Para ninguém dizer que este é um blogue que evita as questões sérias (eleições americanas, casas camarárias em Lisboa), aqui fica este magnífico vídeo.
BLOGADO ÀS 23:46:49
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Há as imagens. Algumas são fotos. Posso ser eu o protagonista ou podem ter sido enviadas por fãs em homenagem ao coisas. Há também recortes, que consistem em fotomontagens em que fatores exteriores me impediram de acertar as fotos (p.ex. preguiça). Quando a preguiça não ataca, existe monta recorta. E as fotos que recortei, em recorta. Em terra mostro o que o google earth me mostra. Em mulheres mostro mulheres, gajas, enfim, o sexo oposto. Tenho também uma secção que apelidei de instantâneos, em que transcrevo o conteúdo dos meus cadernos, e anoto apontamentos diversos (quando estou ébrio, ou quando estou aborrecido em casa, falo do que ouvem os vizinhos). Também incluo aqui os meus devaneios lógico-sentimentais em futuros em preenchimento e manual de instruções . Em melbourne’08, suomi’06 e ir’05 mostro um pouco das minhas viagens, com fotos e apontamentos. No ir’05, uma das minhas secções favoritas, transcrevo o caderno da viagem de comboio que realizei através da europa central. Infelizmente, ninguém liga a viagens aventurosas com escaldantes relações sexuais com atrizes em ascensão e brigas de bar. Enfim. Nos vídeos apresento a mais aturada seleção de youtubes do hemisfério norte (comprovada por estudo da marktest), dividido em filmes (tipo trailers), música (tipo música), humor (gato fedorento e central beheer) e meus (feitos por mim). Os meus são os melhores. Em música, ultra – recente – secção, produzo a minha própria meloteca. No áudio guardo uma categoria, ainda incipiente, que é a dança música, coletânea de música que te abana (abanará) o rabo. Como em qualquer outro blogue com pretensões anónimas (não confundir com anódinas, que, curiosamente também é o caso), incluo a secção gamanços, muito ativa, em que colijo adágios, poesia e prosa, humor, filmes e imprensa (e dentro desta, a malfadadas categorias má imprensa e título do ano). Tudo copiadinho de pessoas mais inteligentes (ou mais burras, mas que merecem a citação), que alegram sempre o blogue com os seus pensamentos originais. Em frases feitas dou o meu contributo à coisa, com menos graça. Os diálogos imaginários tentam o mesmo, com ainda menos graça. Nas ideias demonstro cabalmente que não tenho imaginação (por vezes as personagens imaginárias são mesmo imaginárias). Nos projetos (sem c, que este é um blogue muito moderno) mostro novidades do x-blogue e textos novos no novas da galiza. Há também as notas, para os especialistas em blogues, o cartaz para mostrar o que eu faço para me entreter (ou o que vocês poderiam fazer, se não tivessem mais que fazer), sempre muito atual, e as novidades, em que falo de coisas novas (por isso o nome, novidades). Intuitivo, não? Na secção galiza exponho-vos a minha costela galego-portuguesa, dando a devida atenção às questões da língua (acordo ortográfico incluído). Existe também uma nebulosa de secções interligadas e muito semelhantes. Nas ocorrências falo do que aconteceu; nas obsessões descrevo-me – tesões avulsos por mobilidade (bicicletas, ferroviário (e dentro deste, a alta velocidade elevada e o metro) e o pedonal) e pela regionalização; nas recorrências repiso ideias antigas através de dados avulsos, desejando um portugal melhor. Nas ligações ilustro muitas destas idiossincrasias ligando o meu blogue a páginas de humor, a flogues e a coisas que não percebo bem. Às vezes tento criar polémicas, assentes na porturaridade (ou estrangeiridade). Depende. Dentro desta encontram o centralismo, urbanismo de ponta (que não é filosofia), o planeamento macadame e política à portuguesa, para além do inescapável vício automóvel dos portugueses. Para falar do norte divido-me em entre-douro-e-minho (e dentro deste grande porto, póvoa e vila e braga – vale do ave) e trás-os-montes. Em distraduções mostro como se traduz. Em nomes mostro que o joão já se chamou agrião e que a joana já se chamou beterraba. Nos amigos envergonho amigos e conhecidos do mesmo jeito: sem jeito nenhum. No blogue antigo mostro-vos como se escrevia antes da escrita ser inventada. No vírus demonstro como sou realmente. E é isso.
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