
Levo vários anos a escrever este poema. Mais umha versom hoje.
A minha língua quero na tua boca
e nos teus lábios nos teus peitos
E no país inteiro do teu sexo
falar com o idioma que nos pertence
Procurar a humidade com a língua que nos une
para dar-lhe nome ao teu corpo
e repetir em cada rio em cada bosque
em cada outeiro da tua geografia
a promessa de quem ama sem palavras
Com o silêncio das estrelas, tam longínquo e singelo

Continua:
Umha possível versom completa (com ilustraçons gratuitas):

Quero escrever na tua pele
o panfleto do meu amor
e arengar o teu cabelo
mobilizar as tuas maos
Berrar com a força dos teus olhos
que a revoluçom está em marcha
no desejo
e no sexo

Quero sair às ruas do teu corpo
com a tua roupa de bandeira
e solicitar reclamar exigir
silêncio
para escutar as proclamas
da nossa respiraçom

Quero ser militante dos teus peitos subversivos
e atacar directamente
ali onde mais gosta
e tomar por assalto o palácio de inverno
das tuas pernas
enquanto tu preparas
a ofensiva final

A minha língua quero na tua boca
e nos teus lábios nos teus peitos
E no país inteiro do teu sexo
falar com o idioma que nos pertence
Procurar a humidade com a língua que nos une
para dar-lhe nome ao teu corpo
e repetir em cada rio em cada bosque
em cada outeiro da tua geografia
a promessa de quem ama sem palavras
Com o silêncio das estrelas, tam longínquo e singelo
