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Projectara-se o filme " Esquadrons da Morte : a escola francesa "Projectara-se o filme " Esquadrons da Morte : a escola francesa "
![]() Provas, diálogos insólitos com os genocidas latinoamericanos e "assessores" do resto do mundo que, achando ingenuamente falar com uma historiadora de direita, descarregam-se e exponhem em toda a sua magnitude como vam desenhando um mapa do horror e a hipocrisia, deixando também em claro que no que se refere aos anos de chumbo ainda resta muita teia por cortar. "Esquadrons da morte: a escola francesa" titula-se o espectacular filme da realizadora Marie-Monique Robin que será projectado no Centro Social Revira o sábado 21 às 20:00. Robin viajou especialmente para apresentar o seu documentário, em que militares argentinos reconhecem ter aplicado durante "A operaçom Cóndor" técnicas de tortura e desaparecimento importadas da França. A operaçom Cóndor foi criada pola CIA estadounidense na era de Nixon-Kissinger, com a colaboraçom das ditaduras militares latinoamericanas para a eliminaçom física de toda a esquerda política. O filme de Marie-Monique Robin tem como antecedente o excelente fresco "A batalha de Argel" de Gillo Pontecorvo, em que se mostrou por primeira vez na história que a civilizada França nom respeitava os direitos humanos e torturou e martirizou as/os patriotas argelinos/as que luitavam pola sua independência. "Esquadrons da morte: a escola francesa" que já foi apresentado em setembro de 2003 pola cadeia de televisom francesa Canal Plus, sustenta mediante entrevistas, imagens de arquivo e documentos, que os franceses formaram a militares da América Latina e Estados Unidos em métodos utilizados na Argélia e Indochina. "Os militares franceses descobriram que tinha que tirar informaçom da populaçom. Isto demandava a tortura. Depois, aos torturados faziam-nos desaparecer", disse Robin. Segundo a cineasta estes métodos aos quais se batizárom como "doutrina francesa", foram exportados depois e em Argentina houvo uma missom permanente de militares franceses entre 1957 e 1981. Um dado desconhecido e que revela o consenso e a cooperaçom das maiores potências do mundo entre si, é o que assegura que experientes franceses ensinaram também as técnicas da guerra contrarrevolucionária a umha geraçom de militares latinoamericanos na Escola das Américas, no Panamá. Esta inefável instituiçom conhecida como "a escola dos ditadores", serviu de "universidade" aos aspirantes a torturadores estadounidenses que depois a aplicaram no Vietname, Bolívia, Guatemala, Peru, Chile, Venezuela, Salvador, Nicarágua e Uruguai entre outros países. Ressalta particularmente a Operaçom Phoenix, em que morreram 20 mil civis survietnamitas. A jornalista francesa entrevistou aos generais retirados argentinos Ramón Díaz Bessone -com câmara oculta-, Reynaldo Bignone e Albano Harguindeguy. Estes verdugos justificaram no documentário os crimes cometidos durante o regime militar em que, segundo organismos de direitos humanos, desapareceram umhas 30 mil pessoas.
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