a nossa língua. Pintos faleceu em Vigo em 1876.
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