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        Roteiro Samaim a Castromaior

        Roteiro Samaim a Castromaior

        02-11-19

        O 10 de novembro damos a bem-vinda ao inverno e celebramos o ano novo celta cum roterio de Samaim.
        ⏩Saimos às 15h30 do centro social. Visita ao castro de Castromaior em Portomarim.

        O PORTOMARIM VELHO.

        O velho Portomarim "Pons Minea" (Ponte do Minho) nasceu no século II d.C. ubicado nas duas beiras do Minho e sendo cruzado pola ponte romana . A vila foi importante lugar de passo ao longo da história. A importáncia de Portomarim medrou na Idade Media ao ser lugar de passo do Caminho de Santiago, já que era a única ponte que existia além da de lugo e da de Ourense.
        Por desgraça esta vila da comarca tivo que passar à história pola construçom da barragem de Belesar que assulagou por completo o Portomarim velho no ano 1963. Naquela época o desenvolvimentismo estava a fazer estragos no pais, entre eles a construçom das barragens e centrais hidroeléctricas cobrou força nos planos do franquismo. Portomarim, Castrelo de Minho, As Encrovas , Antela, ... estám na nossa história como lugares comuns da luita e da tragédia do povo galego.

        A BARRAGEM MAIS GRANDE FEITA NA GALIZA

        Aquela barragem era umha obra terrível, é ainda hoje o maior encoro da Galiza. Cumha cola de 54 kilometros afetou desde Chantada até Guntim. Enguliu Portomarim e também outras 8 paróquias, entre elas a de Belesar que também foi trasladada a outra ubicaçom.
        O projecto deu-se a conhecer nos anos 50 e as obras começarom no ano 57. O projecto inicial para Belesar era de 100 m co qual evitava-se o afundimento da vila de Portomarim, porque a cola do encoro chegava justo até a vila sem chegar a inundá-la. Justo um pouco mais para enriba depois de Portomarim ia-se construir outro encoro mais pequeno de 35 m. Este projecto inicial foi desbotado depois co argumento de que haveria umha deficiente regulaçom das augas polo que decidiu-se finalmente construir só umha barragem em Belesar de 135 m. O dictador, Francisco Franco, junto co presidente de Fenosa , Pedro Barrié De La Maza, inagurarom a obra, o pantano e mais a nova vila. Foi o 10 de setembro de 1963.

        E como falamos de antepassados temos testemunhas diretas destes feitos:

        Por exemplo assim escreveu Alvaro Cunqueiro sobre a despariçom do velho Portomarim:

        "o arco da antiga Ponte MInhá preside a corrente. Outro junto à beira direita, estano desmontando coa ajuda dumha grua. Construem a elevada ponte nova junto da actual. No alto, branca, a nova vila, com ar de quartel ou de casas baratas de suburbio (...). Cruzamos a ponte e por onde está agora o despido solar no que se ergueu a igreja de Sam Joám, perdemo-nos polas estreitas ruelas, Santa Sabela, Santiago, Rua Nova...Todo ficará sumergido, porchas, balcons de ferro nos que floresce umha maceta um cravo vermelho, essas parras que sombream, as pequenas galerias ao sol de mediodia.
        -Lá enriba dará-nos melhor o vento!-, di-me umha velha"

        Outros vizinhos que viverom na velha vila, como Rogelio Rivas lembrava como semanas antes da inundaçom chegou a Guarda Civil e começou a valorar as casas e propriedades. Rivas era naquele entom proprietário dumha barberia. Di que só lhe derom umha casinha na nova vila mas foi a cámbio de todo o que tinha, a casa , umha bodega de duas prantas e a barberia.
        "Era como umha feira, mas sempre em beneficio dos ofertantes". Dicia Aurelio Castro outro dos vizinhos despejado. De feito a sua foi a primeira das casas em ser despejada porque estavam a fazer a nova ponte e um dos piares ia no sitio da sua casa. "O meu pai nom podia crê-lo, pensava que era impossível que nos botassem assim sem mais, de feito lembro o dia em que a auga começou a subir e lhe cobria por completo as botas de goma. Aquela foi a primeira vez que o vim chorar."
        O caudal subiu antes do que se previa e a começos de 1963 a auga entrou nas casa e colheu de sorpresa aos habitantes de Portomarim que tiverom que ir-se as presas. Houvo gente que se resistiu e aguantou até que a auga quase cubria totalmente as casas, pondo em perigo as suas vidas. Boa parte da gente que morava na velha vila colheu os quartos e emigrou . De acordo a dados recolhidos polo arqueólogo da vila Jesús Busto, a populaçom de Portomarim entre os anos 1950 e 1970 baixou mais dum terço. Segundo Jesús: "Muitos marcharom as grandes cidades forjar-se um futuro melhor, outros emigrarom ao exterior e outros trasladarom-se ao novo Portomarim".

        Muitos vicinhos e vicinhas aproveitavam quando baixava o nível do rio para voltar as suas casas e recolher as suas pertenças. O caso mais dramático foi o do Manuel , conhecido polo alcume do "Bemba". Quando o rio baixou ele voltou a sua morada a colher o que puidesse mas vinherom-se-lhe as paredes enriba. Tiverom que regata-lo moi grave. A raiz deste incidente foi Fenosa a que decidiu dinamitar todas as casas asulagadas para evitar que os vicinhos regressassem, senom ainda estariam hoje em pé os seus muros.

        CASTRO DE CASTROMAIOR

        Durante o bipartito, o castro foi parcialmente escavado en várias campanhas , desvelando um sítio arqueológico de muito interesse, no que a monumentalidade labiríntica das defesas continuava cumha interessantíssima estrutura urbana que colapsou mais ou menos durante o cambio de era,.
        O castro de Castromaior recebiu um investimento em várias campanhas de 275.000 euros para a sua escavaçom. A dia de hoje o estado do castro é de abandono e apenas há sinalizaçom.
        No que se refire ao estudo e interpretaçom Manuel Gago fala-nos num interessante artigo sobre se na Galiza houvo guerra ou resistência à invasom romana e fai referência no mesmo a Castromaior. No século I a.C houvo muitos castros que fôrom abandonados, noutros a arqueologia deixa ver construçons de muralhas e elementos defensivos nesse período. Este é um castro sem romanizar cumha enorme complexidade de muros ao redor da acrópole. Resulta que neste castro, a caida gradual do entulho sobre as casas provocou que as ruínas que abrem os arqueólogos apareçam muros mesmo de metro e medio de altura. O que qualifica de pompeia galega. Isto facilitou que os arqueólogos puidessem apreciar um detalhe, um detalhe humaníssimo como poucas vezes se vira nos castros, em relaçom ao seu abandono. Luis Francisco López González, responsável da escavaçom fala-nos de que as causas do abandono devem associar-se à conquista romana no cámbio de era. As vivendas que olhamos som dessa derradeira fase de ocupaçome em várias achamos as portas tapiadas com grandes lajas colocadas nas entradas, asegurando as portas contra a humidade e roubos e protegendo as vivendas cumha intençom implícita de volver.

        Escrito ?s 08:25:00 nas castegorias: roteiros, album
        por SCMadiaLeva   , 1090 palavras, 49 views     Chuza!

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