|
|
A A.C Revira contra o uso espúrio do Museu de Ponte Vedra por parte de sectores galegófobosA A.C Revira contra o uso espúrio do Museu de Ponte Vedra por parte de sectores galegófobos
Concentraçom-Homenágem a Castelao e contra os enterradores da língua. Sábado 12 de Setembro às 12:30 diante da estátua de Castelao (à beira do Museu de Ponte Vedra) ![]() A Associaçom Cultural Revira de Ponte Vedra, com perto de seis anos às costas na defesa da língua e cultura próprias da Galiza, e umha vez conhecida a próxima celebraçom no Museu da cidade de umhas jornadas da entidade ultra-espanholista “Galicia Bilingüe”e financiadas pola Deputaçom, quer expressar: Denunciamos o aberrante e fraudulento papel da Deputaçom de Ponte Vedra na organizaçom de umhas Jornadas que tenhem como objectivo a difusom das ideias fundamentalistas da associaçom que baixo umha suposta apariência “bilingue” agocha a pretensom de derogar a “Lei de Normalizaçom Linguística” do galego e do estabelecimento de modelos segregacionistas para o ensino , encaminhados à marginalizaçom da nossa língua e à hegemonia do espanhol, retrotraendo-nos juridicamente à etapa pre-estatutaria. Estimamos como umha afrenta e um insulto à dignidade a cessom das instalaçons do Museu de Pontevedra, vencelhado na sua fundaçom e memória a Castelao, para a promoçom de ideias diametralmente opostas às defendidas por quem luitou até a sua morte a prol da nossa língua nacional e os nosso direitos como povo. Em reconhecimento ao seu legado político e como acto de desagrávio organiçaremos umha concentraçom-homenágem perante o monumento a Castelao, à beira do Museu, como firme opossiçom à utilizaçom ilegítima da entidade e à memória de quem luitou contra as ideias que “Galicia Bilingüe” e Rafael Louzán patrocinam. Resulta indubitável cinismo que umha instituiçom pública que di representar intereses colectivos de parte de galegas e galegos tenha paraliçada a adquisiçom de livros em galego com o argumento da moderaçom nos gastos, mas que logo aportan vários milheiros de euros a quem pretende reducir a língua a mero objecto de museu. Por iso, exigimos a demissom do presidente da Deputaçom de Ponte Vedra, Rafael Louzán (PP), quem estimamos que chegou demasiado longe. Do apoio mais ou menos tácito a “Galicia Bilingüe” passou directamente ao financiamento encoberto das suas actividades e à cessom do Museu baixo competência da entidade provincial a umha entidade contrária ao desenvolvimento da cultura galega. Resulta óbvio que a língua e cultura próprias afirmam a existência de Galiza como umha naçom diferenciada, mas dentro do actual ordenamento jurídico-político fundamentam a existência da Comunidade Autónoma Galega, algo recolhido no Estatuto de 1981, com o qual a própria Deputaçom parece nom aceptar sequera o mínimo marco autonómico. Também queremos aproveitar para fazer as seguintes consideraçons sobre a língua: O conflito lingüistico galego nom surge de decissons conscientes, motivadas por umha suposta “liberdade de escolha individual”, se nom por umha impossiçom secular do castelám por parte de governos espanhóis e elites intermediárias, com o objectivo de consolidar a pretendida “naçom espanhola” e subjugar a nossa identidade nacional. Desta forma, e com umha prolongada manobra de engenharia social consistente no adoctrinamento desde a educaçom na fóbia ao idioma natural de Galiza, assi como na marginalizaçom na vida pública da nossa língua através de diferentes normas e decretos oficiais, conseguirom ir reduzindo o número de falantes até cifras alarmantes. Este processo é agravado na actualidade desde medios empresariais que promocionam constantemente o uso do castelám e ocultam a existência de idiomas como o nosso. A expansom do castelam nom é um fenómeno “natural” nem “espontáneo”, se nom umha questom de Estado de cara à homogeneizaçom cultural e étnica, ainda que for eliminando progresivamente identidades colectivas como a nossa. É por isso que “Galicia Bilingüe”, assi como outras entidades espanholistas que operam noutras naçons com língua própria no Estado, luitam pola derogaçom das exíguas normativas autonómicas que tentam paliar a continua perda de falantes e dinamiçar as línguas para atenuar a secular impossiçom do espanhol como língua única. Perante esta situaçom de acoso, e conscientes de umha realidade histórica negadora do nosso idioma, opomo-nos aos que apelam fraudulentamente a umha suposta “liberdade de escolha individual” mentres se esquecem interesadamente de que para que esse direito puder existir deveriam por-se em marcha mecanismos que garantissem umha mínima equidade. Para esses que entonam a LIBERDADE pero esquecem a IGUALDADE, indisoluvelmente ligadas para lograr a JUSTIÇA social; para esses que nom fam mais que reafirmar conceitos supremacistas e nos querem devolver à pior situaçom das possíveis, ao pleno franquismo; para os que pretendem submeter a nossa dignidade colectiva, negándo-nos e humilhándo-nos, para os que acreditam no darwinismo lingüístico e social, tam só podemos afirmar a nossa vontade firme de desvendar a mentira e lograr a normalizaçom plena do nosso idioma. Para rematar, lembramos um dos fundamentos da “naçom” espanhola, recolhido na sua Constituiçom de 1978, e que impom de facto o DEVER de conhecer o espanhol no artigo 3º, o qual consolida a impossiçom do castelám e mais a desigualdade jurídica para o nosso idioma, ao que se reserva unicamente um “direito ao conhecer e ussar” o qual tem umhas gravísimas consequências para o desenvolvimento normal da língua. “Galicia Bilingüe” é umha estafa ideológica e Deputaçom roça a prevaricaçom ao organiçar umhas Jornadas galego-fóbicas contra a “Lei de Normalizaçom Linguística” para umha entidade externa que aparece nos cartaces como “colaboradora” , mais que na realidade é a que tem a iniciativa. Desde a Revira animamos à socidade galega a nom permanecer calada perante as agressons ao idioma e ao esbanjamento de recursos públicos para negar a nossa cultura, assi como a se opor às involuçons em matéria de língua, pulando por chegar a metas mais ambiciosas, onde se restabeleça a dignidade e a normalidade no desenvolvimento do nosso idioma e cultura sem límitaçons externas nem intervençons ao jeito de colónia. Pontevedra, 10 de Setembro de 2009
2 comentários
Comentário de: xBenedito-Carlos LEMES [Visitante]
Galiza ! SEMPRE.... SEMPRE EM GALEGO ...HAJA O QUE HOUVER, MOLESTEMOS QUEM SE NOS MOLESTA SEMPRE NA GALIZA E SEMPRE FALANDO GALEGO AO VIVO E EM CORES. BASTA DE GRILHÕES.RESPEITO É BOM E OS GALEGOS SIM, O MERECE. NADA DE OPRESSÃO ATAVIADA (FANTASIADA) DE FALSETES DEMOCRATÓIDES... RESPEITO A LÍNGUA EM 1º LUGAR.DEPOIS,ATÉ PODER-SE-Á ESCUTAR ARGUMENTOS, DESDE QUE SEJAM, DECENTES, MESMO ASSIM COM TOTAL RESPEITO A NACIONALIDADE GALEGA. ISTO NÃO SE NEGOCIA JAMAIS.
12-09-2009 @ 05:51
Deixe o seu comentário |