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      Orgulhosas das nossas. Luz Fandiño.

      Orgulhosas das nossas. Luz Fandiño.

      31-05-24

      As mulheres do Mádia Leva! queremos reivindicar as NOSSAS , aquelas mulheres que som referentes por múltiplas razons. Por suposto pola sua luita feminista mas também por dedicar as suas vidas a combater todas as opressons que sofrerom. Mulheres com as que conjurar-nos política e emocionalmente com o seu exemplo muitas vezes silenciado ou esquecido.

      Luz Fandiño . (1931-2024) é a primeira das mulheres que reivindicamos dentro desta campanha ORGULHOSAS DAS NOSSAS. Esta mulher compostelana é exemplo de luita e compromisso.

      Filha de mae solteira republicana e revolucionária na pós-guerra, tivo que luitar contra a miséria e emigrar fora da sua terra, mas isso nom minguou a sua fame de saber. No 1952, com 20 anos, vai para Argentina e anos mais tarde, em 1964, para Paris. Foi na Argentina onde entra em contacto com círculos galeguistas herdeiros da Sociedade Nazonalista Pondal e do grupo de exilados agrupados por volta do Conselho da Galiza; lá conheceu Galiza através da biblioteca do Centro Galego. Descobre a Cabanillas, Rosalia, Castelao e começa a escrever em galego. Voltará a sua Compostela natal em 1979 já com umha firme consciência identitária,linguística e de género.

      Mulher nacionalista de coraçom, foi militante do nacionalismo popular nos anos da chamada transiçom. Solidária sempre com as presas e presos independentistas. Participou tamém ativamente nos movimentos sociais da capital galega ao longo da sua vida. Incansável na sua participaçom em atos, mobilizaçons e reinvindicaçons populares de todo tipo.

      É reconhecido o seu destacado labor como escritora, especialmente no ámbito da poesía. A sua criaçom literaria destaca pola sua funda pegada social já que ela mesma se definia como a poeta analfabeta, pola sua condiçom proletária e como escritora autodidata. Colaborou em diferentes publicaçons galegas, nos coletivos culturais Redes Escarlata, Mulheres Transgredindo , Mar de Tinta, no programa Diario Cultural de Radio Galega, entre outras.

      "Eu sei onde estou e nom renuncio ao independentismo, nem à naçom galega nem aos principios comunistas: Nom lim o Capital nem o Manifesto, mas a minha vida é realmente a dos povos oprimidos e a vida fijo-me comunista"

      A sua trajetória foi objeto dum documentário intitulado "A poeta analfabeta", dirigido por Sonia Méndez e estreado em 2020. Desde 2022 inspira a organizaçom dum certame literário na sua honra, 'Luz poética'. No ano 2023, recebeu na modalidade "Trajetória", o Prémio "Begoña Caamaño" pola igualdade de género, concedido pola Deputaçom da Corunha.

      Até os seus últimos dias continuou apoiando as manifestaçons populares mantendo sempre umha energia e otimismo de admirar. Mantinha umha confiança absoluta nos jovens sem duvidar que as futuras geraçons iram libertar o nosso povo.

      "Tenho absoluta confiança na juventude. Temos uns moços e moças que estám a trabalhar muito bem. A minha visom é sempre otimista. Tenho muita fé na juventude e sei que ela fará da Galiza um país livre. Serám elas e eles as que verám um país libertado"

      Luz Fandiño, corajosa.
      Luz Fandiño, luminosa.
      Luz Fandiño, generosa.
      E nós, ORGULHOSAS!

      Escrito ?s 18:43:00 nas castegorias: murais, album
      por SCMadiaLeva   , 479 palavras, 173 views     Chuza!

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