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Sucesso da homenagem a Castelao e do passa-ruas pola língua

Por volta de três dezenas de pessoas assistirom à homenagem a Castelao e contra os enterradores da língua, organiçada pola nossa associaçom em resposta ao uso fraudulento do Museu de Ponte Vedra para acolher umhas jornadas da ultra-espanholista "Galicia Bilingüe".

A pesar da presença intimidatória de numerosos efectivos policias, o acto foi um sucesso, logo do qual, e acompanhados de cantos tradicionais, fomos percorrendo a zona velha da cidade.

Podedes acceder aqui à crónica do Portal Galego da Língua

Se queredes ver o vídeo, realiçado por GzVídeos, premede aqui




Escrito em 14-09-2009, na categoria: Crónicas, Fotografia, Velho Local
Chuza!
A A.C Revira contra o uso espúrio do Museu de Ponte Vedra por parte de sectores galegófobos
Concentraçom-Homenágem a Castelao e contra os enterradores da língua. Sábado 12 de Setembro às 12:30 diante da estátua de Castelao (à beira do Museu de Ponte Vedra)


A Associaçom Cultural Revira de Ponte Vedra, com perto de seis anos às costas na defesa da língua e cultura próprias da Galiza, e umha vez conhecida a próxima celebraçom no Museu da cidade de umhas jornadas da entidade ultra-espanholista “Galicia Bilingüe”e financiadas pola Deputaçom, quer expressar:

Denunciamos o aberrante e fraudulento papel da Deputaçom de Ponte Vedra na organizaçom de umhas Jornadas que tenhem como objectivo a difusom das ideias fundamentalistas da associaçom que baixo umha suposta apariência “bilingue” agocha a pretensom de derogar a “Lei de Normalizaçom Linguística” do galego e do estabelecimento de modelos segregacionistas para o ensino , encaminhados à marginalizaçom da nossa língua e à hegemonia do espanhol, retrotraendo-nos juridicamente à etapa pre-estatutaria.

Estimamos como umha afrenta e um insulto à dignidade a cessom das instalaçons do Museu de Pontevedra, vencelhado na sua fundaçom e memória a Castelao, para a promoçom de ideias diametralmente opostas às defendidas por quem luitou até a sua morte a prol da nossa língua nacional e os nosso direitos como povo. Em reconhecimento ao seu legado político e como acto de desagrávio organiçaremos umha concentraçom-homenágem perante o monumento a Castelao, à beira do Museu, como firme opossiçom à utilizaçom ilegítima da entidade e à memória de quem luitou contra as ideias que “Galicia Bilingüe” e Rafael Louzán patrocinam.

Resulta indubitável cinismo que umha instituiçom pública que di representar intereses colectivos de parte de galegas e galegos tenha paraliçada a adquisiçom de livros em galego com o argumento da moderaçom nos gastos, mas que logo aportan vários milheiros de euros a quem pretende reducir a língua a mero objecto de museu.

Por iso, exigimos a demissom do presidente da Deputaçom de Ponte Vedra, Rafael Louzán (PP), quem estimamos que chegou demasiado longe. Do apoio mais ou menos tácito a “Galicia Bilingüe” passou directamente ao financiamento encoberto das suas actividades e à cessom do Museu baixo competência da entidade provincial a umha entidade contrária ao desenvolvimento da cultura galega. Resulta óbvio que a língua e cultura próprias afirmam a existência de Galiza como umha naçom diferenciada, mas dentro do actual ordenamento jurídico-político fundamentam a existência da Comunidade Autónoma Galega, algo recolhido no Estatuto de 1981, com o qual a própria Deputaçom parece nom aceptar sequera o mínimo marco autonómico.

Também queremos aproveitar para fazer as seguintes consideraçons sobre a língua:

O conflito lingüistico galego nom surge de decissons conscientes, motivadas por umha suposta “liberdade de escolha individual”, se nom por umha impossiçom secular do castelám por parte de governos espanhóis e elites intermediárias, com o objectivo de consolidar a pretendida “naçom espanhola” e subjugar a nossa identidade nacional. Desta forma, e com umha prolongada manobra de engenharia social consistente no adoctrinamento desde a educaçom na fóbia ao idioma natural de Galiza, assi como na marginalizaçom na vida pública da nossa língua através de diferentes normas e decretos oficiais, conseguirom ir reduzindo o número de falantes até cifras alarmantes. Este processo é agravado na actualidade desde medios empresariais que promocionam constantemente o uso do castelám e ocultam a existência de idiomas como o nosso.

A expansom do castelam nom é um fenómeno “natural” nem “espontáneo”, se nom umha questom de Estado de cara à homogeneizaçom cultural e étnica, ainda que for eliminando progresivamente identidades colectivas como a nossa. É por isso que “Galicia Bilingüe”, assi como outras entidades espanholistas que operam noutras naçons com língua própria no Estado, luitam pola derogaçom das exíguas normativas autonómicas que tentam paliar a continua perda de falantes e dinamiçar as línguas para atenuar a secular impossiçom do espanhol como língua única.

Perante esta situaçom de acoso, e conscientes de umha realidade histórica negadora do nosso idioma, opomo-nos aos que apelam fraudulentamente a umha suposta “liberdade de escolha individual” mentres se esquecem interesadamente de que para que esse direito puder existir deveriam por-se em marcha mecanismos que garantissem umha mínima equidade. Para esses que entonam a LIBERDADE pero esquecem a IGUALDADE, indisoluvelmente ligadas para lograr a JUSTIÇA social; para esses que nom fam mais que reafirmar conceitos supremacistas e nos querem devolver à pior situaçom das possíveis, ao pleno franquismo; para os que pretendem submeter a nossa dignidade colectiva, negándo-nos e humilhándo-nos, para os que acreditam no darwinismo lingüístico e social, tam só podemos afirmar a nossa vontade firme de desvendar a mentira e lograr a normalizaçom plena do nosso idioma.

Para rematar, lembramos um dos fundamentos da “naçom” espanhola, recolhido na sua Constituiçom de 1978, e que impom de facto o DEVER de conhecer o espanhol no artigo 3º, o qual consolida a impossiçom do castelám e mais a desigualdade jurídica para o nosso idioma, ao que se reserva unicamente um “direito ao conhecer e ussar” o qual tem umhas gravísimas consequências para o desenvolvimento normal da língua.

“Galicia Bilingüe” é umha estafa ideológica e Deputaçom roça a prevaricaçom ao organiçar umhas Jornadas galego-fóbicas contra a “Lei de Normalizaçom Linguística” para umha entidade externa que aparece nos cartaces como “colaboradora” , mais que na realidade é a que tem a iniciativa.

Desde a Revira animamos à socidade galega a nom permanecer calada perante as agressons ao idioma e ao esbanjamento de recursos públicos para negar a nossa cultura, assi como a se opor às involuçons em matéria de língua, pulando por chegar a metas mais ambiciosas, onde se restabeleça a dignidade e a normalidade no desenvolvimento do nosso idioma e cultura sem límitaçons externas nem intervençons ao jeito de colónia.

Pontevedra, 10 de Setembro de 2009

Escrito em 10-09-2009, na categoria: Associaçom, Comunicados, Novidades, Actividades, Velho Local
Chuza!
Conmemoraçom do 11 de Setembro chileno: projecçom de "La Spirale"
O 11 de setembro conmemoramos a queda do governo popular de Salvador Allende em Chile, dia no qual as tropas sublevadas do general Pinochet, apoiadas polos USA, bombardevam o Palacio de la Moneda, tendo como resultado a morte do presidente e o início de umha das ditaduras mais sanguinarias da América Latina. Desde a Revira queremos fazer-lhe a nossa pequena homenágem projectando o filme documental "La Spirale".


Sexta 11 de Setembro às 19 horas no C.S Revira

La Spirale

É um documentário político que expom os mecanismos do plano destinado a destruír o projecto de socialismo de Salvador Allende. Foi realiçado polo sociólogo belga Armand Mattelart. Analiça a estratégia colonial do imperialismo ianqui, que prova em Chile novas estratégias encaminhadas a intervir sobre os conflitos de clase.

Duraçom: 140 mins.

la espirale


Escrito em 10-09-2009, na categoria: Actividades, Cinema, Velho Local
Chuza!
Inicia a sua andaina o Seminário de Introducçom ao Marxismo
Esta terça, 8 de Setembro, iniciou a sua andaina o "Seminário de Introducçom ao Marxismo", que pretende servir como aproximaçom aos conceitos e método de análise marxista partindo desde o início. Nesta primeira sessom abordarom-se questons como a exploraçom, a acumulaçom de capital, a mais-valia ou os inícios do socialismo científico, tendo como coordenador a José Vicente Caneda.
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Escrito em 08-09-2009, na categoria: Crónicas, Fotografia, Velho Local
Chuza!

O Local Social Revira é um espaço alternativo galego inserido e ao serviço do movimento popular da comarca de Ponte Vedra fundado em Dezembro de 2003

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