às vezes penso isto

    • Aquilo que sou não é derrota nem fracasso daquele que creio que sou. (20-02-2014)
    • Os esqueletos não têm sexo, mas na mesma fazem amor quando nós fazemos. (20-10-2012)
    • Salvação é uma palavra gorda e avelhentada. (23-09-2012)
    • Comemos com a fome dos nossos avós. /  Estudamos com a vontade de aprender / dos nossos pais. Será... (19-07-2012)
    • A realidade é a memória da existência (26-05-2012)
    • Decir ‘amor’ es fácil, pero expresarlo… (19-05-2012)
    • É difícil seguir a natureza, mas continuá-la é inevitável. (10-05-2012)
    • A verdadeira compreensão é uma expressão (11-04-2012)
    • Esta euforia não me pertence (18-03-2012)
    • nem o amor nem deus nem a beleza: nada que eu crie é maior que eu próprio (11-03-2012)

blog soft
Honorável da Floresta

Criei um pequeno pardal que amava profundamente. Um dia morreu subitamente e, atingido pela tristeza, decidi fazer um funeral ao meu pequeno companheiro, mesmo como se fosse um ser humano. Ao princípio chamei-o de Discípulo Pardal mas, mais ou menos quando morreu, decidi mudar-lhe o nome para Buda Pardal. Finalmente, dei-lhe o título budista póstumo de 'Honorável da Floresta'. Compus este poema em sua memória.

Um corpo de dezasseis pés de púrpura e dourado
jaz entre as árvores gémeas do Nirvana.
Agora libertado da falsidade, além da vida e da morte,
porém presente em mil montanhas, dez mil árvores, centos de primaveras.

Tradução do inglês a partir do trabalho de John Stevens. Wild Ways, White Pine Press, 2003, USA. Ilustração: Keisai Kuwagata (1764-1824)

(Ikkyu Sojun)

Sem comentários ainda

Deixe o seu comentário


Seu endereço de e-mail nom será revelado nesse site.

Sua URL será exibida.
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Nome, e-mail & website)
(Permitir que usuários o contatem através de um formulário eletrônico (seu e-mail nom será exibido.))