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Poema

SOTA ELS LLENÇOLS


Tancant els ulls tanca els meus ulls,
i em gire al llit cap al silenci.
A alguna part entre el meu cor i el terra
plora una nina que sóc jo i tremola
perquè comença el circ de les distàncies.
El cor del domador que ja no doma
redobla: veu l?angoixa
de l?acròbata disposada a fer el salt,
la pirueta impossible
de la Mariola al Monte Giabre.
Salta però no pot.
Tot es fa terra en la caiguda.
I les meues llàgrimes a la seua galta,
i les seues llàgrimes als meus ulls
són com dos rius paral?lels
que es giren als seus llits i corren
cap al silenci.

Seguimento:

SOB OS LENÇÓIS
(Tradução a galego)

Fechando os olhos fecha os meus olhos
e giro-me no leito para o silêncio.
Nalgum lugar entre o meu coração e o chão
chora uma boneca que sou eu e treme
porque começa o circo das distâncias.
O coração do domador que já não doma
redobra. Vê a angústia
da acrobata disposta a fazer o salto,
a pirueta impossível
da Mariola ao Monte Giabre.
Salta mas não pode.
Tudo vira terra na queda.
E as minhas lágrimas nas suas meixelas
e as suas lágrimas nos meus olhos
são como dois rios paralelos
que giram nos seus leitos e corren
para o silêncio.

23-01-2006, intimidades

2 comentários

Comentário de: Subcomediante R [Visitante]
Subcomediante R

ajeitar o velocimetro
dedicado ao eugénio outeiro

só eu, um momento
e só eu,
sem a présa por alcançar novos jornais
à leitura
um velho amigo na rua será também
proibido
só agora, nos pés,
agora, a lentidão é o melhor
experimento revolucionário.
Conquistar a velocidade do passo,
como um troféu,
e deitar água quente
polo estômago até o desfrute
será o meu descobrimento.
Só eu,
um momento e já, só eu,
só aceitarei um companheiro para
o passo, e que mais terá o género,
mas realizará um desejo para o passo,
com um abaneo similar encontrado
e desencontrado ao meu
mas por enquanto,
o passo será, isso mesmo,
só eu

24-01-2006 @ 09:36
Comentário de: Subcomediante R [Visitante]
Subcomediante R

Espectacular o teu poema eugeniote! gostei imenso, imenso…

24-01-2006 @ 09:39