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        Cineclube: Fai a cousa certa

        Cineclube: Fai a cousa certa

        19-11-19

        Esta sexta-feira dia 22 de novembro às 21h30 projetamos o segundo dos filmes do ciclo NegrX
        Fai a cousa certa
        Um filme de Spike Lee

        É o dia mais caluroso do verao em Brooklyn, o sol abrasa o pavimento desgastado do bairro e fai ferver o sangue e os ánimos dos seus moradores; a maioria dos quais pertencem a comunidade negra, que convive no bairro com a comunidade latina, asiática e umha minoria branca.
        Mookie é um negro de Brooklyn que trabalha de repartidor na Pizzaria de Sal, um ítalo-americano que trata com condescendência e paternalismo a sua clientela, negros e negras do bairro. Sal tem dous filhos, um deles simpatiza com Mookie mas o irmao maior, consumido polo racismo, odeia a morte a Mookie. A pizzeria de Sal convertirá-se no centro onde irá convergir toda a raiva contida, todo o ódio acumulado nas vidas maltratadas e humilhadas dos habitantes do bairro. O calor desata as baixas paixons dos moradores de Brooklyn, mas é a intervençom policial como agente da autoridade o detonante da revolta, aquilo que finalmente explica de onde procede todo esse ódio, toda essa raiva.
        Do The Right Thing converteu-se no primeiro filme rodado por um negro em conseguir um êxito massivo, tornando-se referencial para a juventude contestatária de meio mundo, que rapidamente se sentiu identificada com o microcosmos de Brooklyn. Se Charles Burnett, autor do outro filme que projetamos no ciclo, rechaçava todas as convençons para situar-se nas margens do cinema comercial, Spike Lee emprega todos os recursos ao seu alcance para impactar no espetador: a apropriaçom dumha estética pop e colorida, o humor autorreferencial através de clichés associados à comunidade afro americana, umha voz narradora (o dj dumha rádio local que fai de apresentador e de guia ao espetador e que coloca música negra para potenciar o significado das imagens), as referência cinéfilas como os dedos dumha mao compondo a palavra "ódio" na mao direita e "amor" na outra (prestada da "Noite do Caçador" de Charles Laughton), o parêntese no desenvolvimento da trama para que as personagens se dirijam a câmara em primeiro plano pronunciando insultos racistas e xenófobos...
        Mas todos os truques funcionam para fazer explodir a normalidade e a complacência que a sociedade tem assumido frente ao racismo que a devora; a violência policial que desencadeia a revolta nom é outra cousa que a manifestaçom institucional deste racismo. 30 anos depois, e a olhos do presente o filme continua plenamente vigente.
        O filme finalmente, é a denúncia enérgica, explosiva, (como o baile de Rossie Perez ao ritmo selvagem da música de Public Enemy que abre o filme), dumha situaçom opressiva; mas Spike Lee deixa que seja a consciência do espetador quem procure umha resposta: do the right thing, fai a cousa certa.

        Escrito ?s 14:01:00 nas castegorias: album
        por SCMadiaLeva   , 457 palavras, 104 views     Chuza!

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