às vezes penso isto

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    • Os esqueletos não têm sexo, mas na mesma fazem amor quando nós fazemos. (20-10-2012)
    • Salvação é uma palavra gorda e avelhentada. (23-09-2012)
    • Comemos com a fome dos nossos avós. /  Estudamos com a vontade de aprender / dos nossos pais. Será... (19-07-2012)
    • A realidade é a memória da existência (26-05-2012)
    • Decir ‘amor’ es fácil, pero expresarlo… (19-05-2012)
    • É difícil seguir a natureza, mas continuá-la é inevitável. (10-05-2012)
    • A verdadeira compreensão é uma expressão (11-04-2012)
    • Esta euforia não me pertence (18-03-2012)
    • nem o amor nem deus nem a beleza: nada que eu crie é maior que eu próprio (11-03-2012)

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Mortos

Se abríssemos os olhos lá estariam
feitos maré.

Ondas do mar do tempo que nos leva,
sal da vida à mistura: nós os peixes
feitos de mar.

Mas pesam-nos moedas sobre os olhos
para pagar barqueiros.

Morremos nos vivos que nos seguram,
e nascemos dos mortos que nos levam.

Temos medo do mar que nos envolve
e somos nós;
movimento ondular que perpetua a vida.

No fundo,
as moedas enterram-se na areia
porque nada há a pagar.

Não há barqueiro.

Apenas mar.

Isso enterramos.

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