no início é tudo tenso nos nervos da madeira
depois é tudo mar contra uma rocha
alçada ao pé do umbigo
rangem as ramas quando o vento sopra
e oscila a árvore
mas despregamos pulmões
retesando a espinha
que indica o azimute do universo
e navegamos o intestino
sobre a barca das pernas
até voltarmos a porto inadvertidamente