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    17-M O galego é um privilégio. Acude ao bloco laranja.

    17-M O galego é um privilégio. Acude ao bloco laranja.

    16-05-26

    O nosso centro social participará na convocatória do reintegracionismo de base que estará presente na manifestaçon convocada por Queremos Galego o próximo 17 de maio em Compostela.

    "O galego é um privilégio", citando a Begonha Caamanho e a sua vissom internacional da nossa língua, será a palavra de ordem que abrirá o nosso cortejo.

    Do Bloco Laranja animamos a participar connosco. Vemo-nos às 11.30 na Estátua das Marias, Alameda de Compostela.

    Assiste com roupa laranja (coletes, camisolas, chuvasqueiros...

    Tinjamos mais um ano Compostela de laranja, porque a língua vital também se fala em Moçambique e Portugal!

    Manifesto do Bloco Laranja

    Séchu Sende

    Quando em 1963 um grupo de intrépidos galeguistas inventarom o Dia das Letras Galegas, em pleno franquismo, começarom com a celebraçom da poeta Rosalia. A poesia abriu caminho entre as fendas do fascismo. Tantos anos despois, o Dia das Letras Galegas aínda continua a ser para muita gente umha celebraçom da literatura galega, um dia para celebrar valiosas aliteraçons e metáforas. Mas o nosso idioma é muito mais que literatura. É ciência, é política, é escola, é empresa, é sindicalismo, é comunicaçom, é tecnologia, é festa...

    Por certo, o sistema literário galego ainda é, em grande parte, antidemocrático, e continua a censurar o NH e a fazer apartheid com o reintegracionismo da mesma forma e com métodos parecidos com os que o espanholismo censura e fai apartheid com a nossa língua, escrita com Ñ ou com NH.

    Por isso para o reintegracionismo este é, principalmente, o Dia da Língua, como impulsam este ano as Escolas de Ensino Semente, por exemplo. Porque a língua existe muito, muito mais alá da literatura. E porque as nossas letras e fonemas aparecem muito mais alá das tipografias de imprenta ou das vozes das nossas músicas em tiktok, festivais ou foliadas.

    Além da literatura, escrita ou oral, a nossa língua expresa-se nas luzes de neon dos centros comerciais, nos whatsapps, nas vozes em off dos documentais sobre epidemias, nos aplicativos para observar as estrelas no telemóvel, nos papeis nos julgados, nas faturas da luz, nos tutoriais para aprender a tirar com arco, nos guias da nossa Roomba ou nos comentários de instagram.

    A nossa língua é extensa e útil além da literatura. E no Dia da Lingua Galega reivindicamos umha lingua fermosa e útil, poética e científica, íntima e social, nacional e internacional, das avoas e das netas, entre outras muitas funçons do idioma.

    Umha noite, a falar com Begonha Caamanho no Festival de Poesia do Condado, ao pouco de que eu os meus Ñs se convertessem em NHs, ela perguntou como estava a ser a experiência. Perguntou porque tinha curiosidade, porque queria saber como era passar ao este lado da história, como é viver sendo reintegracionista a tempo completo... Querida Begonha, lembramos-te com muito carinho e admiraçom, orgulhosas das tuas luitas no caminho que compartimos tanta gente.

    Há muita gente que está mui perto de dar o passo do Ñ ao NH da mesma forma que há muitas pessoas que estám mui perto de dar o passo para ser neofalantes. Som dous passos mui parecidos... E os dous iniciam umha nova forma de viver e de construir este país.

    E que lhe dizimos às pessoas que nom acreditam no NH ou que, por exemplo, consideram a Semente umha escola privada ou que asumem a palavra de orde ?Primeiro normalizar e despois normativizar...? Pois pouco podemos dizer-vos, companheiras. Nas redes sociais há centos de textos explicando o reintegracionismo. O melhor que as reintegratas podemos fazer é fazer, seguir fazendo, a construir modelos e práticas que ganham falantes e melhoram a qualidade da língua e demostrar como transformamos este país com a energia do NH e o modelo reintegrata.

    Algumha gente aprendemos a conhecer o reintegracionismo com Castelao ou Carvalho Calero. Outras, entramos em contato nos Centros Sociais Autogeridos. Mas podo asegurar-vos que muita gente aprendemos a ser reintegratas com plenitude com as nossas crianças. No nosso caso, ter filhas desde os 2 anos na Escola Semente fixo-nos descobrir umha nova geraçom de reintegratas: as crianças. As crianças que vivem com normalidade o galego internacional levam muitos anos a demostrar que a nossa língua é extensa e útil, na vida diária, para escrever poemas mas também para viver o idioma como umha língua com milhons de recursos comunicativos, técnicos, modernos, de quase, quase qualquer ámbito, exceptuando as funçons derivadas da opressom da nossa língua no estado espanhol e que sofrimos dia a dia, nesta colónia do espaÑolismo e do Ñ.
    O reintegracionismo foi o motor de projetos sociais que construirom e constroem projetos desde a base, com umha chave imprescindível para abrir a porta que conduce à nossa supervivência como naçom: a participaçom social organizada.

    Somos reintegratas porque queremos mudar o nosso país. Desde a escola, a empresa, o festival, a fábrica, o centro social, a associaçom ou o cárcere. Tenhamos nascido aqui ou sejamos recém chegadas. Sejamos adolescentes ou gente veterana. Ser reintegrata é mui, mui fácil. Só há que dar um primeiro passo: mudar um dia o Ñ de EspaÑa polo NH de EspaNHa. Vedes como mudam as cousas? Espanha com NH observa-se doutra forma... Como Rio Minho ou Nhu ou Mamaínha. A partir de aí todo se transforma. E as portas da língua estám sempre abertas.

    Baixo a situaçom atual de repressom legal, política e social da nossa naçom e do NH, e com a pressom do individualismo, quem vestimos de laranja sentimos que devemos continuar a trabalhar coletivamente e a buscar caminhos novos, adaptados aos nossos tempos, para construirmos um povo que, desde a tradiçom, avance para adiante. Porque, como dizia Manuel Antonio, cumpre romper a marcha pola mesma estrada que fagamos com os nossos passos porque en cada relanço do caminho há umha voz que nos berra: MAIS ALÁ!

    Escrito ?s 11:03:00 nas castegorias: album
    por SCMadiaLeva   , 956 palavras, 55 views     Chuza!

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